A VIDA NO MUNDO
 ESPIRITUAL E NA
      TERRA

   Dr. Sang Hun Lee

              Traduo
          Waldir Cipriani
       Clvis Ananias da Silva
        Rose Reis Carvalho




    ASSOCIAO DAS FAMLIAS
PARA A UNIFICAO E A PAZ MUNDIAL



                 1
    A VIDA NO MUNDO
           ESPIRITUAL
          E NA TERRA




2
             Publicado em l998 pela
          FEDERAO DAS FAMLIAS
     PARA A UNIFICAO E A PAZ MUNDIAL

                       1a Edio -- 1998
                       So Paulo --Brasil

FICHA CATALOGRFICA

Lee, Sang Hun (1914-1997).
A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL
E NA TERRA -- Mensagens do
Mundo espiritual.
170 pginas. Editora IL Rung.
1997. So Paulo, Brasil.
Reg. na FBN sob o n XXXX.


 REAS DE INTERESSE
 Religio, Filosofia, tica, Moral,
 Psicologia, Sociologia e Pedagogia.


Capa/Montagem/Reviso
Leornes Ferreira




    Todos os direitos reservados (Lei 5.988, de 14 de dezembro de l973)
      Exceto breves citaes, est proibida a reproduo total ou parcial
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                 e futuros, sem a prvia autorizao do editor.




                                   3
                                         NDICE


PREFCIO  EDIO INGLESA /
PREFCIO  EDIO BRASILEIRA /
PRLOGO /

Captulo 1
CARTAS DO MUNDO ESPIRITUAL /

1.1. Uma Carta para Os Verdadeiros Pais /
1.2. Carta aos Amados Membros da Igreja
     da Unificao /

Captulo 2
A VIDA TERRENA E O MUNDO ESPIRITUAL /

2.1. A Cerimnia de Ascenso do Dr. Sang Hun Lee /
2.2. O Pensamento da Unificao
      o Pensamento Fundamental /
2.3. Cerimnia na Residncia do Dr. Lee
     com seus Familiares /
      2.3.1. Carta do Dr. Lee para seus Filhos /
      2.3.2. Carta da Esposa do Dr. Lee para seus Filhos /
      2.3.3. Perguntas e Respostas com Familiares /
2.4. Instrues do Dr. Lee para seus Filhos /
2.5. Instrues do Dr. Lee para os Funcionrios
     do Instituto do Pensamento da Unificao /
2.6. As Palavras que o Dr. Lee Ouviu de Deus /
2.7. Palavras para a Senhora Young Soon Kim /


                        4
2.8. Palavras para Churl H Hwang e Jong Sam Lee /

Captulo 3
A NATUREZA DO MUNDO ESPIRITUAL /

3.1. A Natureza do Mundo espiritual /
3.2. A Vida e o Aspecto do Mundo espiritual /
3.3. O Cu, o Inferno e o Mundo espiritual /
      3.3.1. O Cu  o Lugar onde Pensamento
             e Ao tornam-se um /
      3.3.2. O Inferno  o Lugar Oposto ao Cu /
3.4. "Sang Hun Ah" -- O Modo como
      Deus Chama o Dr. Lee /
3.5. O Mundo espiritual Intermedirio /
3.6. Cu, Inferno e Paraso /
3.7. A Vida na Terra da Perspectiva do Mundo
     Espiritual -- Como Nossas Aes na Terra
     So Registradas no Mundo espiritual /
3.8. Quando se d a Plena Separao Esprito/Matria /
3.9. Diferenas entre as Pessoas Religiosas e as
     No-religiosas no Mundo espiritual /
3.10. A Posio dos Membros da Unificao e a
       Posio dos Membros de Outras Religies /
3.11. Diferenas entre a Natureza das Pessoas Espirituais
       e a Natureza das Pessoas Fsicas /
       3.11.1. A Vida de um Ser Espiritual e a Vida
               de um Ser Fsico /
       3.11.2. A Importncia de Nossa Vida na Terra /
       3.11.3. A Natureza das Pessoas Espirituais /
3.12. O Princpio da Dualidade no Mundo espiritual /
3.13. A Ao de Dar e Receber no Mundo espiritual /
3.14. A ntima Conexo entre a Vida na Terra
        e a Vida no Mundo espiritual /
3.15. Perguntas e Respostas /



                        5
     3.15.1. Pergunta da Filha do Dr. Lee /
     3.15.2. Pergunta de In Seung Lee,
             o Filho do Dr. Lee /
     3.15.3. Pergunta da Senhora Young Soon Kim /

Captulo 4
O SIGNIFICADO DO AMOR /

4.1. O Significado Fundamental do Amor /
      4.1.1. O Amor Conjugal /
      4.1.2. O Amor Espiritual /
     4.1.2. gape -- O Amor Incondicional
             das Religies /
4.2. A Interdependncia Entre o Mundo
     Espiritual e o Mundo Fsico /
     4.2.1. Como as Pessoas espirituais
            Auxiliam as Pessoas da Terra /
     4.2.2. O Relacionamento entre as Pessoas
            Espirituais e as Pessoas da Terra /
     4.2.3. Os Pontos em Comum entre as Pessoas
             Espirituais e as Pessoas da Terra /
     4.2.4. Pergunta da senhora Young Soon Kim /
4.3. A Imagem do Amor de Deus /
     4.3.1. O Amor Verdadeiro e o Falso Amor /
     4.3.2. Deus -- A Essncia do Amor /
     4.3.3. A Imagem de Deus  Pura Luz /
     4.3.4. Amor -- O Presente Supremo de Deus /
     4.3.5. O Motivo da Abertura Total
            das Portas da Bno /

Captulo 5
SUJEITO E OBJETO

5.1. Sujeito e Objeto -- A Lei do Mundo espiritual /



                        6
     5.1.1. O Significado do Sujeito /
     5.1.2. O Significado do Objeto /
     5.1.3. O Relacionamento Sujeito-Objeto
            -- O Ponto Principal /
     5.1.4. No Existe Exceo na Lei Espiritual /
     5.1.5. O Propsito dos Trs Objetos
            e o Matrimnio Perfeito /
      5.1.6. Filhos -- O Complemento de um Casal /
5.2. A Natureza Decada e o
      Significado do Renascimento /
      5.2.1. O Significado da Natureza Decada /
      5.2.2. O Significado do Renascimento /
      5.2.3. O Significado do Fundamento
             de Quatro Posies /
      5.2.4. A Formao do Fundamento de Quatro
             Posies e as Caractersticas Duais de Deus /
      5.2.5. A Unidade do Amor no Mundo espiritual /
      5.2.6. Os Verdadeiros Pais do Cu e da Terra /
5.3. O Ideal do Cu -- Um Mundo sem Fronteiras /
5.4. O Princpio da Reciprocidade
      e o Ideal do Reino dos Cus /
5.5. O Bem e o Mal Praticados na Terra
     so os Critrios de Reconhecimento no Cu /
5.6. A Energia Primria Universal, a Ao de Dar
     e Receber e o Princpio da Reciprocidade do Ponto
     de Vista das Caractersticas Duais de Deus /
5.8. O Porqu da Estrutura Dual do Ser Humano /
5.9. Viver para os Outros: A Finalidade
     da Existncia Humana /
5.10. O Ser Humano como Centro do Amor /
5.11. O Ser Humano como Mediador do Amor /
5.12. O Amor Verdadeiro  o Amor Original /
5.13. Luz -- A Imagem do Amor Verdadeiro /
5.14. O Amor Original /



                         7
5.15. A Aparncia do Casal Original
      na Presena de Deus /
5.16. O Princpio da Reciprocidade
      na Viso do Amor Original /
5.17. A Vida Conjugal Original na Viso
      do Princpio da Reciprocidade /

Captulo 6
O HOMEM E O UNIVERSO

6.1. O Domnio do Universo e o Valor do Ser Humano
     -- O Homem como Agente Supremo da Criao /
6.2. A Harmonia entre o Homem e o Universo /
6.3. O Domnio do Universo e o Amor de Deus /
     6.3.1. Ns Somos Filhos de Deus /
     6.3.2. Ns Somos as Fontes da Alegria de Deus /
     6.3.3. Ns Somos os Herdeiros de Deus --
           O Valor Divino do Homem Perfeito /
6.4. Caim e Abel  Luz do Princpio da Reciprocidade /
6.5. A Relao Caim/Abel no Mundo espiritual /
6.6. Cu e Inferno no Mundo da Eternidade /
6.7. A Vida no Reino dos Cus /
6.8. A Vida no Mundo espiritual Unificado /

Captulo 7
ENCONTROS NO MUNDO ESPIRITUAL -- I

7.1. Encontros com Lderes Religiosos /
     7.1.1. Encontro com Jesus /
     7.1.2. Encontro com a Virgem Maria /
     7.1.3. Encontro com Jos /
     7.1.4. Encontro com Ado /
     7.1.5. Encontro com Eva /
     7.1.6. Encontro com No /



                       8
    7.1.7. Encontro com Abrao e Isaac /
    7.1.8. Encontro com Judas Iscariotes /
    7.1.9. Encontro com Joo Batista /
    7.1.10. Encontro com Buda /
    7.1.11. Encontro com Confcio /
    7.1.12. Encontro com Maom /
    7.1.13. Encontro com Swedenborg /
    7.1.14. Encontro com Sundar Singh /
    7.1.15. Encontro com Scrates /

Captulo 8
ENCONTROS NO MUNDO ESPIRITUAL -- II

8.1. Encontros com Lderes Comunistas /
     8.1.1. Encontro com Karl Marx /
     8.1.2. Encontro com Lnin /
     8.1.3. Encontro com Stlin /
     8.1.4. Encontro com Kim Il Sung /

8.2. Encontros com os Criminosos
     das Guerras Mundiais /
     8.2.1. Encontro com Hitler /
     8.2.2. Encontro com Mussolini /
     8.2.3. Encontro com Tojo /

Captulo 9
ENCONTROS NO MUNDO ESPIRITUAL -- III

9.1. Encontros com Lderes Cristos Coreanos /
     9.1.1. Encontro com Kim Hwal-lan /
     9.1.2. Encontro com A Famlia de Maria Park /
     9.1.3. Encontro com Park Tae-Sun /

9.2. Encontros com Lderes Polticos Coreanos /



                        9
     9.2.1. Encontro com Syngman Rhee /
9.3. Perguntas Dirigidas ao Dr. Lee /
9.4. Cartas Oferecidas ao Verdadeiro Pai /
     9.4.1. Carta Oferecida ao Verdadeiro Pai por Jesus /
     9.4.2. Carta Oferecida ao Verdadeiro Pai por
            Choong Mo Nin -- Me do Verdadeiro Pai /
     9.4.3. Carta Oferecida ao Verdadeiro Pai
            por Kim Young Soon /




                        10
                                       PREFCIO 
                                   EDIO INGLESA



O Dr. Sang Hun Lee, que foi para o mundo espiritual em 22 de
maro de 1997, aos 84 anos, tornou-se internacionalmente
conhecido por seus trabalhos literrios em religio, filosofia e
teoria scio-econmica. Como intelectual dedicado e perspicaz
durante sua vida terrena, o Dr. Lee nutria tambm um profundo
interesse pela natureza e a funcionalidade do mundo espiritual.
Dizia ainda, que o objetivo mais importante do estudo e da
pesquisa era informar, com a mxima clareza, sobre a realidade
do mundo espiritual para as pessoas do mundo fsico. Este
interesse permaneceu com ele atravs do seu tempo de transio
e resultou neste livro.
        Sang Hun Lee nasceu em 1914, na Coria. Licenciou-se
em Medicina pela Escola Mdica Severance, hoje, Escola
Mdica da Universidade Yonsei, em Seul, na Coria do Sul. Nos
idos de 1950, entrou para a Igreja da Unificao, juntamente
com sua esposa. Desde ento, o Dr. Lee afastou-se da prtica
mdica, passando a devotar-se inteiramente ao desenvolvimento
sistemtico e acadmico do pensamento do Rev. Sun Myung
Moon, ao que chamou de Pensamento da Unificao. No
obstante, o Dr. Lee sempre esforou-se para evitar que seu ponto
de vista distorcesse os claros ensinamentos de seu lder
espiritual. Em 1992, escreveu: "Alguns acadmicos julgaram
que o contedo daqueles livros (Explicando o Pensamento da
Unificao), era o pensamento pessoal do autor, mesmo que este
tenha afirmado claramente que o pensamento al apresentado era


                              11
o pensamento do Rev. Moon. Este mal-entendido afligiu
profundamente o corao do autor".
        Os primeiros trabalhos do Dr. Lee tratavam do
marxismo-leninismo. A Coria do Sul, que ento estava sob a
ameaa da invaso da Coria do Norte, havia proibido todas as
discusses acerca da teoria comunista. Ocorria que, em tal
estado de ignorncia, as pessoas no tinham defesa contra as
idias marxistas. O Rev. Moon reconheceu a necessidade de
uma resposta crtico-terica ao marxismo, e orientou os
trabalhos do Dr. Lee para este objetivo. Naqueles tempos, era
difcil para o Dr. Lee obter textos sobre o marxismo. Todavia,
mesmo com algum risco de vida, o Dr. Lee conseguiu os livros e
escreveu a obra Comunismo: Crtica e Contraproposta. Para a
satisfao de todos, o governo sul-coreano aprovou seu texto
para a educao dos cidados. Anos depois, este livro converteu-
se na base terica da cosmoviso Deusista, a perspectiva
ideolgica desenvolvida e difundida em todo o mundo pelo
movimento CAUSA Intenacional, cujas idias e atuao
provocaram um impacto mundial decisivo na luta pela liberdade
na dcada de 80.
       Aps formular a crtica e a contraproposta terica para o
marxismo, o Dr. Lee voltou-se para o desenvolvimento das
implicaes filosficas dos ensinamentos do Reverendo Moon.
A forte influncia do pensamento de seu mestre, resultou em
uma srie de livros intitulados O Pensamento da Unificao,
onde o Dr. Lee aplicou os ensinamentos do Rev. Moon s
questes fundamentais levantadas pelos filsofos ao longo dos
sculos, tais como: Qual o propsito da vida? O que  uma vida
de bem? O que constitui uma sociedade ideal? Como determinar
o padro da verdade? Como determinar o padro de valor?, entre
outras. Em seus trabalhos, o Dr. Lee estudou e avaliou as
principais contribuies oferecidas pelos grandes filsofos,
desde os antigos gregos at o presente, e ofereceu uma soluo
Unificacionista -- baseada do pensamento do Rev. Moon --,



                              12
para todos aqueles complexos problemas tericos e existenciais.
Posteriormente, com alguns dos seus alunos, o Dr. Lee fundou o
Instituto do Pensamento da Unificao, em Seul, com filiais em
Tquio e na cidade de Nova Iorque.
        Embora fosse um terico profundo e refinado, o Dr. Lee
sempre perseguiu uma meta prtica: a supresso do sofrimento e
a conquista da felicidade humana. Seus ltimos livros e
seminrios sobre o pensamento Headism 1 e o Deusismo,
promoveram o fundamento para o desenvolvimento da educao
unificacionista, baseada nos verdadeiros valores da famlia. Seus
trabalhos tambm constituram-se em um fundamento para a
expanso da bno de Deus (especialmente, a bno do
sagrado matrimnio) para as pessoas de todas as crenas e
sociedades do mundo.
        Como meio de suas explanaes, o Dr. Lee valeu-se da
   a
Sr . Young Soon Kim, uma mdium, ou "relatora" das
mensagens do Dr. Lee no mundo espiritual. Ela  uma antiga
unificacionista e membro da igreja. Seu prlogo refere-se aos
quatro primeiros captulos deste livro, recebidos em 1997 e
publicados em coreano e japons. A Sra. Kim tambm recebeu
um quinto captulo, em maio de 1998, o qual foi incluso na
edio americana.


                                                      Dr. Tyler Hendricks
                                                         Vice-presidente da
                                             Associao das Famlias para a
                                       Unificao e a Paz Mundial -- USA.



1
  Headism -- Trata-se de uma expresso inglesa que designa a idia de um sistema de
pensamento para alm do esquerdismo e do direitismo; algo como um pensamento de centro,
porm mais alevado, na posio de cabea; da a expressoheadism, que poder-se-ia traduzir em
                                    s
portugus como cabecismo, ou mentali mo.




                                           13
       PREFCIO 
EDIO BRASILEIRA




 14
                                              PRLOGO


Gostaria de iniciar este prlogo com uma antiga histria sobre o
nosso velho Dr. Lee. Esta histria remonta  poca em que eu e
meu esposo ramos responsveis por uma misso. Entre nossa
congregao, haviam vrios professores de cabelos grisalhos.
Em certas ocasies, mesmo no sendo eu a oradora, quando meu
esposo proferia seus sermes diante de tais membros
intelectuais, eu ficava to tensa que minhas mos transpiravam
ao ponto de ficarem completamente molhadas. Aos domingos,
aps o sermo dominical, normalmente ficvamos um bom
tempo realizando trabalhos de escritrio. Como sempre
acontecia, depois de terminar meu trabalho, j um pouco tarde, 
sada l estava o Dr. Lee me esperando na entrada da igreja.
Quando eu lhe perguntava porque esperava por mim, ao invs de
responder, ele tirava alguma coisa do bolso e, meio acanhado,
me entregava. Eram sabonetes que ele trazia de suas viagens ao
exterior.
        Neste momento, enquanto escrevo o prlogo deste livro,
antigas lembranas do Dr. Lee ocorrem  minha mente. Com
tais recordao, meu corao se enche de saudade e respeito por
ele. O Dr. Lee sempre dedicou  minha famlia um profundo
amor e ateno. Alm disso, depois que sua esposa ascendeu
para o mundo espiritual, ele viveu solitrio por oito anos.
Recordo-me de um certo dia em que ele me convidou para uma
visita  sua residncia. Deu-me uma grande caixa e disse:
"Porque tenho sade, por favor, coma isto e trabalhe duro para a
causa de Deus". Aquele presente era algo delicioso que algum
lhe havia ofertado. Quando me lembro daquele presente,


                              15
novamente, minha face cora de vergonha porque recebi o tal
presente e o comi, embora eu no soubesse como com-lo, pois
nunca havia experimentado algo parecido. Ainda no sei se foi
bom ou no eu ter aceitado aquele presente. Naquele tempo, eu
no poderia expressar minha opinio ou sentimento livremente
diante do Dr. Lee, porque ele era uma pessoa a quem eu tratava
cerimoniosamente e por quem eu tinha muito respeito. Ele
freqentemente nos convidava para visitar seu escritrio, no
Instituto do Pensamento da Unificao. Sempre que eu ia ao
Instituto, sentia-me embaraada diante dele. A razo era que,
mesmo sendo ele um ancio, sempre nos tratava de maneira
muito educada e corts. Quando visitvamos seu escritrio, ele
sempre nos recebia com uma calorosa recepo.
        Sua esposa tambm era muito educada e corts conosco.
Ela sempre se inclinava muito educadamente e cortesmente para
ns, que ramos, na poca, to jovens como os filhos dela.
Quando conversava conosco, ela sempre usava palavras muito
respeitosas. Certa vez, tendo ela a mesma idade que a minha
me, eu pedi-lhe sinceramente que me tratasse como sua filha.
No entanto, ela respondeu: "Sendo esta atitude corts um hbito
meu, sinto-me mais confortvel tratando-a da forma como a
tenho tratado". O Casal Lee eram pessoas admirveis, que
habituaram-se a respeitar os outros e a dirigirem-se a eles em
termos respeitosos. Desejo guard-los em meu corao como
pessoas belssimas e respeitveis por toda a eternidade.
        Quando o Dr. Lee vivia no mundo fsico, disse-me que,
com o Princpio Divino, ele poderia responder a todas as
questes em um seminrio acadmico, mas no podia dar
respostas claras sobre as perguntas que lhe dirigiam com relao
ao mundo espiritual. E manifestou que um dia, necessariamente,
iria completar a doutrina do mundo espiritual. Ele havia
estudado o mundo espiritual atravs de textos como O Grande
Mundo espiritual, "Hwa Bo", um texto inspirado por pessoas
espirituais. Alm disso, por sua esposa j encontrar-se no mundo



                              16
espiritual, ele me forneceu algumas perguntas para fazer a ela.
Ele queria saber o que sua esposa via no mundo espiritual.
        Continuamente, o Dr. Lee me fazia muitas perguntas
sobre o mundo espiritual. No entanto, era necessrio algum
tempo at que eu, atravs de orao e um tremendo desgaste de
energia fsica, obtivesse alguma resposta. Inquirir e obter
respostas atravs de orao era uma das minhas atividades
constantes. No entanto, devido  minha vida ocupada, eu no
conseguia orar profundamente durante as oraes e obter as
respostas do mundo espiritual. Houve uma poca em que eu
fiquei vrios meses sem receber resposta alguma. O Dr. Lee no
me apressava para obter as respostas que desejava. Algumas
vezes, quando eu pensava que ele j havia esquecido, ele
enviava uma mensagem para mim, dizendo: "Mesmo com a
demora de sua resposta para a minha questo, eu entendo a sua
situao. Se possvel, voc pode responder-me aos poucos".
Gostaria de expressar mais uma vez o meu profundo respeito
pela benevolncia e pela tenacidade do Dr. Lee. Apesar de seu
esforo e sua ansiedade, ele passou para o mundo espiritual sem
completar sua doutrina sobre o mundo espiritual. Quando atendi
 sua Cerimnia de Seung Hwa2, senti meu corao partido. No
entanto, durante o transcorrer da cerimnia, o velho Dr. Lee
apareceu para mim e disse: "Sendo este momento to solene,
no posso falar com a senhora agora. Irei a sua casa hoje 
noite".
        Quando eu me questionava (tinha dvidas) se o velho Dr.
Lee, que falecera algumas horas antes, poderia ir at minha casa,
ouvi a Voz de Deus em minha conscincia, dizendo-me: "Sang
Hun  um homem do Reino do Cu". Fiquei alegremente
surpresa. "Um homem do Reino do Cu?" Eu escutara esta frase
pela primeira vez. Aquele -- o Dr. Lee -- a quem Deus

2
  Cerimnia de Seung Hwa -- Cerimnia de Ascenso e Harmonia, realizada tradicionalmente
na Igreja da Unificao por ocasio dos funerais de seus membros.




                                         17
confirmou ser um homem do Reino do Cu, era a mesma pessoa
que eu tambm considerava um homem sagrado. Fiquei muito
feliz por meus sentimentos pelo Dr. Lee estarem corretos.
        Desde aquela noite, o velho Dr. Lee comeou a vir 
minha casa dia e noite. No importava o que eu estivesse
fazendo, ele aparecia para mim e me pedia para ajud-lo a
realizar seu trabalho. Durante um certo tempo, eu fiquei muito
confusa. Assim, reclamei a Deus, dizendo: "Deus! Isto  demais
para mim. No suporto mais. Se o Senhor diz que Sang Hun 
um homem do Reino do Cu, ento eu devo ser perturbada
como uma mulher do inferno? No posso continuar assim. As
coisas no podem ser feitas desta maneira?" E Deus respondeu-
me: "Minha filha, sendo Sang Hun meu filho, quero que ele faa
o que for necessrio e conforme desejar. Atualmente, ele est
muito ocupado no mundo espiritual. Ele tem pesquisado todos
os recantos do mundo espiritual, os quais ele tinha mais
ansiedade de conhecer durante sua vida na Terra. E como tem
estado ocupada a mente dele!. Ele quer revelar para as pessoas
da Terra tudo o que observou e aprendeu no mundo espiritual.
Ele vai olhar e estudar tudo no mundo fsico, bem como no
mundo espiritual. Portanto, por favor, entenda a situao dele".
Ento, eu disse para Deus, chorando: Como o meu corpo fsico
suportar to rduo trabalho ?. E foi o velho Dr. Lee quem me
respondeu: "Minha filha! Faamos um programa e trabalhemos
de acordo com ele". Desse modo, ele prometeu que s viria a
mim durante os perodos determinados.
        No dia seguinte, ele veio e me disse: "Sra. Kim! A
senhora ir sofrer muito em seu trabalho comigo. No entanto,
por favor, entenda a minha situao. Eu, honestamente, anseio
por informar s pessoas sobre a realidade do mundo espiritual".
Contrariamente a esta atitude comum, ele parecia falar como
uma simples criana. Assim, em meu pensamento, eu duvidei se
ele realmente era o Dr. Lee. Ento, o Dr. Lee falou: "Meus
sentimentos esto sendo feridos". E acrescentou que, aps ter



                              18
pesquisado o mundo espiritual por 40 dias, iria me contar tudo o
que viu e aprendeu em detalhes.
         Naquela poca, estvamos muito ocupados, preparando-
nos para nos mudarmos para a Austrlia. Quando disse ao Dr.
Lee que estvamos indo para l, ele disse-me que nos
acompanharia. Dias depois, viajamos para a Austrlia. Uma vez
l chegados, como estvamos trabalhando duro para nos adaptar
ao novo ambiente, quase esquecemos das palavras do Dr. Lee.
Um certo dia, no entanto, o Dr. Lee veio at ns muito bravo.
Ele reclamava que, embora tivesse passado os 40 dias, ns no
nos dispusemos a encontr-lo. Passados alguns instantes, j mais
calmo, ele continuou: "Por favor, desculpem-me e entendam
meus motivos para estar to ansioso. O mundo espiritual  um
mundo inteiramente novo para mim. Eu fiquei muito tempo
ocupado, sistematizando o que iria estudar e fiquei muito
excitado e emocionado. Por desejar falar destas coisas para o
mundo fsico o mais rpido possvel, acabei esquecendo as
minha boas maneiras. Por favor, perdoem-me e entendam-me".
Ele voltara ao seu estado de esprito normal.
         Por onde comeamos? Eu me perguntava sobre como ele
iria trabalhar comigo. Tambm estava amedrontada e sem saber
por quanto tempo ele iria continuar se comunicando comigo a
fim de escrever seu trabalho. No entanto, uma vez que j estava
envolvida, comecei pedindo a Deus para me dar fora e
coragem. Todas as palavras que ele me falou at agora foram
muito valorosas. Neste prlogo, vou falar sobre os pontos que
me afetaram mais intensamente.
         No mundo espiritual eterno, onde nossos membros esto,
se no for um caso especial, todos os membros vivem prximos
de Deus, mas com os pecados cometidos por cada um expostos
de forma visvel. Isto pode parecer uma punio muito severa.
Como podemos chamar a isto de Reino do Cu? Parece ser um
lugar mais tenebroso do que o Inferno.




                              19
        Em seguida, irei falar sobre o amor dos casais. Uma vez
que um casal tornou-se um em amor, a prpria vida do casal  o
corpo substancial do amor. Seu amor existe para alegrar a Deus.
Quando os casais fazem amor em um jardim florido, nas ondas
do mar, na grama, na montanha, onde os pssaros cantam, ou no
meio da floresta, tudo  sua volta dana e se harmoniza com
eles. Alm disso, a luz brilhante e bela de Deus paira em torno
deles, produzindo uma imagem que sequer podemos imaginar
com as nossas mentes prticas. Por outro lado, o casal que no
se tornou um, pode ainda fazer amor no mundo espiritual, mas
apenas em seu quarto. Se uma das partes no se torna completa
ou tem imperfeies, a outra parte tem que esperar at que o
outro se aperfeioe. Todavia, o perodo de tempo necessrio a
tal aperfeioamente pode ser um tempo sem fim, que no pode
ser mensurado, ou estabelecido. Assim, este  tambm um
perodo de punio medonha e de julgamento.
        Qual foi a motivao da queda de Lcifer e Eva? Ns,
at o presente, pensvamos que eles simplesmente caram. At o
momento crtico da queda, Lucifer levava a jovem Eva para
passear com ele. Assim, a semente de amor que ele sentia por
Eva cresceu e finalmente ele apaixonou-se por ela. Ado no
percebeu o que estava acontecendo. Naquele tempo, o
relacionamento entre Ado e Eva era muito mais srio do que
sempre pensamos. Embora Eva no tenha esquecido de seu
primeiro amor com Lucifer, ela nada podia fazer a no ser
confiar em Ado devido ao seu medo e  sua preocupao.
Portanto, podemos imaginar como foi o amor entre eles? Em
seguida, falarei sobre Kim Il Sung, o ex-lder da Coria do
Norte, comunista, uma pessoa que o Dr. Lee encontrou no
mundo espiritual. Kim Il Sung comoveu-se com profundo
corao e amor com a conferncia sobre o Princpio Divino
proferida para ele pelo Dr. Lee. Mesmo tendo possudo poder e
autoridade absolutos durante a sua vida no mundo fsico, no
mundo espiritual ele foi expelido at mesmo do fundo do



                              20
inferno. Ele est na miservel situao de ter que esperar pela
salvao na soleira da porta do inferno. Isto nos estimular a
pensar no modo como devemos viver nossas vidas na Terra. 
pavoroso. H muitas coisas surpreendentes que iremos conhecer.
      Aqui na Terra, ns filtramos e limpamos a gua que
bebemos. No entanto, mesmo que filtremos e limpemos a ns
mesmos como fazemos com a gua aqui na Terra, ser difcil
para ns estarmos diante de Deus no mundo eterno. Uma vez
que no existe a lei da indenizao no mundo espiritual, se
pecamos durante a nossa vida terrena, no mundo espiritual
sempre ficaremos na mesma situao e posio, no importa
quantos milhares de anos passem. Alm do mais, se algum
pecou e est no inferno, o caminho futuro de seus descendentes
estar bloqueado. Quo doloroso e triste  esta situao. Aqui,
penso em uma questo. Quando o Verdadeiro Pai for para o
mundo espiritual, se o meu mais amado filho cair no inferno e
ficar sofrendo, o Verdadeiro Pai poder salv-lo, ou, devido s
leis do mundo espiritual, meu filho ter apenas que esperar?
Deste modo, se algum comete pecado no mundo fsico, esta
ser outra infidelidade aos Verdadeiros Pais.
        Mesmo que todas as palavras que o Dr. Lee falou para
mim fossem novas e uma completa surpresa, eu muitas vezes
duvidei de que fosse realmente o Dr. Lee quem me falava. A
razo  que, quando ele comeava a falar, iniciava sempre com o
mesmo contedo do Princpio Divino. Todas as vezes que eu
duvidava, ele ficava muito bravo. E dizia: "Meu orgulho est
ferido. Sou Sang Hun Lee, aquele que sistematizou o
Pensamento da Unificao. Uma vez que eu no tenho tempo
suficiente e tenho muitas coisas para dizer, tenho que ser
paciente. Comecemos rapidamente". Dizendo isto, ele se
acalmava e me pedia para recomear. Enquanto eu redigia suas
palavras, por vrias vezes, sua filha perguntava-lhe sobre
questes relativas  sua famlia, mas ele nada respondia sobre
tais questes. Se sua filha insistia seriamente, ele nos deixava.



                               21
Durante o tempo de seus relatos, ele se comportava de forma
absolutamente pblica, dizendo que no havia tempo para sua
famlia. Quando eu ficava cansada de escrever, ele dizia:
"Vamos fazer um intervalo de cinco minutos e tomar um caf".
O Dr. Lee sempre foi muito detalhista. Preocupado com a minha
sade, ele dizia: "Por favor, exercite o seu brao e movimente-o.
Se voc sentir que o trabalho est rduo demais, terminemos
mais cedo. Vamos terminar por hoje". Muitas vezes, ele me
confortou desta forma. Quando nosso trabalho do dia estava
terminado e eu perguntava sobre o que iramos falar no dia
seguinte, ele no respondia. Simplesmente nos deixava. Seu
carter apresentava um lado caloroso e um lado indiferente.
Mesmo que eu perguntasse muitas vezes quantos dias iria durar
o trabalho, ele no respondeu uma nica vez sequer. Quando
faltavam apenas dois dias para completar trs meses de trabalho,
desde o seu primeiro relatrio, ele disse: "Vamos reduzir o
tempo e trabalhar um pouco mais". E continuava a relatar sem
mencionar nada sobre o perodo dos relatrios. s 10 horas do
ltimo dia do terceiro ms, o Dr. Lee chorava muito enquanto
passava a sua ltima carta. Dirigindo-se a mim, falou: "Sra.
Kim! Obrigado pelo seu rduo trabalho. No sei se isto
representar uma ajuda para os Verdadeiros Pais. Quando vim
para c e vi este mundo, dei-me conta do quanto ele  imenso.
No sei como posso explicar melhor sobre a realidade deste
mundo. Se eu no relatasse para o mundo fsico o que vi neste
mundo, isto significaria aumentar ainda mais a pesada tarefa dos
Verdadeiros Pais. Desta forma, tentei fazer o melhor que pude.
Voc sabe o quanto nossos membros esto trabalhando
arduamente no mundo fsico? Apesar disto, quando os membros
vm para o mundo espiritual e passam dificuldades, isto
machuca o corao de Deus e angustia Os Verdadeiros Pais.
Portanto, desejo ensinar aos membros como viverem
corretamente enquanto esto na Terra. Assim, eles no iro para
o escuro, ou o intermedirio mundo espiritual, mas ficaro



                               22
prximos de Deus. Gostaria de pedir-lhes que leiam esta carta
com seriedade e profundidade. Por favor, diga aos intelectuais
que estudem no s as suas especialidades, mas tambm sobre a
vida no mundo espiritual. O mundo espiritual no  um lugar
onde algum pode encontrar-se com Deus por ter tido uma
carreira brilhante, ou um alto grau intelectual. O Dr. Lee chorou
colvulsivamente enquanto pronunciava estas palavras. Quando
terminou este relatrio e nos deixou, sua aparncia, visto de
costas, parecia muito triste e pesada. Ele caminhava
vagarosamente.
        Ao relatar sua carta, gostaria de expressar minha
profunda adimirao e respeito pelos esforos do Dr. Lee. Ele
falou sistematicamente e em detalhes. O contedo deste livro foi
revelado pelo Dr. Sang Hun Lee, que faleceu em maro de 1997,
e foi escrito com o propsito de ensinar s pessoas na Terra,
urgentemente, sobre a realidade do mundo espiritual e o valor
celestial dos Verdadeiros Pais. Portanto, este livro no faz
meno  providncia dos Verdadeiros Pais na Terra ou 
providncia de Chung Pyung, realizada por Dae Mo Nim e o
Esprito Santo. Espero ter a bno de poder receber mais destes
contedos cheios de graa. Termino este relatrio com sinceros
votos de que o mesmo possa ser til a todos, uma vez que o Dr.
Lee ama a todos os membros.


                                              Young Soon Kim
                                              Sidney, Austrlia.




                               23
                                                  Captulo 1

                             CARTAS DO
                     MUNDO ESPIRITUAL

1.1. Uma Carta para Os Verdadeiros Pais
                 -- 21 de agosto de 1997

O Dr. Lee deu incio ao nosso encontro com a seguinte orao:
Verdadeiros Pais! Espero que esta minha carta possa trazer-lhes
conforto. Verdadeiros Pais! Eu gostaria de dar-Vos as minhas
melhores saudaes. E espero receber seu amor e seu perdo
para a minha impiedade durante a minha vida na Terra. No
posso deixar de sentir tristeza em Vossa presena, por eu ter
vindo para o mundo espiritual antes de Vs. Sei muito bem do
contnuo e desesperado esforo dos Verdadeiros Pais para o
cumprimento vitorioso da meta dos 3.6 milhes de casais no
Matrimnio Internacional deste ano de 1997. No mundo
espiritual, nossos membros esto tambm trabalhando
arduamente para testemunh-Los para todas as pessoas. No
entanto, mesmo que faamos um tremendo esforo para
restaurar o mundo espiritual, muitos problemas fundamentais
somente podero ser resolvidos quando Vierdes para c. Eu
sinto muito por isto, porque sei que isto Vos causar muitos
problemas.
        Desde que o Verdadeiro Pai conduziu a bno
(matrimnio sagrado) no mundo espiritual, multides de pessoas
esto aguardando pelo Senhor. Agora, estamos ensinando que as
portas do inferno sero abertas e o inferno ser finalmente


                              24
libertado. No entanto, mesmo que tentemos dar o melhor de ns,
nosso esforo no pode ser comparado ao esforo do Verdadeiro
Pai. Assim, desejamos e oramos para que nossos pequenos
esforos possam reduzir o peso de Vossa tarefa.
        Verdadeiros Pais! Quando eu vivia no mundo fsico, os
intelectuais freqentemente me perguntavam sobre o mundo
espiritual, mas eu no podia responder-lhes de forma
esclarecedora. Sempre que realizvamos seminrios acadmicos,
as pessoas perguntavam muito sobre o mundo espiritual.
Todavia, eu nunca consegui dar-lhes respostas claras. O mundo
espiritual era como um enigma que eu no podia resolver por
mim mesmo. E vim para c sem ter realizado o meu desejo de
sistematizar uma teoria coerente e clara sobre o mundo
espiritual. Agora, por vrias razes, tentarei relatar
cuidadosamente os detalhes sobre o mundo espiritual. Esse meu
trabalho est motivado por quatro razes: Primeira: o desejo de
fornecer respostas para muitas das questes que afligem as
pessoas na Terra; segunda: o desejo de orientar todos os
membros da Igreja da Unificao enquanto ainda esto na Terra,
a fim de que conduzam suas vidas de modo apropriado; terceira:
mesmo reconhecendo a pequenez dos meus esforos, desejo
sinceramente, com esse trabalho, reduzir os problemas dos
Verdadeiros Pais. A quarta e ltima razo  que estou
experimentando uma conscincia culpada por ter vindo para o
mundo espiritual antes dos Verdadeiros Pais.
        Verdadeiro Pai! At o momento, seu humilde filho, San
Hun, explorou vrias regies do mundo espiritual. Agora, irei
relatar o que observei e pesquisei no mundo espiritual. Se minha
mensagem contiver erros, por favor, repreenda-me, corrija-me,
pois  meu sincero corao pretender ajudar aos membros,
revelando os segredos do mundo espiritual. Espero que,
conhecendo o mundo espiritual, as pessoas possam viver no
mundo fsico sem cometer pecados e venham para o mundo
espiritual sem pecados. Dessa forma, oro para que o fardo dos



                              25
Nossos Verdadeiros Pais seja reduzido quando vierem para o
mundo espiritual. E tambm porque Deus est sufocado e pobre.
       Verdadeiro Pai! Gostaria de expressar meu profundo
reconhecimento por Vs terdes me enviado para este lugar
abenoado e terdes me honrado com o ttulo de Homem
Abenoado. Depois de eu ter completado minha vida na Terra
com a Vossa graa e bno, vim para o mundo espiritual.
Portanto, irei devotar-me plena e sinceramente para libertar o
inferno neste mundo infinito e eterno.
       Verdadeiro Pai e Verdadeira Me! Como um casal
abenoado, pedimos Vosso perdo porque vivemos
confortavelmente no mundo espiritual. Desejamos oferecer uma
venerao completa diante dos Verdadeiros Pais. Vida longa
Aos Verdadeiros Pais!

1.2. Carta aos Amados Membros da Igreja da Unificao
                              -- 21 de Agosto de 1997

Prezados irmos! O que devo escrever primeiro? Ningum pode
esquivar-se da morte fsica e nem impedir sua vinda para o
mundo espiritual.  o caminho da lei celestial, pela qual todos
teremos de passar. Desde que vim para o mundo espiritual, sinto
saudade dos membros da Igreja da Unificao. Estou realmente
interessado em saber como posso ajudar a educar todos os
membros a fim de que no violem a lei celestial no mundo
fsico, para que possam ascender suave e gloriosamente para o
mundo espiritual. Se vocs violarem a lei do mundo espiritual,
no podero resolver seus problemas com facilidade aqui, e
tero que pagar um alto preo em indenizao, sofrendo no
mundo espiritual. Amados membros da Igreja da Unificao!
Quo grande tem sido o sofrimento de vocs! O meu desejo 
que quando vocs chegarem ao mundo espiritual possam viver
em paz e alegria. Espero que no tentem escapar das
dificuldades temporrias da vida fsica. Se vocs perseverarem,


                              26
certamente encontraro a vida eterna. Se violarem a lei celestial,
seus descendentes tero que pagar indenizao em seu lugar.
        Quando os Verdadeiros Pais organizarem o mundo
espiritual,    seus     maus    comportamentos      machucaro
profundamente o corao dos Verdadeiros Pais. Queridos
membros da Igreja da Unificao! Meu nome  Sang Hun Lee.
Eu sistematizei e escrevi o Pensamento da Unificao! E agora,
vou relatar-lhes sobre coisas que vi e pesquisei no mundo
espiritual. Por favor, leiam com ateno e faam com que suas
vidas terrenas sejam vitoriosas. Agindo desse modo, poderemos
consolar o corao sofrido dos Verdadeiros Pais e orar para que
Eles tenham vida longa. Por favor, leiam esta minha mensagem
com seriedade e muito cuidado. Vocs devem medir o peso de
suas atitudes todos os dias com base no padro dos sermes dos
Verdadeiros Pais. Este  o meu conselho como irmo mais
velho, para ajud-los no cumprimento de suas responsabilidades
com sucesso na Terra. Que Deus abenoe a todos vocs!




                               27
                                                     Captulo 2
                      A VIDA NA TERRA E NO
                      MUNDO ESPIRITUAL

2.1. A Cerimnia de Seung Hwa do Dr. Sang Hun Lee
                            -- 24 de maro de 1997

Meu nome  Sang Hun Lee. Por favor, no tentem me testar
para saber se sou eu mesmo. Isto gera um mal sentimento em
mim. Eu tive vontade de encontrar vocs mais freqentemente
durante a minha vida na Terra. Mas no foi possvel encontrar-
me com cada um de vocs pessoalmente. Querida senhora Kim,
atravs da senhora eu completarei o que no pude fazer durante
a minha vida na Terra. Por favor, no pense que no est
qualificada para realizar este trabalho comigo.

2.2. O Pensamento da Unificao
      o Pensamento Fundamental

O Pensamento da Unificao  o pensamento fundamental que
os Verdadeiros Pais nos deram, mas muitas pessoas tentam
entend-lo apenas pelo intelecto. Durante toda minha vida no
mundo fsico, eu escrevi vrios livros tentando ajudar as pessoas
a compreenderem melhor e mais facilmente o Pensamento da
Unificao. Entretanto, eu no pude cumprir completamente esta
misso. Agora, a partir do mundo espiritual, eu falarei e
escreverei atravs da senhora o que eu no pude realizar no
mundo fsico. Desse modo, a senhora poder compartilhar com
todas as pessoas os novos fatos e as novas idias que irei relatar-
lhe.


                                28
        Senhora Kim! Durante a minha vida na Terra, eu sempre
reconheci que a senhora trabalhava arduamente. Portanto, a
partir de agora, eu a ajudarei centralizando-me na famlia do
Rev. Ho Woong Chung, no mundo espiritual. Por favor, espere e
creia nisto. Mesmo tendo Deus afirmado que eu no necessitava
ficar na Terra os 40 dias [necessrios para o pleno
desligamento], eu visitarei a Terra e o mundo espiritual tantas
vezes quantas eu puder. Dessa forma, poderei sistematizar
melhor as idias e envi-las atravs da senhora. Minha esposa
tambm tem muitas coisas para compartilhar com a senhora.
Senhora Kim! Mesmo que tenha se sentido um pouco
atormentada por minha causa, por favor perdoe-me. Depois de
organizar meu pensamento por 40 dias, eu retornarei para o
mundo espiritual. Mesmo que a senhora v para a Austrlia, eu
posso tambm deslocar-me para l. Eu a visitarei novamente.
Muito obrigado. Tambm, gostaria de expressar meu apreo a
todos por elogiar-me de forma to agradvel na Cerimnia de
Seung Hwa.

2.3. Cerimnia na Residncia do Dr. Lee
     Com seus Familiares -- 28 de Maro de 1997

2.3.1. Carta do Dr. Lee para seus Filhos

Para Kyum Hwan, Jang Hwan e Jun Won: Eu gostaria de
falar com todos vocs durante um longo tempo, mas devido ao
limite de tempo eu enviarei minhas recordaes atravs desta
carta. Kyum Hwan! Jang Hwan! Jin Won! Eu posso fornecer-
lhes uma breve e concisa descrio do mundo espiritual com as
seguintes frases: "Que vida intil era a do mundo fsico! No era
nada... No era nada... Oh! Deus! Oh! Deus!"
        Eu realmente no sei como descrever esse mundo
espiritual infinito. Deus  mesmo invisvel. Mesmo estando no
Reino do Cu, eu no posso ver Deus. Mas, existe aqui uma luz



                               29
fulgurante e fascinante que no pode ser explicada pelo intelecto
ou pela razo humana. Diante de tal luz brilhante, todos os
contedos de nossas vidas ficam a descoberto completamente.
Nessa luz brilhante, ns podemos experimentar o mesmo
sentimento de alvio, segurana e felicidade que, suponho, um
beb deve sentir quando est bebendo o leite de sua me. Nesta
luz, todas as coisas parecem derreter-se como em um forno
abrasivo. Ns podemos chamar a isto de forno abrasivo do amor
de Deus. Oh, meu Deus! Que mundo maravilhoso est diante de
ns! Um doce perfume, uma belssima melodia... Vejo e sinto
coisas jamais experimentadas na Terra.
        Meus filhos! Mesmo que seu pai tentasse escrever a noite
inteira sobre o mundo espiritual, eu no seria capaz de
expressar-me adequadamente. Permitam-me fazer-lhes uma
pergunta. Quanto tempo mais vocs ainda vivero na Terra?
Qual  o propsito de suas vidas? Como seu pai, eu quero pedir-
lhes que leiam detalhadamente o Pensamento da Unificao,
que eu sistematizei, e o Princpio Divino que o Verdadeiro Pai
revelou. Depois de os estudarem atentamente, vocs devem
decidir o caminho de suas vidas. Se encontrarem um
ensinamento maior do que este, vocs podem segu-lo. Porm,
se vocs conclurem que no existe nenhum outro ensinamento
maior, devem trabalhar com todas as suas energias e dedicar
suas vidas em prol da realizao da Vontade de Deus. No dem
ateno a notcias locais relacionadas a rumores negativos sobre
a Igreja da Unificao, mas vocs devem ouvir as notcias
nacionais.
        No dia da minha Cerimnia de Seung Hwa, muitas
pessoas me elogiaram demasiadamente. Eu quero que vocs,
como meus filhos, recebam aqueles elogios humildemente. Em
um futuro prximo, depois de organizar o meu pensamento
sobre o mundo espiritual de uma forma sistemtica e lgica, eu
explicarei melhor sobre este grandioso mundo epiritual atravs
da senhora Kim. Eu tambm gostaria de falar para os



                               30
acadmicos sobre o mundo espiritual. Vocs tambm devem
ajudar a senhora Kim. Devem estudar e pensar em como viver
corretamente. Por favor, tenham em mente que o mundo fsico
no qual vocs vivem hoje,  um mundo sem valor eterno; um
mundo transitrio e momentneo. Por favor, examinem a minha
vida, estudem o Pensamento da Unificao e sigam o exemplo
de seu pai [um conselho do pai para seus filhos].

2.3.2. Carta da Esposa do Dr. Lee para seus Filhos

Para os meus amados filhos Kyum Hwan, Jang Hwan, Jin
Won: Por favor, escutem e obedeam em 100% o que seu pai
falou. Como sua me, eu quero pedir para vocs cultivarem um
bom relacionamento entre si e ajudarem-se uns aos outros. Por
favor, sempre olhem  sua volta para ver se h alguma coisa que
possam fazer para ajudar as outras pessoas. Como vocs iro
resolver o problema de herana? Depois de discutir o assunto
entre vocs, por favor, conversem com a Senhora Kim. Seu pai
disse que ir ajudar a concluir tudo. Peo que estudem as
palavras e sigam o exemplo dos Verdadeiros Pais. Sinto imensa
felicidade por vocs poderem ouvir estas preciosas notcias do
mundo espiritual! Como me de vocs, isto me alegra
profundamente.

2.3.3. Perguntas e Respostas com Familiares

P: O que o senhor pensa da impiedade?
R: Considerando que eu no pude completar meu dever de filho
de piedade filial perante Deus, como posso pedir a meus filhos
para terem piedade filial para comigo? Se vocs querem praticar
o dever da piedade filial, por favor, sigam Os Verdadeiros Pais.
P: Porque o senhor atravessou pela janela?
R: Ningum atravessaria uma janela se soubesse que aquilo era
uma janela. Eu atravessei a janela porque ela me pareceu uma



                              31
sada aberta, uma porta. Por favor, no me perguntem mais
sobre aquilo. Eu no tenho nenhum peso de conscincia quanto
 minha vida passada. Eu no tenho nem mesmo do que me
arrepender. Se eu tenho alguma coisa do que me arrepender, 
de no ter sido mais lcido intelectualmente.2
P: O que faremos com os seus pertences?
R: Doem as coisas importantes para a Universidade Sun Moon e
queimem o restante.

2.4. Instruo do Dr. Lee para seus filhos

Vocs devem viver de acordo com a vontade de Deus. Se vocs
crem que o Pensamento da Unificao e o Princpio Divino
so verdadeiros, devem segui-los com toda sua mente, seu
corao e sua vida. E como vocs faro isto? Pratiquem a
verdade aps decidirem o que  til para a realizao da
Vontade de Deus! No mundo espiritual eu desenvolverei textos
educacionais que sero de vital importncia para a vida das
pessoas do mundo fsico.

2.5. Instruo do Dr. Lee para os Funcionrios do
     Instituto do Pensamento da Unificao

Por favor desenvolvam o Instituto do Pensamento da
Unificao. Eu os ajudarei.

2.6. As Palavras que o Dr. Lee Ouviu de Deus.

1. Sang Hun! Congratulaes por sua chegada ao seio de Deus!
2. Deus chamou-o de um Homem Celestial. 3. Deus disse que


2
  Nota do Editor: a morte do Dr. Lee decorreu de um acidente no qual ele confundiu uma janela
com uma porta e caiu da janela, vindo a falecer em conseqncia deste acidente.




                                           32
Sang Hun est percorrendo todo o mundo espiritual e o mundo
fsico, e que est trabalhando arduamente.

2.7. Palavras para a Senhora Young Soon Kim

Senhora Kim! Eu espero que a senhora possa vir para o lugar
onde estou depois de viver na Terra, e que viva na Terra o
mesmo tempo que eu vivi. Atravs da senhora, eu quero revelar
tudo o que puder sobre o mundo espiritual. Aqui, ns podemos
como que nos unir em um novo matrimnio (a Sra. Kim teve
uma viso na qual membros da Igreja da Unificao estavam
sentados em volta de uma bonita mesa de refeio em suas casas
cheias de luzes brilhantes).

2.8. Palavras para Churl H Hwang e Jong Sam Lee
                         -- 21 de Julho de 1997. 22h.

Muito obrigado por participarem desta reunio de hoje. Por
favor, publiquem esta carta em forma de livro impresso para
distribu-lo aos grupos intelectuais.




                             33
                                                    Captulo 3
                               A NATUREZA DO
                             MUNDO ESPIRITUAL

3.1. A Natureza do Mundo espiritual
               -- 23 de maio de 1997

A senhora Kim duvida do Dr. Lee e  repreendida: Senhora
Kim! Meu nome  Sang Hun Lee! Quando a senhora me testa
para saber se sou satans, a senhora me ofende. Eu apreciaria
muitssimo se a senhora acreditasse em mim quando Deus me
apresenta.
         Vamos falar sobre a natureza do mundo espiritual.
Apesar de o mundo espiritual possuir uma aparncia idntica 
do mundo fsico, a freqncia vibratria do mundo espiritual
no pode ser comparada  freqncia vibratria do mundo
fsico. Por exemplo: no mundo fsico, a matria e o espao
determinam e limitam a forma de um automvel, mas no mundo
espiritual a forma de um automvel pode ser mudada de acordo
com o nosso pensamento e o nosso desejo. A direo e a
velocidade tambm so livres. No mundo espiritual os
automveis movem-se  velocidade do pensamento de seu
motorista e podem atravessar uma montanha numa frao
segundo. Os automveis podem mover-se to rpida e
livremente como nos filmes de fantasia ou nas viagens de fico
cientfica, to apreciadas pelas crianas. Mesmo que o
movimento do automvel possa parecer catico, porque seguem
as leis espirituais, no h acidentes.

3.2. A Vida e o Aspecto do Mundo espiritual



                              34
Assim como as pessoas na Terra despertam pela manh e
dormem  noite, as pessoas espirituais agem do mesmo modo.
Contudo, no mundo espiritual a sucesso dia/noite no segue a
ordem regular do mundo fsico. No mundo espiritual dia e noite
podem ser mudados de acordo com o desejo de cada pessoa pela
simples fora de seu pensamento.
        Eu no sei quem primeiramente estabeleceu a diviso do
mundo espiritual em trs regies: Inferno, Paraso e Reino do
Cu, mas estas distines so corretas. Grandes vazios existem
nesses nveis de vida. Em alguns aspectos, o inferno  bastante
bizarro. Ns jamais poderemos ver coisas comparveis no
mundo fsico. Por exemplo: certo dia, eu vi uma mulher de p,
nua, e ao lado dela um homem mexendo em suas partes sexuais.
Ao lado deles, uma outra mulher brigava com ela, argumentando
que as partes sexuais daquele homem lhe pertenciam. Apesar da
natureza grotesca daquela situao, eles no sentiam vergonha.
Outra vez, vi uma mulher japonesa caminhando com sapatos de
madeira. De repente, a mulher japonesa tropeou. Ento, uma
outra mulher surgiu e escondeu os sapatos como se os mesmos
lhe pertencessem. A mulher japonesa que perdera os sapatos
tentava encontr-los, enquanto a mulher que os escondeu fingia
de nada saber. Ento, um grupo de pessoas que assistiram a
tudo, interferiu, gritando que a mulher que escondera os sapatos
era uma ladra, e a atacaram com socos e pontaps. Noutra
ocasio, observei um homem idoso tentando alimentar-se. Como
seus dedos estavam machucados, ele no podia levar o alimento
 boca. Ento, veio um jovem, pegou a comida do senhor idoso
e a comeu. Noutra ocosio, uma mulher que foi forada a cortar
os cabelos sentia vergonha de seus cabelos curtos e cobria sua
cabea com uma toalha. Porm, algumas pessoas que passavam
por ela, arrancaram a toalha de sua cabea e comearam a limpar
suas mos e seus rostos sujos com a toalha. Quando a dona da
toalha tomou-a de volta e cobriu novamente a cabea, as outras
pessoas tentaram impedi-la cortando a toalha em duas metades



                              35
com uma tesoura, e devolvendo uma das metades para a pobre
mulher. Assim, como no podia ocultar sua vergonha, ela
escondeu-se em um lugar escuro. Coisas desse tipo acontecem
constantemente no inferno.

3.3. O Cu, o Inferno e o Mundo Espiritual
                     -- 1 de junho de 1997

3.3.1. Cu  o Lugar onde Pensamento
       e Ao Tornam-se Um

As palavras desse dia foram relatadas sem muito entusiasmo,
mas com muita calma e quietude.
       Que tipo de nome e de lugar  o Cu, na mentalidade
crist? Esta palavra est registrada na Bblia, referindo-se tanto
ao Cu como ao den, indistintamente. Aqui, no mundo
espiritual, vejo que Cu  o lugar onde palavras e aes so uma
e a mesma coisa. Portanto, Cu  o lugar onde pensamento e
ao tornam-se um. Por exemplo: se eu penso em um tipo de
carne que desejo comer, instantaneamente, uma grande e farta
mesa surge diante de mim. Do mesmo modo, se penso em um
lugar que desejo visitar, ou em algum que desejo ver,
instantaneamente serei transportado at aquele lugar e at aquela
pessoa. Se eu pensar: o que acontecer se a pessoa a quem vou
visitar no estiver vestida? Sim. Pode acontecer de aquela
pessoa estar nua. Neste caso, creio que daramos boas risadas.
        Recentemente eu pensei: Quando as pessoas cegas vm
para o mundo espiritual, sero diferentes daquelas pessoas que
tinham viso na Terra? Subitamente, dois homens apareceram
diante de mim. Um idoso e um outro homem de meia idade. O
homem mais jovem era cego, mas o av tinha boa viso. Ento,
eu perguntei: No Cu h pessoas cegas? O homem mais jovem
respondeu: Ns viemos porque voc fez esta pergunta. Enquanto
na Terra eu era cego, aqui no Cu nem mesmo a palavra cego



                               36
existe; no h cegueira aqui. Eu posso ver tudo. Perguntei,
ento, ao idoso: Av, se voc no era cego na Terra, porque
voc veio tambm? Ele respondeu-me: Porque voc perguntou
se aqui no mundo espiritual havia diferena entre pessoas que
foram cegas e pessoas que tiveram boa viso na Terra. Assim,
voc pode ver ambos com os seus olhos e com sua mente. Com
os olhos, voc pode ver um objeto visivelmente, mas o que voc
v com sua mente, pode ver melhor do que com seus olhos
fsicos. No Cu, o ambiente parece ser constitudo por muitas
jias brilhantes. Devido  intensa clareza, brilho e luminosidade
deste ambiente no  possvel ocultar quaisquer dificuldades
entre as pessoas. Tudo pode ser visto e conhecido com os olhos
e com a mente. Se eu estou repleto de luz, at os meus cabelos
reluzem, como se estivessem impregnados de uma luz dourada
onipresente, cheia de um xtase radiante. Este  o lugar onde sua
mente est plena de paz e serenidade, onde dificuldades,
desconforto e fome no existem. O Cu  o lugar onde voc no
encontrar nenhuma dificuldade para expressar ou explicar
qualquer coisa.

3.3.2. O Inferno  um Lugar Oposto ao Cu;
       Um lugar Inimaginvel para quem est no Cu

No Inferno, voc tem fome e sofrimento; o inferno jaz na inveja
e no desconforto. Devido a um tal estado de sofrimento, as
desavenas entre as pessoas no podem ser evitadas. Todos
experimentam o mesmo desconforto. No Cu, voc tem a
liberdade de seguir a sua mente, enquanto no inferno, voc no
pode fazer nem mesmo uma simples ao de acordo com sua
prpria vontade. No inferno, voc pega as coisas dos outros pela
fora e come-as s escondidas. As pessoas na Terra no podem
imaginar como nem o quanto o inferno  realmente mal.




                               37
3.4. "Sang Hun ah!"
      -- O Modo como Deus Chama o Dr. Lee

Na Terra, se o Verdadeiro Pai nos conta uma histria de amor,
Ele sempre faz referncia ao cncavo e ao convexo. Quando
voc pensa no amor, pensa sobre cncavo e convexo. Contudo,
como voc pode perceber, estas palavras so muito tcnicas.
        A expresso "Sang Hun ah" parece conter um sentimento
de amor que vai misturando-se com tudo. O amor possui tal
sensibilidade que pode perdoar at mesmo o crime mais brutal,
ou fazer com que nos sintamos confortveis mesmo quando uma
pessoa perto de ns est emitindo um ftido cheiro de peixe
podre. O amor contm o sentimento passivo de facilitar e
confortar. A palavra amor no exprime adequadamente o
significado do termo corao.  necessrio alguma coisa a mais
para exprimir o contedo do termo corao. O corao contm
um sentimento totalmente destitudo de qualquer tipo de inveja.
Em circunstncias normais, quando voc toma uma atitude,
pronuncia uma palavra, ou mesmo quando voc veste uma
roupa, e emprega a palavra amor, tal uso  insuficiente para
expressar o contedo do amor. Para Deus, no h frases bonitas,
ou suficientemente profundas para expressar ou englobar o
sentimento contido no amor. Deus exprime o contedo do amor
com a expresso "San-Hun-ah! Isto  amor!" Se voc, em
estado de perfeio, abraar a vontade do amor no haver luta
nem sofrimento na Terra. No existe uma palavra ou uma forma
capaz de expressar perfeitamente a palavra amor. Assim  o
amor.
      No Cu, no h com o que preocupar-se ou experimentar
qualquer sentimento de ansiedade. Voc vive, indo e vindo,
como se fosse uma massa de amor perfeitamente ajustada.
inferno  o lugar onde voc est cercado de desconforto,
preocupao, ansiedade e conflito, porque vive em um mundo
onde no pode conhecer nada sobre o amor. Em suma, inferno 



                              38
o lugar alienado do amor, e Cu, o santurio da perfeita unidade
do amor. Em outras palavras: Cu  o lugar onde tudo possui e
contm amor, e inferno, o lugar onde no existe amor. Assim, o
inferno somente ser libertado se nele fizermos brotar e florescer
o amor.

3.5. O Mundo espiritual Intermedirio
      -- 1 de junho a 28 de julho de 1997

O que  a dimenso intermediria do mundo espiritual? Na
Terra, a idia que fazemos da dimenso intermediria do mundo
espiritual , na verdade, algo bem diferente. No mundo fsico
atual, as pessoas trabalharam para estabelecer naes que esto
distantes do servio a Deus. Elas trabalham para elevarem-se a
si mesmas sem preocupaes com Deus ou com religio. Elas
renem-se em muitos lugares sem qualquer relao de f.
Nesses lugares,  difcil ver alguma coisa que se assemelhe ao
Cu ou ao inferno. A vida na dimenso intermediria do mundo
espiritual possui muitas semelhanas com o modo de vida dessas
pessoas na Terra. Por exemplo: durante uma refeio na
cozinha, uma pessoa est lavando pratos, outra preparando
comida, e uma outra servindo a mesa; todos parecem muito
ocupados. Do mesmo modo agem as pessoas que habitam a
dimenso intermediria. No Cu, as pessoas so muito
tranqilas e brilhantes; no inferno, elas esto sempre intranqilas
e ansiosos, mas na dimenso intermediria as pessoas esto
sempre muito ocupadas e trabalham arduamente sem nunca
descansar. Em qualquer evento, as pessoas esto sempre muito
ativas e com grande energia, mas no h nelas qualquer
preocupao com Deus ou com a religio. Na dimenso
intermediria as pessoas so essencialmente ativistas e
materialistas. Nesta regio, as pessoas parecem vazias; elas
ouvem conferncias sobre o pensamento da Igreja da
Unificao, mas a maioria delas fazem muitas perguntas tolas,



                                39
tais como: existe um mundo onde somente as pessoas parecidas
vivam juntas? As perguntas deles no fazem sentido, ou so
extremamente infantis. Al, pode-se sentir que o testemunho da
verdade e dos Verdadeiros Pais levar muito tempo para ser
compreendido e aceito. A dimenso intermediria do mundo
espiritual no se assemelha ao Cu nem ao inferno. Al, existem
muitos diferentes nveis. Trata-se de um lugar onde ser muito
difcil levar as pessoas a desenvolverem alguma idia sobre
Deus, sobre o Princpio Divino, ou sobre o Pensamento da
Unificao.
        Os reinos intermedirios so compactos e a variedade 
difcil de explicar. Nesta dimenso, as pessoas so muito
diferentes dos membros da Igreja da Unificao. Os membros da
Igreja da Unificao so cheios de vida e no se observa
qualquer dificuldade no relacionamento entre eles. Eles tambm
so cheios de paz e vivem com grande entusiasmo e esperana.
Se eles participam de algum seminrio, realizam muitas
brincadeiras e sorriem cheios de emoo. Comparados aos
nossos membros, os outros parecem mortos. Eles no tm vida.
Suas atividades so muito passivas e preguiosas. Seus
semblantes refletem grande fadiga e cansao. Por que as pessoas
comuns, que se opuseram aos membros da Igreja da Unificao,
tm esse tipo de vida triste?  porque elas no tm desejos nem
esperana. Por sua vez, os membros da Igreja da Unificao que
habitam na dimenso intermediria tm desejos e esperana
porque almejam e esperam pelo privilgio especial de Deus, que
vir at eles. Eles conhecem o desejo fundamental de Deus. As
outras pessoas no conhecem a vontade de Deus. Elas no esto
no nvel de sentir esperana. Assim, as pessoas comuns e os
membros da Igreja da Unificao esto em diferentes nveis,
mesmo na dimenso intermediria do mundo espiritual.
        Na dimenso intermediria, lamentavelmente, h muitos
membros da Igreja da Unificao que no podem ficar junto do
grupo dos membros da Unificao do mundo espiritual. Eles



                              40
vivem apartados do grupo dos unificacionistas. So vrias as
razes que os levaram a essa situao. A primeiro delas  o caso
de um casal que recebeu a Bno, mas um dos cnjuges
desviou-se do caminho da Unificao e eles no puderam
estabelecer uma famlia. Uma segunda razo  o caso dos casais
que receberam a Bno, mas viveram sem preocupar-se com a
vontade de Deus. Uma terceira razo  o caso daqueles casais
que receberam a Bno, mas viveram descentralizados de
Deus. H muitos casos assim. Mesmo assim, eles tm a
aparncia e o ttulo de membros da Igreja da Unificao. Logo,
uma vez que so chamados de membros da Unificao, eles
podem estar na regio intermediria do mundo espiritual.
        O que eles fazem neste lugar? Este grupo de membros,
vive em uma regio na qual podem receber a bno e a graa
de Deus, de Heung Jin Nin e dos Verdadeiros Pais. Como? Eles
podem compartilhar o tempo juntos, ouvir conferncias de
Princpio Divino e receber orientaes de f. Portanto, todos
eles tm grande esperana. A regio onde eles vivem tambm
recebe bastante ateno de Deus e de Heung Jin Nin.
        As demais pessoas do mundo podem entrar na regio
intermediria do mundo espiritual, mas apenas os membros da
Igreja da Unificao podem entrar em uma sala de aula especial
para receber educao sobre a direo do direito e da justia.
Isto  realmente incrvel! Voc no entende o significado da
Bno enquanto est na Terra, porque voc no pode v-la.
Mas vista a partir do Cu, a Bno representa uma valiosssima
e extraordinria condio recebida de Deus. Os Verdadeiros Pais
do a Bno gratuitamente. Isto, se deve aos mritos exclusivos
dos Nossos Verdadeiros Pais. Enquanto os Verdadeiros Pais
estiverem vivendo na Terra, estaro derramando grandes
Bnos sobre todos vocs. Ento, ns devemos sair s ruas e
distribuir as Bnos dos Verdadeiros Pais para todas as pessoas
de nossa rea. Este  o caminho da Unificao; a misso de
distribuir Bnos incondicionais para os outros.



                              41
3.6. O Paraso

Na Terra, durante milnios, o Paraso foi entendido como um
lugar situado entre o Cu e o inferno, mas isto no  exato. No
Paraso, as pessoas, naturalmente, formam e vivem nos grupos
aos quais pertenciam na Terra. Por exemplo: coreanos vo para
a comunidade coreana, chineses vo para a comunidade chinesa
e japoneses vo para a comunidade japonesa.

3.7. A Vida na Terra na Viso do Mundo Espiritual
     -- Como as Aes das Pessoas na Terra
        So Registradas no Mundo espiritual?

Como o modo de vida das pessoas na Terra determina o que 
registrado no mundo espiritual? O modo como vivemos a nossa
vida na Terra  exatamente o modo como ela  registrada no
mundo espiritual. Por exemplo: se um presidente de um pas
viveu a sua vida para si mesmo ou para sua nao,  exatamente
o que fica oficialmente gravado. Se viveu sua vida  toa, voltado
para objetivos egostas e pequenos, se foi irracionalmente
materialista, ou se, simplesmente, foi uma pessoa falsa e m,
tudo isso est gravado no mundo espiritual.  como se voc
estivesse escrevendo a sua autobiografia. O modo como voc
vive  o que ser registrado. Da mesma forma que voc organiza
seus momentos finais, voc ir julgar o modo como estabeleceu
o caminho de sua vida. Voc ser seu prprio juiz. Deus surge
incondicionalmente. Que surpresa maravilhosa  voc descobrir
que trabalhou arduamente em sua vida por Deus e pela
humanidade! Todos ns iremos para o mundo ewspiritual. At
os presidentes das naes viro para o mundo espiritual sem
quaisquer posses ttulos ou posies. Aqui, o fundamento de sua
vida inteira surgir  sua frente, como em um filme a cmera
lenta.



                               42
3.8. Quando se d a Plena Separao Esprito/Matria?

Voc se torna uma pessoa completamente espiritual 40 dias
depois que termina sua vida fsica. Durante esses 40 dias, voc
viaja, indo e voltando, entre os mundos fsico e espiritual.
Enquanto isso, seu lugar de residncia estar sendo preparado.
Durante este tempo, Deus no intervm. Mesmo que seus
antepassados cooperem com voc, eles no podero ajud-lo
100%. Voc mesmo ter de trabalhar para estabelecer sua
residncia. Ningum julgar voc. Trata-se de um
autojulgamento individual, e o lugar de cada pessoa pode ser
diferente. Depois que voc est em sua casa, no lugar que
escolheu, de acordo com a geografia e a topografia apropriada,
ningum ir for-lo a fazer coisa alguma. Seu guia espiritual
aparecer e, naturalmente, ir direcion-lo.
        De acordo com lei do mundo espiritual, as atmosferas
das orientaes e do julgamento so diferentes. Voc pode
receber alguns benefcios como resultado de ter sido o
presidente de um pas e ter realizado grandes contribuies para
o seu povo. No mundo espiritual no existem desculpas se voc
no realizou boas obras para os outros. Se voc no utilizou sua
posio com bondade. Se voc no viver uma existncia de
valor, receber a punio justa. Assim  o mundo espiritual. Se
voc foi um presidente, ou um cidado comum da sociedade,
no importa; no haver distines de classes no fundamento
espiritual.
        Ns avaliamos o valor de uma pessoa a partir de uma
base moral, e perguntamos at que ponto essa pessoa viveu uma
vida justa. Certa ocasio, um mdium me perguntou: "No
mundo espiritual haver algum reconhecimento, ou distino
social entre um trabalhador comum e aqueles que conseguiram
grandes realizaes acadmicas? No mundo fsico, como
sabemos, existem tais distines entre os letrados e os iletrados".
O Dr. Lee respondeu: No mundo espiritual o campo de seu



                                43
trabalho  diferente do grau alcanado na Terra. Todavia, seu
maior constrangimento no ser por isso. Seu maior
constrangimento advir da descoberta de que voc cometeu
srios erros em sua vida e que ignorava o valor de sua prpria
vida. Assim, a maneira pela qual as distines por realizaes
acadmicas so reconhecidas no mundo espiritual, difere da
forma como so reconhecidas na Terra.

3.9. Diferenas Entre as Pessoas Religiosas
     e as No-religiosas no Mundo Espiritual

No mundo espiritual a diferena entre uma pessoa de f e uma
pessoa que no tem f  enorme. Este fato cria uma considervel
estrutura de classes, ou vrios nveis. Por viver uma vida de f,
uma pessoa sincera ter mais condies de aproximar-se da
graa de Deus. Entretanto, mesmo que voc tenha vivido de
acordo com a sua f, se voc no for uma pessoa de conscincia,
a sua f no ter qualquer importncia. Voc estar em uma
posio semelhante  de algum que viveu ignorando a Deus, e
viver em um lugar onde Deus no ter contato algum com
voc. Deus nada tem a ver com as pessoas no-religiosas. No
obstante, a graa de Deus vir mais tarde tambm para as
pessoas no religiosas. Mesmo no Cu, quando uma graa 
alcanada, surge um sentimento de apreenso. Deus d a Sua
Bno  humanidade atravs do Esprito Santo. Amando a
humanidade, o Cu tambm  beneficiado. Vir o tempo em
que, livremente, voc ir para o local desejado, o local que
reflete o mrito espiritual atingido ou alcanado por voc
enquanto possua corpo fsico. Quando tal poca chegar, voc
movimentar-se- de acordo com o mandamento de Deus.


3.10. A Posio dos Membros da Unificao e a Posio
      dos Membros de Outras Religies no Mundo espiritual



                               44
H uma grande diferena. Eu posso explicar isso em uma nica
palavra. O mundo espiritual  formada por diferentes regies.
Aqui, de acordo com o modo de vida que cada membro viveu na
Terra, cada grupo est em um nvel e em uma situao diferente.
Porm, todas as vrias dimenses do mundo espiritual so
significativamente diferentes. Aqui, a coisa que mais diferencia
uma pessoa das outras  a posio que elas ocupam em relao a
Deus.
        Um dos fatores determinantes de tais limites  o grau de
preparao das pessoas que pertencem a outras religies e o
modo como elas prepararam as pessoas para ouvir, sentir e falar
com Deus. Os membros da Igreja da Unificao, de modo geral,
residem em uma posio onde podem respirar junto com Deus.
Porm, mesmo entre os membros da Igreja da Unificao
existem diferentes nveis. H posies de reverncia e distino.
Eu sinto muito ter que dizer isto, mas digo-o para ajudar nossos
membros, para capacit-los a ajustarem suas vidas aqui na Terra
e auxili-los para quando forem para o mundo espiritual. As
diferenas surgem de acordo com o modo como seguimos o
caminho dos Verdadeiros Pais. A posio dos 36 casais  a mais
elevada. Eles esto na mais elevada posio familiar, mas eu no
posso expressar facilmente todas as dificuldades e tormentos
conectados com isto. Individualmente, cada um de ns ter
todos os seus erros revelados explicitamente aos olhos de todos.
Quando viviam na Terra, muitos membros, ou suas famlias,
tiveram problemas com mulheres, problemas com dinheiro
pblico, ou problemas similares. Eventualmente, algum dia,
todos ns iremos viver na casa de Deus e l, toda a realidade de
cada um de ns, todos os nossos erros, ficaro totalmente
expostos. Por exemplo: aqui na Terra, vemos alguns homens
fazendo sexo com diferentes mulheres. No mundo espiritual, ns
veremos em detalhes todos os pecados daquele homem. O
mesmo acontece com os pecados de um homem que usou
dinheiro pblico para si mesmo, se foi a um bar, bebeu e caiu



                               45
com uma mulher. Desse modo, os membros da Igreja da
Unificao residem em um lugar ainda mais temeroso do que o
inferno. E isto  tambm verdade para uma famlia de baixo
nvel, ou para qualquer outro tipo de famlia. Existe um nvel
para cada tipo de crime ou pecado cometido. Todavia, a maioria
dos membros da Igreja da Unificao residem em uma dimenso
do mundo espiritual mais prxima de Deus. Tambm existe uma
priso para aquelas pessoas que cometeram pecados muito
graves. Seria maravilhoso se pudssemos trilhar nosso caminho
de indenizao por nossos pecados reunidos em um tal lugar, no
meio daqueles criminosos. Como sabemos, no existe nenhum
lugar onde um indivduo possa indenizar seus pecados sozinho.
Somente pela orao, pelos dzimos, pelos servios pblicos, ou
por outros esforos pblicos feitos por seus descendentes na
Terra, as portas das prises espirituais podero ser abertas e as
pessoas espirituais podero sair de l. Quando tais pessoas
deixam a priso, cada uma delas recebe orientaes espirituais
de acordo com suas posies.
        Depois de pagar todas as nossas indenizaes,
poderemos ser capazes de viver em paz a partir daquele ponto?
Sim, uma vez que nossos descendentes indenizaram os nossos
pecados. Ento, se nossos descendentes orarem por ns e
oferecerem todo o seu corao, os espritos que se beneficiam
daquela indenizao livrar-se-o de suas misrias. Porm, a
nossa posio  para escaparmos somente para retornar outra
vez. Se as pessoas na Terra oram e investem seus coraes para
Deus e para o bem, inevitavelmente encurtam o perodo de
indenizao das pessoas espirituais. Na Terra, porm, a maioria
das pessoas desconhece a situao real de seus antepassados.
Por isso, muitas pessoas no mundo espiritual enfrentaro um
curso de sofrimento mental por um longo perodo de tempo.
        Se o caminho de indenizao de algum  rduo e longo
no mundo espiritual, e os seus descendentes nada sabem sobre
isso e continuam pecando, o caminho daquela pessoa ser



                               46
prolongado incessantemente. Se os antepassados sofrem, seus
descendentes tambm enfrentaro situaes de sofrimento. Em
outras palavras: quando os ancestrais cometem crimes, os
descendentes recebem punio. No h outro caminho, exceto o
de sempre lembrar-se disso e caminhar pelo caminho do bem.
Cada um de ns deve andar pelo caminho da retido e da justia.

                                   ual
3.11. Diferenas Entre o Ser Espirit e o Ser Fsico
                              -- 16 de junho de 1997

3.11.1. A Vida da Pessoa Espiritual e a vida da Pessoa Fsica

Novas dvidas, nova advertncia: Senhora Kim! Este  Sang
Hun Lee! Eu sou Sang Hun Lee! Se a senhora lembrar-se de
minhas palavras sua sade gradativamente ir melhorar.
       As pessoas espirituais decidem suas prprias posies no
mundo espiritual de acordo com suas vidas na Terra. Se voc
viveu egoisticamente, sofrer em uma posio, orando por
milhares de anos sem receber nenhuma graa especial. As
pessoas do mundo espiritual que viveram em paz na Terra,
tambm influenciam seus descendentes a viverem em paz na
Terra. Mas se as pessoas viveram na maldade, quando forem
para o mundo espiritual, vivero no inferno e seus descendentes
vivero sempre oprimidos, carregados de problemas. Como 
viver no inferno? Quando observamos uma pessoa que sofre no
inferno, no mundo espiritual, vemos que ela realmente vive na
dor. O ambiente  escuro e fechado como em uma priso, no h
liberdade. No h nada para vestir ou para comer. Seus
descendentes na Terra, desconhecendo tal situao, nada fazem
para desfazer as ms aes de seus antepassados. Eles no
sabem como carregar os seus fardos ou como orar por eles.
Todavia, se as ms aes daquele antepassado tornarem-se
conhecidas, e se seus descendentes servirem a Deus e aos outros
com muita sinceridade e orao, ento aquelas pessoas



                              47
espirituais sero beneficiadas e podero ser transmudadas para
um lugar melhor onde sero melhor atendidas e, aos poucos,
iro aperfeioando-se. Quem poder fazer isto acontecer? Este 
o assunto de minha conversa de hoje. Na Terra, se voc possui
muito dinheiro, sempre existir algum apoio para voc, mas isto
no acontece no mundo espiritual. Aqui, o vento sopra, as flores
desabrocham e os pssaros cantam, mas voc no pode mudar
sua situao subitamente s porque algum pede para voc
mud-la. No existe ningum aqui capaz de transformar-se por
um simples comando externo. A deciso de mudar somente
pode partir de dentro voc mesmo. A mudana parte de voc
mesmo. Assim, voc deve atingir o ponto do autodespertar. Mas
voc tambm depende de seus descendentes. Se os seus
descendentes, com absoluta sinceridade, oferecerem seus
coraes para salvar os pecadores no mundo espiritual, ento
tais pessoas espirituais podem atingir o ponto do autodespertar,
e tomar conscincia de suas realidades e acerca do que devem
fazer para mudar. Felizmente, existem muitas pessoas aqui que
entendem esta lei espiritual. Na Terra, quando um Xman dana
e investiga a situao de seus ancestrais, tudo o que ele pode
fazer  confortar seus coraes. O Xman no pode resolver os
problemas de seus ancestrais. Todavia, se os seus ancestrais
receberem graa atravs da orao elevada e sincera de seus
descendentes, ento tornar-se-o capazes de buscar os
mensageiros do Cu e seguir os mandamentos de Deus.

3.11.2. A Importncia de Nossa Vida na Terra

Tudo isso nos alerta para o fato de que a nossa vida na Terra 
muito importante. Demora muito tempo para algum elevar sua
posio no mundo espiritual e venha a receber graa efetiva.
Demorar tambm muito tempo para eliminar a ignorncia. Por
causa disto, ajuste agora a direo de sua vida na Terra em
direo ao mundo eterno e viva uma vida de bem. Ajustando o



                              48
foco da vida para Deus, a humanidade viver de forma sbia.
Esperamos que ningum aja como um tolo em sua vida de f,
cometendo erros eternos, pois a conseqncia natural ser uma
nao cheia de tolos aqui; pessoas incapazes de resolver coisa
alguma. A grandeza de uma nao depende do comportamento
de seus cidados na Terra e da herana de seus antepassados. Eu
no posso explicar tudo agora, mas, em resumo: sua vida na
Terra deve ser frutfera; voc deve semear e colher bons frutos.
Falando mais objetivamente: cometer pecados conduz somente
ao inferno. Viva uma vida de bondade. Este  o caminho do
Cu, o caminho da eternidade.

3.11.3. Diferenas Entre a Natureza das Pessoas Fsicas
                                       uais
        e a Natureza das Pessoas Espirit
                                -- 23 de junho de 1997

Novas dvidas, nova advertncia: Senhora Kim! Eu sou Sang
Hun Lee! Obrigado. Muito obrigado por preparar sua mente
antecipadamente para receber esta mensagem.
      Primeiramente, vamos falar sobre a natureza das pessoas
da Terra. As pessoas na Terra olham com seus olhos fsicos,
tocam e agem fisicamente. Assim, vivem fisicamente limitadas,
confinadas a um certo espao-tempo. Os seres humanos vivem
um curto perodo de 10, 20 ou 60 anos. Na Terra, por mais que
eu deseje algo, no posso obt-lo automaticamente pelo simples
desejo. As pessoas na Terra podem produzir muitas coisas
materiais. Elas idealizam um objeto e depois adquirem os
materiais necessrios para torn-lo real. Todavia, elas no
podem gerar coisas diretamente de suas mentes, a partir
unicamente do pensamento puro. Quando as pessoas na Terra
sentem fome, se no se moverem no podero comer. Isto 
assim porque elas agem dentro de um espao-tempo definido.
Do mesmo modo, quando sentem dores fsicas no sabem com
certeza qual a causa e nem a soluo. Por exemplo: quando as



                              49
pessoas de f adoecem, elas simplesmente oram e obtm a cura
espiritual. Uma doena fsica pode ser curada sem o uso de
elementos fisicos. Por outro lado, as pessoas que no tm f
simplesmente dirigem-se para um hospital  procura de uma
soluo fsica. As pessoas espirituais tm uma natureza
diferente. Como no so limitadas pelo corpo fsico, elas
dispem de uma dimenso transfsica e infinita na qual podem
agir. Em outros termos: quando as pessoas espirituais desejam
olhar, tocar ou fazer alguma coisa, seu desejo  substancializado
instantneamente, no h espao nem tempo. Assim, as pessoas
espirituais podem fazer qualquer coisa utilizando apenas sua
mente, instantneamente.  Como num passe de mgica, elas
podem fazer aparecer coisas com um simples toque de sua mo.
O espao-tempo  condensado e ela no necessita da ajuda de
ningum para realizar seu desejo. No mesmo instante em que
uma pessoa espiritual pensa, uma outra pessoa espiritual pode
receber a mensagem de seu pensamento, e isto dispensa o uso de
palavras. No mundo espiritual, a comunicao d-se como por
telepatia e por meio dos sentimentos. No h necessidade de
palavras e as pessoas podem se comunicar em todas as lnguas
como se todos falassem uma nica e mesma lngua. Quando
uma pessoa espiritual desenvolve uma idia lgica com
definio e preciso exatas, ela pode transmitir sua idia com
todos os detalhes instanteamente, como se             tais idias
emergissem diretamente no interior da mente do interlocutor. 
como se a idia aparecesse inteira diante dos olhos do
interlocutor. Desse modo, voc pode expressar rpida e
instantaneamente suas idias, pois seu interlocutor reconhece de
imediato a expresso de seu sentimento. Trata-se de um tipo de
comunicao instantnea e emocional.
        As pessoas espirituais podem conhecer completamente
todo o processo da criao de Deus, desde o comeo do
universo, bem como todos os significados daquilo que
entendemos por pessoa humana. Portanto, uma pessoa espiritual



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consciente jamais causa dor a Deus. E esta  uma das diferenas
fundamentais que distinguem Cu e inferno. Com tais atributos,
se trabalharem arduamente em sua prprias reas, as pessoas
espirituais tornar-se-o mestres em suas habilidade e recebero
muitos prmios. As pessoas espirituais de alto nvel no tm
ganncia e sempre transmitem uma aparncia tranqila (esta 
outra distino fundamental entre Cu e inferno). Desse modo,
as pessoas espirituais no enfrentam quaisquer dificuldades para
satisfazer suas necessidades (nutrio, vesturio, habitao, etc),
de modo que no sofre nenhum constrangimento e seus
semblantes so sempre calmos e humildes. Se eu pudesse
resumir a diferena entre as pessoas fsicas e as pessoas
espirituais, diria que as pessoas fsicas vivem e agem limitadas
pelo espao-tempo. Eles vivem aflitos e ocupados, buscando
satisfazer suas necessidades fsicas de sobrevivncia e sofrem
muito com isso. Por sua vez, as pessoas espirituais podem
mover-se livremente, sem limite de espao ou de tempo, alm de
no enfrentarem qualquer necessidade de sibrevivncia. Como
no existem necessidades nem problemas fisicos, ns somos
infinitamente brilhantes, tranqilos e humildes. Em concluso:
plante e colha bons frutos em sua vida fsica na Terra, e quando
voc vier para o Cu, voc constatar a exatido destes
ensinamentos.

3.12. O Princpio da Dualidade no Mundo Espiritual

No Princpio Divino e no discurso sobre o Pensamento da
Unificao, a lei da dualidade nos ensina que a ao de dar e
receber ocorre quando o sujeito e o objeto do e recebem
reciprocamente, estabelecendo uma troca contnua e
harmoniosa. Dessa ao de permuta recproca, gera-se a ao de
Origem, Diviso e Unio (ODU)3, atravs da qual todas as

3
 A ao ODU -- ao de Origem-Diviso-Unio -- desempenha no     Pensamento da Unificao
uma funo semelhante  funo desempenhada pela tese-anttese-sntese, da dialtica hegeliana.



                                            51
coisas so criadas e mantidas e perpetuadas, e atravs da qual
geramos e recebemos alegria. Este  o princpio fundamental da
criao de Deus. Agora, vamos aplicar a lei da dualidade para
entender a relao e as diferenas entre os mundos espiritual e
fsico. Na dimenso fsica, quando o sujeito e o objeto, atravs
da ao de dar e receber, atingem a ao ODU, gera-se alegria e
os dois tornam-se um. No mundo espiritual, o sentimento de
alegria que surge da unidade da ao ODU e pela ao de dar e
receber  um pouco diferente, pois no envolve tempo. O dar e
receber ocorre instantneamente. Devido  ao ODU ocorrer no
pensamento, no se pode visualizar sinal externos da ao de dar
e receber. Isto  um princpio e uma caracterstica fundamental
do Cu, aonde indivduos perfeitos e completos vivem em unio
de acordo com a lei da dualidade.

3.13. A Ao de Dar e Receber no Mundo Espiritual

O propsito fundamental da ao de dar e receber  a unidade
entre o sujeito e o objeto. Atravs do dar e receber, ambos so
unificados atravs do amor. Este  o modelo para a vida no
Reino do Cu. No Cu, a ao de dar e receber acontece at
mesmo quando as pessoas se olham mutuamente; voc se torna
literalmente um corpo perfeito e unido. O mesmo, porm, no
acontece no inferno. No inferno, ou fora dessa dimenso,
existem muitas diferenas de nveis da ao de dar e receber, os
quais so baseados na classe social ou na posio de cada
pessoa. O ensinamento fundamental do Princpio da Criao 
que a ao de dar e receber no Cu  onde voc
fundamentalmente realiza e aperfeioa o propsito da criao de

Trata-se de um processo harmonioso atravs do qual todas as coisas so criadas, que pode ser
descrito da seguinte forma: Deus  um ser dinmico e de caractersticas duais (ao de origem)
que, ao manifestar-Se substancialmente, divide-se em pares sujeito/objeto (ao de diviso).
Como sujeito e objeto so elementos complementares, estes atraem-se (ao de unio), tornando-
se uma imagem visvel e finita do prprio Deus. Assim so criados e perpetuados todos os seres
do universo fsico.




                                            52
Deus. Porque o inferno  o lugar aonde voc no pode entender
a natureza absoluta de Deus, no inferno predomina um princpio
relativo; tudo no inferno  relativo. L, mesmo que voc
progrida, no deve esquecer-se de um ponto muito importante:
para obter a libertao do inferno voc deve lutar muito para
estabelecer uma harmoniosa ao de dar e receber. Esta 
tambm a situao da vida Terra, onde todos lutam
desesperadamente para estabelecer harmonia e paz dentro de si,
nas famlias, nas sociedades e no mundo.

3.14. A ntima Conexo Entre a Vida na Terra
      e a Vida no Mundo Espiritual

Como a minha vida na Terra pode ser aperfeioada, consumada
no Cu? No Cu, a posio eterna que ocupamos  decidida com
base no padro de bem e mal que praticamos durante as nossas
vidas na Terra. Com base no modo como vivi a minha vida na
Terra, ser determinada, por mim mesmo, minha posio no
mundo eterno (lado de Deus, lado de Satans, atesta, etc).
Mesmo que haja algumas diferenas baseadas nas realizaes
individuais -- um altrusmo nacionalista ou mundial --, a
formao da personalidade  muito mais importante no Cu do
que um altrusmo nacionalista ou mundial. O fato de uma pessoa
ter ocupado uma posio elevada na Terra, no lhe garante uma
elevada posio no Cu. Esta  uma crena errada. Portanto,
quanto mais benfica e digna foi a nossa vida na Terra, e quanto
mais profundo foi o nosso corao centralizado em Deus,
renunciando a desejos pessoais e vivendo com reverncia e
respeito, mais poderemos viver com nossas cabeas erguidas no
Cu.

3.15. Perguntas e Respostas




                              53
3.15.1. Pergunta da Filha do Dr. Lee

P: O que devemos fazer para compensar a nossa impiedade por
no servi-lo durante a sua vida na Terra?
R: Eu quero pedir a vocs para simplesmente viverem com
sinceridade e f aonde esto.
P: Por favor, d-nos orientao; algumas palavras de
direcionamento para seus filhos.
R: Eu no quero dar uma direo austera. Se vocs pensarem
que o caminho que seus pais trilharam  correto, sigam o mesmo
caminho. Mas se pensarem diferente, ento eu no posso fazer
nada a respeito. Apenas concluirei que o exemplo de vida de seu
pai no bastou para vocs.
P: O que fazer com os livros que estamos guardando?
R: Doem para a Universidade Sun Moon (Instituto de Pesquisa
da Ideologia da Unificao).
P: E sobre o problema do enterro?
R: Simplesmente, faam como acharem melhor. Eu no fiz nada
de bom para Deus, ou fiz?
P: E quanto  propriedade...?
R: Eu quero que vocs faam como acharem melhor.

3.15.2. Pergunta de In Seung Lee, o Filho do Dr. Lee

P: No Cu, h diferenas entre o rosto da miss coreana e o rosto
de uma outra mulher?
R: Aqueles lindos rostos na Terra, continuam lindos aqui.
Contudo, aquelas mulheres com rostos simples so infinitamente
mais bonitas por causa de seus belos coraes, que elas
expressam irradiando a luz de Deus. As lindas faces no inferno
no podem ser comparadas de forma alguma com a beleza dos
rostos simples e puros do Cu. Mesmo que nossas faces no
mudem a sua forma (um rosto redondo permanece redondo; um
rosto comprido permanece comprido), desde que a verdadeira



                              54
beleza do rosto  determinada pela forma de vida que vivemos
na Terra, aqueles que desejam vir ao Cu cultivando seus
coraes e carter so realmente sbios.
P: Qual  a maior diferena entre as pessoas corajosas e as
covardes no mundo espiritual?
R: Coragem ou covardia no so importantes para Deus. Faa o
melhor que puder na Terra para vir ao Cu, uma vez que o
desejo de vir para o Cu no provm da coragem e nem as
pessoas no Cu so menosprezadas por terem sido covardes.

3.15.3. Pergunta da Senhora Young Soon Kim

P: O Senhor est lendo seu caderno de anotaes, ou
simplesmente fala o que est pensando?
R:  muito complicado e difcil de explicar. Sempre que eu
penso, as palavras simplesmente aparecem como se estivessem
gravadas. Pode-se dizer que o pensamento se expressa
automaticamente.




                            55
                                                    Captulo 4
                                     O SIGNIFICADO
                                          DO AMOR
4.1. O Significado Fundamental do Amor

Senhora Kim, o momento atual  muito precioso. Muitas
pessoas que receberam direo de Deus esto orando para
comear seus trabalhos. Agora, vamos comear o nosso trabalho
falando do amor. O amor  um estado da mente, no qual voc
atua com todo o seu corao de forma sincera e devotada para os
outros. Existem trs formas de expresses do amor: o amor
conjugal, o amor espiritual e o amor religioso incondicional.

4.1.1. O Amor Conjugal

O Amor conjugal  o amor que existe entre homens e mulheres,
quando estes se unem fisicamente. Na Terra, podemos sentir
prazer e alegria quando nossos corpos se unem e realizamos o
ato de amor. No Cu, um homem e uma mulher, mesmo sem
seus corpos fsicos, tambm podem amar e praticar o amor. O
amor conjugal entre aqueles espritos superiores que esto perto
de Deus  semelhante a uma pintura muito bela. Quando seus
tornam-se totalmente um enquanto se amam, eles experimentam
uma emoo to forte em seus corpos e mentes que esta
transcende em muito o sentimento de amor que sentiam na
Terra.  como criar uma existncia superior em um estgio de
ausncia absoluta de egosmo.  como o sentimento de estar em
um mundo mgico.
      Aqui, na verdade, pode-se visualizar a cena do ato de amor
com nossos prprios olhos. Na maioria das vezes os casais na


                              56
Terra praticam o amor dentro de seus quartos. Aqui no Cu isto
no  assim. Aqui, o amor no  um amor proibido que deve-se
praticar s escondidas. No Cu voc pode praticar o amor junto
s flores de um jardim, em uma campina verdejante, ou sobre as
ondas dos oceanos. Voc pode at mesmo praticar o amor em
cima de uma montanha, tendo pssaros cantando ao seu redor. A
cena  to bela que todos os que observam aquele ato de amor
so influenciados, sentem-se envolvidos como se participassem
do mesmo.  tudo ao contrrio do sentimento de culpa,
vergonha e de infortnio que comumente experimenta-se na
Terra. Aqui, pode-se admirar tais cenas de pura beleza com a
mente completamente em paz.
       No inferno ocorre exatamente o oposto. As pessoas no
inferno continuam fazendo amor s escondidas, e todos aqueles
que vem  cena do amor conjugal amaldioam-na. Eles acusam
e apontam com os dedos, deplorando sua impureza e sua feira.
As cenas de amor no inferno so similares s que acontecem na
Terra.

4.1.2. O Amor Espiritual

Uma vez que o amor espiritual no  observado atravs da ao
do corpo, este parece no estar relacionado com o tipo de amor
que  praticado na Terra. Todavia, o amor espiritual 
absolutamente necessrio para aqueles que vivem na Terra. Uma
vez que todos tm seu prprio ser espiritual, se no o cultivam e
o enriquecem espiritualmente (tornando-se um como esposo e
esposa), encontraro muitos problemas quando desejarem
praticar o amor completo no Cu. Vejamos um exemplo:
suponhamos que exista um casal cujo ser espiritual do esposo 
bem desenvolvido, enquanto o ser espiritual da esposa no est
no mesmo nvel. Em tal situao de desnvel jamais haver amor
completo nesta famlia. Ento, o que acontecer? Eles no
podero realizar um amor bonito e perfeito. Todavia, uma vez



                               57
que possuem o desejo de amar, eles praticaro um amor
conjugal limitado, em lugares limitados, tal como em seus
quartos. Como e quando aqueles casais podero praticar o amor
completo? Quando o corao do esposo respeitar sua esposa e
quando o corao da esposa amar seu esposo, e ambos
tornarem-se um. Neste ponto, o amor de ambos amadurecer e
desenvolver-se- em um amor completo. Uma vez que tal estado
de unidade demora muito tempo para ser atingido no mundo
espiritual, todos devem tentar desenvolver e aprofundar seus
coraes e produzir os bons frutos do amor completo enquanto
ainda esto na Terra, com seus prprios corpos fsicos.
        Concluso: ns devemos aprender a utilizar corretamente
nosso curto tempo de vida na Terra a fim de antecipar a
experincia do amor completo; o amor maduro e pleno que
esperamos vivenciar eternamente no Cu. Os casais que
produzem bons frutos do amor completo, cultivando e
encorajando um ao outro para realizar o amor verdadeiro,
seguramente alcanaro a vitria, o estado de plenitude do amor
espiritual.

4.1.3. gape -- O Amor Incondicional das Religies

Quando Deus nos criou, dotou-nos de capacidade para o amor
incondicional. Este  o amor gape. Contudo, devido  queda
humana e s subseqentes mudanas ao longo do tempo, o
padro original do amor que recebemos de Deus, deteriorou-se.
Portanto, devido  realidade do inferno, Deus e os seres
humanos carregam muito sofrimento em seus coraes. Ao
contrrio, pelo conhecimento do valor fundamental do amor
incondicional, o caminho da libertao do inferno poder ser
aberto e o inferno poder ser destrudo. O amor conjugal e o
amor espiritual deveriam existir e predominar entre esposo e
esposa. Porm, como este tipo de relacionamento de amor foi




                              58
destrudo, a humanidade distanciou-se do amor incondicional de
Deus.
      Deus queria nos legar um amor infinito. Com este amor,
desejaramos naturalmente dar e receber, o que nos tornaria cada
vez mais perfeitos, mais prximos de Deus. Contudo, uma vez
que tal fundamento foi destrudo, o caminho da salvao tornou-
se rduo e difcil. A fim de reestabelecer o verdadeiro sentido da
unio entre esposo e esposa, devemos amar a vida, confiar e
conservar sempre uma atitude conciliadora de um para com o
outro. Devemos perdoar uns aos outros, buscando sempre a
reconciliao. Portanto, tornando-nos um com o amor que Deus
nos deu, o caminho da libertao de toda a humanidade ser
aberto e o inferno no mundo eterno desaparecer. Com essa
atitude de corao, confiando e amando um ao outro, nem o
inferno e nem as guerras afetaro a humanidade. No entanto, por
termos vivido nossas vidas sem conhecer esse princpio, o
caminho do mundo celeste tornou-se complicado e a agonia da
punio do inferno veio a existir. Ns devemos desenvolver e
manter um forte vnculo de amor entre esposo e esposa a fim de
cultivar o amor fundamental inato que Deus nos deu.

4.2. A Interdependncia Entre o Mundo Espiritual
      e o Mundo Fsico

Os espritos no mundo espiritual no podem melhorar a si
mesmos sem a cooperao das pessoas na Terra. Isto , nossos
seres espirituais foram criados para existirem eternamente no
mundo espiritual baseados no fundamento de nossas vidas na
Terra. Portanto, a menos que os espritos venham a livrar-se dos
pecados que cometeram na Terra (o que s  possvel atravs de
seus descendentes), estaro destinados a viver em punio
eterna. Por exemplo: quando um assassino vem para o mundo
espiritual, uma punio horrvel vir com ele. Aquele que matou
um homem a facadas, ter em seu esprito os mesmos ferimentos



                               59
que causou em sua vtima; ter uma faca encravada em seu
corpo espiritual tambm. Aquele que matou um homem a tiros,
seu esprito ter balas encravadas no corao. E aquele que
matou um homem a pedradas, seu esprito ter os olhos puxados
para fora e seu corpo machucado e ensangentado. Aquele que
matou uma pessoa a pontaps, seu esprito estar prostado com a
face para cho, e ele estar amarrado pelos ps de cabea para
baixo. Aquele que matou uma pessoa com veneno, o seu esprito
desmaiar de tanto vomitar sangue e aquele que matou um
homem com um machado ou uma foice, ter aquele instrumento
cravado em seu esprito, em seu prprio peito. [Porque o efeito
somente pode ser resolvido na causa]. Entre aqueles espritos,
alguns tentam esconder os pecados que cometeram na Terra,
mas no podem escond-los nem mesmo fazendo grandes
esforos. Aqueles espritos tambm desejam eliminar seus
pecados cometidos na Terra, mas isto no pode ser feito
simplesmente com base em no desejo. Legies de espritos esto
tentando arduamente levar uma vida melhor do que suas
situaes atuais, mas no conseguem sozinhos o que desejam.
Aqueles espritos tm saudades de sua vida na Terra e esto
dispostos a fazer qualquer coisa para se livrarem de seus
pecados. Contudo, o que uma vez foi gravado, no poder mais
ser apagado por eles mesmos.  comum para todos os espritos
que desejem esconder e apagar suas vidas na Terra (os seus
comportamentos pecaminosos) sentirem vergonha pelo fato de
suas vidas ntimas ficarem to expostas abertamente aos outros.
O mais trgico  que at seus esforos para esconder e apagar
seus erros so tambm mostrados aos outros claramente.

4.2.1. Como as Pessoas Espirituais
       Auxiliam as Pessoas na Terra

Para os espritos se libertarem de suas situaes dependem de
seus descendentes na Terra. Eles no podem escapar da dor e do



                              60
sofrimento sem a ajuda das pessoas na Terra. Assim, desde que
no podem livrar-se por si mesmos dos pecados cometidos,
muitos decidem retornar para o lugar em que viveram na Terra.
Alguns retornam para seu prprio sangue e carne, ou para o
corpo de algum que se relaciona com eles de alguma maneira, e
mantm-se conectados a eles atravs de sinais. Porm, uma vez
que as pessoas que vivem na Terra no tm conscincia deste
fenmeno, desastres incomuns acontecem, pessoas ficam
doentes em casa, surgem dificuldades financeiras ou ocorrem
muitos acidentes de carro. Finalmente, quando os descendentes
daquele esprito descobrem o motivo de seus problemas, e
decidem orar e fazer doaes a fim de beneficiar aquele esprito,
ento o esprito pode elevar-se para uma posio melhor como
um reconhecimento pelos bons servios de seus descendentes.
Contudo, se os seus descendentes desconhecem tal situao,
contnuos acidentes e infortnios continuaro acontecendo e as
pessoas podero at morrer. Em conseqncia disto, mais
ancestrais iro com problemas para o mundo espiritual.
Portanto, se uma famlia no encontra nenhum problema em sua
f, mas mesmo assim sofrem acidentes grandes ou pequenos,
pode-se concluir que aquela famlia tem ancestrais com graves
problemas no mundo espiritual. Assim, o caminho mais rpido
de resolver tais problemas  atravs da orao com muita f.
        Os mdiuns e os espiritualistas, cujo nvel espiritual 
relativamente baixo, podem tentar resolver estes problemas.
Porm, os espritos sero apenas consolados temporariamente;
seus sofrimentos e dores no podem ser eliminados
completamente. Essa  a grande diferena entre aqueles que
conhecem Deus e os que no O conhecem (os espritos podem
ser afastados por um perodo de tempo, mas,  medida em que
esse tempo passa, eles retornam  mesma situao). Os espritos
por si mesmos no tm nenhum meio de sair da situao nem do
lugar em que se encontram, apesar de sua vontade e de suas
lutas. E quanto mais difceis tornam-se as vidas daqueles



                               61
espritos, tanto mais difceis e complicadas tornam-se as vidas
de seus descendentes na Terra. Os espritos no mundo espiritual,
para receberem a cooperao daqueles que esto na Terra, vm
at seus descendentes, tentando mobiliz-los de vrias maneiras.
Contudo, porque seus descendentes no conhecem sua situao
nem a forma de resolver seus problemas, a fortuna da famlia
entrar em decadncia e o sofrimento dos ancestrais se repetir.
Uma vez que aqueles espritos avancem para posies melhores
com a ajuda das pessoas na Terra, eles podem viver com mais
paz e mais conforto. Conseqentemente, a vida de seus
descendentes ser tambm mais pacfica e confortvel.

4.2.2. O Relacionamento Entre as Pessoas
       Espirituais e as Pessoas da Terra

Agora, vamos analisar o relacionamento entre as pessoas na
Terra e os espritos no mundo espiritual. O relacionamento entre
as pessoas na Terra e os espritos no mundo espiritual pode ser
comparado com o relacionamento que existe entre a agulha e a
linha, ou o relacionamento entre o corpo e o esprito. Pode ainda
assemelhar-se ao relacionamento que existe entre esposo e
esposa, que no podem separar-se, devendo tornar-se um. Desse
modo, no h dvida de que a pessoa na Terra deve cultivar um
bom estilo de vida enquanto ainda dispem de um corpo fsico.
Lamentavelmente,  apenas quando j esto no mundo espiritual
e no mais possuem corpos fsicos que as pessoas descobrem
que no viveram uma boa forma de vida na Terra. Eu gostaria de
alert-los para o fato de que, enquanto voc est vivendo na
Terra com seu corpo fsico deve se preparar para a vida eterna.
Deve conduzir sua vida todos os dias de forma sincera e
fervorosa.
       O qu e como os descendentes devem agir para ajudar os
espritos que j perderam seus corpos? A situao dos espritos




                               62
pode melhorar e at tornar-se confortvel quando o
descendentes na Terra oram por eles.
       Hoje, o status dos Verdadeiros Pais nos do o direito de
tornar-nos messias tribais.  um status imensamente especial. 
incrvel poder salvar meus ancestrais atravs da orao feita em
meu nome. Dessa forma, alm de a minha vida na Terra tornar-
se mais confortvel por eu orar com f pelos meus ancestrais,
elevando-os para lugares mais confortveis, eu tambm,
naturalmente, salvarei meus ancestrais. Tenhamos em mente,
portanto, que este  o caminho atravs do qual ns podemos
oferecer uma pequenina ajuda aos Verdadeiros Pais, aliviando o
fardo dos Verdadeiros Pais no mundo espiritual. Temos que
conduzir e concluir bem nossas vidas enquanto temos nossos
prprios corpos fsicos na Terra. Tambm devemos completar
nossos deveres como Messias Tribais em favor de nossos
ancestrais. E isto tambm pode se tornar o caminho para aqueles
espritos que anseiam receber um benefcio especial.

4.2.3. Pergunta da Senhora Young Soon Kim
P. Os espritos que esto em boas situaes no mundo espiritual,
sem quaisquer dificuldades, necessitam de cooperao, ajuda ou
oraes das pessoas na Terra?
R. No. No necessitam. Desde que um ser humano  formado
de corpo e esprito, uma estrutura dual, o Princpio afirma que
aqueles que deixaram seus corpos devem viver no mundo
espiritual e aqueles que ainda tm seus corpos devem viver na
Terra.
Assim, deve haver um motivo para os espritos enviarem sinais
s pessoas na Terra. Por causa da corrupo com a linhagem de
sangue, eles mandam sinais algumas vezes para boas finalidades
e algumas vezes para ms. A pessoa na Terra deve ser capaz de
discernir entre estas bases de acordo com a Lei do Princpio, e o
bom esprito no deve confundir as pessoas na Terra. Muitas
vezes, uma vez que Deus no interfere em assuntos relacionados



                               63
com a linhagem de sangue, ns, seres humanos, devemos
encontrar o renascimento atravs do esprito de Deus para
vivermos uma vida verdadeira.

4.2.4. Os Pontos em Comum Entre as Pessoas
       Espirituais e as Pessoas da Terra

Como as pessoas na Terra ainda se encontram conectadas aos
seus corpos fsicos no podem realizar o que desejam com um
simples pensamento. Isto  assim, porque cada vontade necessita
de uma mobilizao fsica, o que as torna limitadas em seu ir e
vir. Uma vez que os espritos no tm corpos fsicos, so livres
para se movimentarem dentro do ambiente determinado pela sua
posio [os diferentes graus de liberdade so obtidos com base
no nvel espiritual]. Por outro lado, uma vez que no tm corpos
fsicos, os espritos podem ter uma vida ativa no mundo eterno,
enquanto as pessoas na Terra no podem se eternizar em um
lugar fsico. Somente os espritos podem possuir um lugar
eterno. Se eu preparasse uma lista das diferenas existentes entre
os mundos e os corpos fsico e espiritual, tal lista no teria fim.
      Vamos analisar agora os pontos que as pessoas da Terra e
as do mundo espiritual compartilham em comum. A vida na
Terra e a vida no mundo espiritual, em separado, representam
apenas uma face da moeda, uma metade da histria. Portanto, o
mximo que cada uma delas pode realizar representar sempre
uma metade da realizao humana. Desse modo, como um ser
humano poder alcanar a vitria total do corpo e da mente e
chegar  realizao plena da vida? Antes de o corpo e o esprito
se desligarem pela morte fsica, eles devem terminar suas vidas
na Terra. O homem deve realizar a finalidade da criao (as trs
bnos) completamente na Terra. Somente assim eles se
tornaro frutos aperfeioados. Quando as pessoas espirituais
vm para o mundo espiritual ainda imaturas e inaperfeioadas,
enfrentam muitos problemas. O relacionamento entre os



                                64
ancestrais e os descendentes torna-se complicados e  muito
difcil resolver os problemas decorrentes dessa situao.
       Temos que ter em mente a importncia de nossa vida na
Terra. Para vivermos eternamente na bela residncia que Deus
preparou para ns no mundo espiritual, no podemos viver
nossa vida pela metade. Eu espero que a sua vida na Terra
produza o fruto completo do esprito e do corpo, e que voc
possa saudar a estao da colheita com grande alegria.4

4.3. A Imagem do Amor de Deus

4.3.1. O Amor Verdadeiro e o Falso Amor
                  -- 14 de junho de 1997

Eu sou Sang Hun Lee, aquele que sistematizou o Pensamento da
Unificao e que veio da Terra para o mundo espiritual. O
propsito nico da minha existncia  gravar a Ideologia dos
Verdadeiros Pais na mente e no corao das pessoas, porque eu
entendi que no existe outra Ideologia maior que a dos
Verdadeiros Pais em nenhum lugar do universo.
       Vamos falar um pouco sobre o amor verdadeiro. O amor
 o elemento mais precioso que Deus d aos seres humanos no
momento em que eles nascem. Todavia, a situao mais
lamentvel  que este amor, que deveria conduzir a vida dos
homens e das mulheres para um nico Senhor -- Deus --, est
dividido na mente das pessoas desde os seus primeiros instantes
de vida. O amor est sendo usado por dois senhores e guiado em
dois sentidos: para o bem e para o mal. Este  o comeo de
nosso infortnio. Os seres humanos no podem viver
verdadeiramente apenas com base no amor fsico entre esposo e
4
  Enquanto esta mensagem estava sendo gravada, a senhora Young Soon Kim teve dvidas
sobre o Dr. Sang Hun Lee. Ento, ele reafirmou a sua identidade, dizendo: Por favor, paremos de
escrever por um momento. Eu sou Sang Hun Lee, aquele que sistematizou oPensamento da
Unificao.




                                            65
esposa. O amor  o elemento mais precioso da personalidade
humana. Devido  queda humana, ns perdemos a essncia do
amor. O amor original foi sobrepujado por um outra forma de
amor no-original, feio e decado. Assim, o amor no mundo
atual tem se manifestado como um amor mecnico e artificial. O
amor est localizado no centro da natureza de Deus. Ns no
podemos senti-lo completamente e muito menos compreender a
fonte desse amor em Deus. Apesar disto, eu vou falar um pouco
sobre como esse amor fundamental se manifesta no mundo
espiritual.

4.3.2. Deus  a Essncia do Amor

O amor de Deus no pode ser tocado, visto como nossos olhos
ou expresso atravs de nossas palavras.  realmente muito
difcil compreender a essncia do amor de Deus. Da mesma
forma, a mente humana no pode apreender o amor de Deus. O
amor de Deus, mesmo que nos seja dado abundantemente de
forma ininterrupta, nunca diminui. O amor de Deus brota sem
cessar continuamente.  como se fosse a gua fresca de uma
cascata eterna, sempre jorrando ininterruptamente. Mesmo que
bebamos dezenas de litros da "gua" do amor de Deus, nunca
nos sentimos saciados nem nunca nos saturamos. O amor de
Deus nunca  demais. Ao contrrio, quanto mais recebemos,
tanto mais nos tornamos humildes e pedimos mais.
        Apesar de o amor de Deus no possuir caractersticas
fsicas, tais como peso, dimenso, cheiro, cor ou volume, ele
tem um valor infinito para ns. Eu poderia definir o amor de
Deus com a seguinte idia: suponhamos que todas as pessoas do
mundo, simultaneamente, esto recebendo o amor de Deus e,
simultaneamente, esto tambm retornando amor a Deus. Pois
bem: mesmo que isso estivesse acontecendo h milhes de anos,
Deus ainda teria amor para dar a todos por toda a eternidade.




                             66
Ento, como  possvel medir o amor que Deus sente e d para
os seres humanos?
        Deus no  limitado materialmente e nem  uma massa
slida. Deus no pode ser visto e nem tocado. Ento, de que
forma os seres humanos podero perceber e expressar o amor de
Deus? Vou tentar esclarecer esta questo contando uma das
minhas mais maravilhosas experincias espirituais. Eu sei que
Deus ama Sang Hun Lee. E certo dia Deus me chamou "Sang
Hun!". Eu ouvi a Voz de Deus claramente com os meus
ouvidos. Subitamente, uma luz muito brilhante, resplandecente e
radiante surgiu  frente, atrs e acima de minha cabea. Fiquei
inteiramente envolvido; imerso naquela luz. De repente, senti
que algo daquela luz penetrava em meu corao, transmitindo-
me um sentimento de paz infinita, alegria e plenitude como eu
jamais sequer poderia imaginar sentir. Ainda que eu tivesse a
maior habilidade lingustica, eu no poderia descrever em
palavras o que senti. Todas as palavras do mundo so
insuficientes e completamente incapazes de expressar o amor
infinito de Deus. Uma analogia talvez ajude a expressar o que
senti: eu senti a paz de um beb protegido, saciado e
aconchegado no seio de sua me, escutando as batidas de seu
corao. Ainda que seja uma analogia til, isto sequer se
aproxima de uma descrio completa da minha experincia. O
chamado da voz de Deus transforma, o brilho da beleza daquela
luz envolve e transforma, e a pessoa entra em um estado de
xtase suave e profundo. Meu corpo inteiro parecia derreter-se.
Subitamente, dei-me conta de que estava de p, sozinho. Eu no
podia ver Deus. Como tal encantadora luz pode visitar um ser
humano instantaneamente e continuamente? O amor de Deus se
manifesta como diferentes sentimentos de luz de momento para
momento. Brilhantes luzes, grandes e pequenas, de formas
esfricas como luzes de fogos de artifcios, que envolvem,
escorrem e penetram no corao dos seres humanos, aquecendo-
os, confortando-os; trata-se de luzes de amor com diferentes



                              67
graus de esplendor. O sentimento que sentimos, absorvemos
daquelas luzes, diferem de acordo com as cores, as formas e a
intensidade da radiao das luzes. Alm do amor que eu
experimentei, eu vi o amor de Deus revelado para outras
pessoas, e conclu que Deus  a essncia do Amor.

4.3.3. A Imagem de Deus  Pura Luz

Baseado no que pude sentir e deduzir, penso que aquela luz  a
forma do amor. Porque a imagem de Deus  Fogo e Luz. Os
elementos do amor na mente humana interagem imediatamente
quando a luz de Deus  recebida. Assim como a luz aparece
quando voc pressiona o interruptor, quando voc v a Luz de
Deus, o amor pode comear a operar e a transformar seu corao
no prprio amor.

4.3.4. Amor -- O Presente Supremo de Deus

O amor  o elemento mais valioso e profundo da natureza de
Deus, recebido pelos seres humanos. Os seres humanos
deveriam herdar e praticar o amor de Deus como ele 
originalmente. Todavia, como os homens se desviaram de seu
curso original, o relacionamento homem-Deus foi quebrado.
Para reatar o relacionamento com Deus, os seres humanos
devem se esforar para restaurar sua natureza original a fim de
tornarem-se a imagem e a semelhana de Deus. A melhor
maneira para restaurar a semelhana com Deus  restaurar a
imagem original como filhos e filhas de amor. Amor! Amor!
Amor! Este  o poder fundamental com o qual poderemos
ultrapassar e diluir todas as dificuldades e realizar todos os
nossos desejos. Amor  o maior presente que recebemos de
Deus e  a prova maior de que fomos criados como seus filhos.
Amor! Todos devemos nos empenhar e dedicar todo o nosso ser
para reencontrarmos o amor que perdemos.



                              68
4.3.5. O Motivo da Abertura Total
       das Portas da Bno

A vontade original de Deus para os seres humanos era que eles
mantivessem as qualidades originais com as quais foram
originalmente criados. Todavia, devido  queda, os descendentes
humanos dos pais originais no puderam nascer do amor puro e
natural. Deus teve o seu corao despedaado ao ver Seus filhos
nascerem com um corao conflitado, dividido em duas
naturezas e seguindo duas direes. Portanto, a fim de resolver
os problemas decorrentes de um corao dividido, porque
desviado do plano original e da autoridade de Deus, ns temos
que seguir um caminho de renascimento, como est escrito na
Histria da Restaurao. Nascendo novamente sem o pecado
original, ns podemos readquirir a essncia do amor de Deus e
podemos experimentar o completo amor de Deus. Este  o
motivo porque, devemos nascer de novo atravs dos
Verdadeiros Pais. Este caminho  o caminho da Bno. Isto
explica porque, recentemente, os Verdadeiros Pais ampliaram o
porto da Bno, proporcionando to incrvel benefcio para
toda a humanidade. Mesmo que aqueles que recebem a Bno
no a entendam, uma vez que recebem o grande benefcio de
participar da Bno dos Verdadeiros Pais, eles se tornam
pessoas abenoadas. Alm disto, enquanto os Verdadeiros Pais
estiverem na Terra, haver abertura sem fim para legies de
pessoas receberam esta graa especial e se tornarem pessoas
celestes. Uma vez que tais pessoas caminham pelo curso do
renascimento, atravs da Bno, esta  a poca em que as
pessoas da Terra e seus descendentes podem receber fortunas e
bnos eternas sem terem estabelecido nenhuma condio
especial.




                              69
                                                   Captulo 5
                                SUJEITO E OBJETO

5.1. Sujeito e Objeto -- A Lei do Mundo Espiritual
                            -- 21 De Julho De 1997

5.1.1. O Signficado do Sujeito

Quando o sujeito e o objeto desejam estabelecer uma ao de
dar e receber amor e beleza, a energia primria universal, doada
e controlada por Deus, opera, tornando-se a energia fundamental
pela manuteno da ao recproca entre eles. O sujeito utiliza-
se da EPU para gerar e transmitir novas energias ao seu objeto,
e o objeto, para retornar energia ao sujeito. Assim, a EPU existe
na essncia das energias das aes que constituem todas as
relaes recprocas entre sujeito e objeto que no geram a EPU
por si mesmos, mas esta  fornecida pela presena de Deus
naquela ao, sendo Deus o responsvel ltimo pela manuteno
de nossa vida e de nossa existncia. Nada existe
independentemente da EPU. A prpria existncia do universo
depende da energia gerada nas aes de dar e receber entre os
sujeitos e objetos que o constituem. Portanto, seja no mundo
espiritual ou na Terra, a energia de todos os seres existentes 
gerada e ativada por meio da relao recproca entre um sujeito
e um objeto. Neste ponto, gostaria de descrever uma ao
sujeito/objeto que presenciei no mundo espiritual. No mundo
espiritual Deus ocupa a posio de sujeito. Assim, quando Deus
fornece energia para um casal pessoa espiritual, na posio de
objeto, a energia de Deus  imediatamente transmitida quelas
pessoas espirituais e o par se torna um com Deus
instantaneamente. Por exemplo: quando Deus chama meu nome


                               70
"Sang Hun!" de forma no verbal, eu, como Seu objeto dotado
de uma mente original, sou automaticamente atrado pela ordem
d'Ele. Eu no O interpelo com minhas opinies pessoais,
indagando: Deus, o que significa isto?; ou ainda: Eu no sei do
que O Senhor est falando. Quando Deus me chama eu sou
instantaneamente atrado e unido a Ele.  como se um m
magntico no sul fosse instantaneamente atrado por um m
magntico no norte. Portanto, quando os seres humanos esto
diante de Deus e so atrados por Ele, tudo se passa como se os
homens fossem uma sombra de Deus, um com Deus em um
perfeito e harmonioso relacionamento de sujeito/objeto.
Segundo a lei original da reciprocidade, a energia que atrai, une
e gera a nova energia que mantm a ao de dar e receber nos
pares sujeito/objeto  a energia fundamental do universo. Qual o
tipo de energia mais potente? A energia primria de Deus ou a
energia secundria, gerada na ao de dar e receber entre os
pares sujeito/objeto? Em essncia, no h distino na energia.
O ensinamento importante a obtermos do estudo desse
fenmeno  o conhecimento do modo como um par
sujeito/objeto pode estabelecer uma ao de dar e receber
harmoniosa, sintonizando-se no mesmo nvel da energia de
Deus. Uma vez que Deus transmitiu aos seres humanos a
Energia Primria Universal, somos compelidos a viver de
acordo com a Vontade Original de Deus, i., temos que viver de
acordo com o propsito original estabelecido por Deus no incio
da Criao.
        Desse modo, a fora fundamental da Energia Primria
Universal somente origina uma ao de dar e receber
harmoniosa quando o sujeito e o objeto estabelecem um padro
de atitude comum numa ao recproca. Se um par
sujeito/objeto, seja no reino humano, ou nos reinos animal,
vegetal ou mineral, estabelecer um base comum para a
reciprocidade,      uma      fora    multiplicadora     emerge
automaticamente, e a multiplicao e a perpetuao dos



                               71
indivduos torna-se possvel. Se, ao invs de uma ao de dar e
receber harmoniosa, for estabelecida uma ao conflitante, a
fora multiplicadora no se manifesta e, ao invs de tornar-se
um e perpetuar-se, o par sujeito/objeto se autodestri
reciprocamente. Portanto, uma vez que Deus  a origem e o
padro original da fora imprescindvel  nossa existncia, se
quisermos continuar a existir, devemos desenvolver em nossa
mente e em nossa vida uma atitude afinada com a atitude
original de Deus. Somente assim, poderemos receber a fora do
Sujeito e passaremos a refletir a mesma fora como objetos.

5.1.2. O Significado do Objeto

A energia do objeto deve ser como o reflexo da luz em um
espelho. Deve, instantaneamente, retornar energia ao sujeito no
mesmo momento em que a recebe. Isto significa que, se o
sujeito est unido a Deus e recebe a Sua energia fundamental,
seu objeto tambm poder possuir e receber a mesma energia.
Assim, o sujeito e o objeto no podem relacionar-se
horizontalmente um com o outro independentemente de Deus,
nem podem esperar receber primeiro para dar depois. Eles
devem estabelecer um relacionamento, estando ambos num
mesmo nvel; devem existir em um padro recproco. Em tal
relacionamento, no h prioridade de posio ou de nvel. O
conflito que surge entre um esposo e uma esposa desunidos, e
que no podem se tornar um par sujeito/objeto unificado, no se
origina a partir do padro ou da energia fundamental de Deus,
mas origina-se da natureza decada dos mesmos.
        Ao longo da histria, os pares sujeito/objeto tm sido
descarrilhados do trilho correto, perderam a energia original de
Deus e desviaram-se do reino do Domnio de Deus. Por
conseguinte, uma vez que o objeto deve refletir a ao da fora
fundamental de seu sujeito, ele no deve desviar-se da direo




                              72
da fora original, a qual continuamente atua gerando sua prpria
energia e estabelecendo um circuito recproco.
      Vejamos um exemplo: no relacionamento entre esposo e
esposa, o esposo est na posio de sujeito. No entanto, se
alguma coisa afastar o esposo de sua posio original, a esposa
automaticamente ocupa a posio de sujeito. A posio original
 invertida at que o esposo retorne para sua posio original,
mesmo que isto demore um certo tempo.

5.1.3. O Relacionamento Sujeito/Objeto
       -- O Tpico Principal

Quando um par sujeito/objeto estabelece um relacionamento
recproco harmonioso, a energia do valor original pode ser
manifestada. No entanto, se algo afastar uma das partes de sua
posio original, e as posies ficarem temporariamente
invertidas at que a parte desviada retorne para sua posio
original, a outra parte deve manter-se, simultaneamente,
ocupando e transitando em ambas as posies, do contrrio, a
energia fundamental fornecida por Deus no podendo manter-se
naquele par, poder perder-se e o par se extinguir. Portanto,
para que um par sujeito/objeto -- um casal humano, por
exemplo -- estabelea e conserve uma ao de dar e receber
correta com Deus, deve servir e atender a Deus, que  a fonte
original da energia que os mantm.
      Uma vez que todos os seres existem com base na energia
gerada entre um sujeito e um objeto, a menos que os dois se
tornem um, ambos iro caminhar pelo caminho da
autodestruio e desaparecer. Assim, ambos, sujeito e objeto,
devem esforar-se para se unirem perfeitamente, sempre
examinando a si mesmos para no se desviarem. Devem
constantemente vigiar suas atitudes e ver se esto se amando
centralizados na energia original de Deus, ou se esto sendo
estimulados e impelidos pela energia da natureza decada. Se



                              73
esto cruzando uma ponte feita de pedra, devem dar cada passo
com muito cuidado e na direo do mundo da eternidade.
Assim, sero capazes de viver uma vida plena de sabedoria.

5.1.4. No Existe Exceo na Lei Espiritual

Muitas pessoas entendem que a fora fundamental de Deus  a
Energia Primria Universal. Mas poucas pessoas pensam em
como elas prprias podem possuir essa energia de Deus.
Durante suas vidas na Terra, vocs devem perceber o valor da
energia original. Os raios da energia original podem ser
absorvidos e refletidos somente quando se est caminhando nos
trilhos originais. Nunca fora deles. Mesmo quando voc estiver
caminhando nos trilhos, deve tomar cuidado para no ser
descarrilhado. No mundo espiritual no existem excees nem
perdes. Enquanto vivemos na Terra, podemos ser perdoados
com base nas circunstncias que nos conduziram ao pecado, ou
nas relaes de corao, mas no mundo espiritual, nem mesmo
numa relao de pai e filho, tais atenuantes sero considerados.
No h desculpas nem justificativas. No que as leis espirituais
sejam exageradamente rigorosas, mas porque tudo  regido e
funciona de acordo com o Princpio.
        Voc deve estar se perguntando se o Deus do amor no
deveria ser mais compreensivo e piedoso. Eu respondo: devido
ao fato de Ele ser o sujeito do amor original, se permitir
excees, estar quebrando o Princpio, e a ordem fundamental
ser destruda. Ele tem que ser inflexvel a fim de manter a
ordem correta no mundo da eternidade. Porque Ele nos ama 
que no pode nos livrar das conseqncias de nossas atos.
Portanto, devemos viver cada momento completamente voltados
para a nossa vida na eternidade. O motivo por que eu estou
dizendo tudo isto,  o desejo de cumprir minha misso de ajudar
Os Verdadeiros Pais como filho d'Eles, e para quando eles
vierem para o mundo reorganizar o mundo espiritual encontrem



                              74
uma situao pelo menos um pouco melhor. Se verdadeiramente
somos filhos dos Verdadeiros Pais, devemos viver uma vida de
piedade filial, ajudando a aliviar o fardo dos Nossos Pais.5

5.1.5. O Propsito dos Trs Objetos
       e o Matrimnio Perfeito 6 -- 28 de julho de 1997

As trs finalidades objetivas  a bno preciosa de Deus.  um
presente ofertado por Deus aos seres humanos no momento em
que foram criados. Este princpio veio a existir para possibilitar
aos seres humanos estarem na presena de Deus. No entanto,
devido  queda, o princpio do amor e da beleza, que deveria ser
recproco entre ns como esposo e esposa, foi invadido e
quebrado. Assim, para restaurar nosso estado original
centralizado em Deus, devemos inverter o modo errado como as
trs finalidades objetivas tm sido realizadas desde o tempo de
Ado e Eva. Centralizados em Deus, Ado e Eva deveriam ter
estabelecido um relacionamento recproco de amor e beleza. No
entanto, uma vez que Ado e Eva se relacionaram centralizados
em Satans, o circuito do relacionamento recproco original foi
destrudo. Deus pretende reconstruir o ideal original do reino
dos Cus baseado no amor. Para tanto, pretende restaurar o
modo errado como os seres humanos decados tm realizado as
trs finalidades objetivas, reestabelecendo o valor e o padro
original das trs finalidades objetivas.


5
  Observao da Mdium Young Soon Kim: Uma vez que o que v no mundo espiritual  mais
claro do que o que viu na Terra, o Dr. Lee parece estar repetindo e enfatizando estas vises
depois de analisar suas observaes e experincias no mundo espiritual.

6
   As idia das trs finalidades objetivas significa que, no fundamento de quatro posies -- o
fundamento familiar: Deus, o homem, a mulher e os filhos --, sempre que um dos elementos
est em posio de sujeito, os demais estaro em posio de objeto (de retornar alegria) em
relao quele em posio de sujeito. Assim, na ao de dar e receber entre eles, cada um dos
elementos sempre possuir trs objetos orbitando ao seu redor.




                                            75
5.1.6. Filhos -- O Complemento de um Casal

Uma das mais grandiosas bnos de Deus para ns, seres
humanos, foi a multiplicao dos filhos. Este  um tipo de amor
gape, que doa-se por inteiro e incondicionalmente. Este tipo de
amor no tem sido experimentado normalmente em nossas
vidas. Portanto, como uma fonte d'gua que nunca seca, Deus, o
Rei do Amor, a fonte do amor que nunca secar, deseja dar Seu
amor infinitamente  humanidade. O amor de Deus  como o
amor de um esposo e uma esposa em plena unidade (que deveria
assemelhar-se ao amor de Deus e ser um com Seu amor): deseja
dar e dar contnua e infinitamente. Em tal estado, o amor e
beleza de um casal retornar para Deus como uma oferta
preciosa. Quantos casais existem no mundo atual, vivendo e
praticando o amor de Deus de acordo com a Sua vontade
original?
       O Reino dos Cus no mundo espiritual  um lugar
belssimo, onde os casais vivem retornando amor e beleza para
Deus e realizando o padro original das trs finalidades
objetivas. Portanto, no Reino dos Cus no pode existir
decepo ou falsidades em um casal que se ama. Uma vez que o
amor conjugal  dado e recebido centralizado em Deus, tal casal
deve ter o padro de valor supremo. Durante sua vida na Terra,
o casal deve viver uma vida de total harmonia e unidade com o
amor verdadeiro de Deus, cumprindo assim as trs finalidades
objetivas. De outro modo, quando viermos para o mundo
espiritual no poderemos possuir o amor do Reino dos Cus.

5.2. Natureza Decada e o Significado do Renascimento
                                  -- 28 de julho de 1997

5.2.1. O Significado da Natureza Decada




                              76
A natureza decada  um conjunto de sentimentos e idias que
induzem o homem a viver uma vida descarrilhada dos trilhos do
Princpio original de Deus. Uma vez que todos os homens
decados nasceram com natureza decada, como podero
remover a natureza decada e retornar para os trilhos originais
do Princpio? O motico por que Deus nos ama sem nenhum
motivo ou condio,  simplesmente porque ns somos Seus
filhos. Os seres humanos que esto descarrilhados do trilho
original devem retornar para suas posies originais de filhos de
Deus. Porm,  impossvel alcanar esse objetivo sem o
estabelecimento de uma condio correta. E que condio 
esta? Quando os seres humanos, criados como filhos de Deus,
foram descarrilhados do trilho original e caram, passaram a
servir a um falso senhor. Na verdade, passaram a servir a dois
senhores antagnicos. Hoje,  luz do Princpio Divino revelado
pelos Verdadeiros Pais, eles devem perceber claramente que
Deus  O Verdadeiro Senhor. Assim, somente quando os
homens sarem da posio de servir a dois senhores e retornarem
para Deus  que podero alcanar a restaurao completa.

5.2.2. O Significado do Renascimento

A restaurao completa  simples. No corpo dos seres humanos
est fluindo o sangue decado porque eles nasceram de pais
falsos, decados. Para que as atividades decadas sejam
eliminadas  necessrio eliminar o sangue decado. i.., os
homens devem renascer. No entanto, para que possamos
renascer temos que entender o processo do renascimento. Nossa
linhagem decada deve ser completamente purificada,
santificada atravs do renascimento e devemos tambm herdar o
amor de Deus. Para tornar-se renascido, nosso corpo precisa
retornar ao ventre materno e nascer outra vez. Isto pode parecer
uma fantasia, no entanto, o Princpio Divino nos ensina que
podemos voltar para Deus, estabelecendo uma indenizao de



                               77
valor menor. Logo, o renascimento a que nos referimos no 
um novo nascimento fsico, mas um nascimento espiritual.
Assim, precisamos de novos pais, que so Os Verdadeiros Pais.
Desta modo, a humanidade decada no pode retornar para Deus
sem a intermediao dos Verdadeiros Pais, uma vez que o
pecado original s pode ser removido por meio de um
renascimento espiritual atravs dos Verdadeiros Pais. Somente
atravs deles  que os seres humanos decados podem vir para
Deus como Seus filhos originais, com o valor de Deus. Uma vez
que herdamos o pecado original juntamente com a natureza
decada de Satans, temos que ser separados dessa sujeira. 
absurdo pensar que podemos nos restaurar por nossos prprios
meios. A separao do pecado original  possvel somente
quando percebemos o valor da Bno do sagrado matrimnio
dada pelos Verdadeiros Pais. Desta perspectiva, podemos
aprender que a Bno  altamente significativa e valiosa. A
bno possui valor eterno. Somente depois de vir para o mundo
espiritual  que eu percebi ainda mais profundamente o valor
original e a grandeza dos Nossos Verdadeiros Pais.

5.2.3. O Significado do Fundamento de Quatro Posies 7
                                -- 31 de julho de 1997

O fundamento de quatro posies representa a base onde um
sujeito e um objeto unem-se e multiplicam-se centralizados em
Deus. Os seres humanos foram criados como filhos de Deus

7
  O fundamento de quatro posies  o modelo fundamental da ordem universal.  formado por
quatro elementos bsicos: Deus (o ser original), sujeito e objeto (os seres divididos) e o resultado
unificado dos seres divididos (o ser resultante). Vejamos alguns exemplos: o tomo  formado
por prton (sujeito), eltron (objeto) e prton e eltron unificados (o ser resultante). Mas para
que o prton e o eltron se unam  imprescindvel a presena da Energia Primria Universal, ou
seja, a presena de Deus. O mesmo ocorre com relao  famlia e a todos os demais fenmenos
naturais e sociais. Desse modo, nada existe no universo fora do fundamento de quatro posies.
Portanto, o fundamento de quatro posies  a base elementar da existncia e o fundamento que
possibilita a onipresena divina do cosmos.




                                               78
com base no propsito original da Criao. Para estabelecer o
ideal divino de sujeito/objeto unidos, eles deveriam se
desenvolver dentro da esfera do amor de Deus e cumprir o ideal
original da Criao. No entanto, satans tornou-se o dominador
deste mundo. Assim, o mundo ideal somente ser construdo
quando o mundo decado, sob o domnio de satans, for
restaurado e colocado sob o completo domnio de Deus. Atravs
de Sua Providncia da Restaurao, Deus tem procurado pelos
Seus filhos, os seres humanos, a fim de construir o Cu na Terra.
Quando todas as pessoas da Terra voltarem para o seio de Deus,
o Reino Eterno do Cu no mundo espiritual ser construdo
centralizado em Deus.

5.2.4. A Formao do Fundamento de Quatro Posies
       e As Caractersticas Duais de Deus

O fundamento de quatro posies  o cerne do Princpio Divino,
e ele ensina que o casal deve unir-se centralizado no amor e
multiplicar filhos. No entanto, a formao do fundamento de
quatro posies, quando visto do mundo espiritual, contm mais
estmulo e mistrio. O fundamento de quatro posies significa
que o esposo e a esposa, sujeito e objeto, esto unidos e
multiplicando filhos centralizados em Deus. Quando um homem
e uma mulher esto unidos e amam-se um ao outro, no h
distino entre sujeito e objeto. Eles se tornam um s corpo
unificado. Mais que isso, o amor de Deus envolve-se e mescla-
se ao amor daquele casal. Assim, a nica imagem visvel para
algum que os observa de fora  uma luz resplandecente. Desse
modo, conclu que a beleza do amor  o nico aspecto dele que
pode ser visto.

5.2.5. A Unidade do Amor no Mundo Espiritual




                               79
Qual a aparncia dos filhos do amor? Os filhos do amor
resultam da unidade, assim como um casal de amor. Os pais e os
filhos existem unidos em um s com seu amor. Embora sejam
trs pessoas distintas -- pai, me e filho -- eles no aparecem
separadamente se esto unidos no amor. Devido ao estado de
unio no amor entre eles, estes podem aparecer sob a forma do
pai, da me ou do filho. No entanto, quando comeam a
conversar entre si, os trs aparecem novamente como pessoas
distintas. Isto significa que, no mundo espiritual, uma famlia
existe realmente como uma unidade plena, mas todos os entes
daquela famlia, se o desejarem, podero manifestar-se
individualmente. A formao do fundamento de quatro posies,
portanto, significa que, se estamos unidos e centralizados em
Deus, seremos um s corpo com Deus. Portanto, embora na
Terra os entes de uma famlia existam como seres
individualizados, aqui uma famlia  um ser unificado entre si e
com o prprio Deus.  um mistrio profundo e insondvel.
       Um casal unido com Deus vive como um s corpo,
embora sejam pessoas diferentes.  assim que as pessoas
espirituais no mais alto nvel nos aparece. Por outro lado, um
sujeito e um objeto no completamente unidos, no aparece
como um ser unificado, nem tampouco a luz resplandecente de
Deus pode ser vista emanando deles. Somente as pessoas que
atravessam todas as portas podem alcanar o nvel da unidade
plena entre si e com Deus. Portanto, o estabelecimento do
fundamento de quatro posies significa que o casal, como
manifestao das caractersticas duais de Deus,  unido pelo
amor entre eles e por Deus. O fundamento de quatro posies 
o propsito fundamental de Deus e  o fundamento para a
energia fundamental do amor de Deus existir e operar neste
mundo.

5.2.6. Os Verdadeiros Pais do Cu e da Terra.




                              80
Deus queria construir o mundo ideal do bem absoluto. No
entanto, devido  queda humana o mundo tornou-se mal. Mais
adiante, o curso da histria da restaurao tornou-se um
emaranhado de ns. Assim, a Providncia da Restaurao
consiste em desatar, um por um, os ns emaranhados de
ressentimentos e tristezas da histria. Feito isto, o mundo
decado ficar finalmente sob o domnio de Deus. Para isto
acontecer, deve vir a este mundo o Senhor capaz de concluir a
Providncia da Restaurao. Com Ele, ter incio o
estabelecimento do Cu na Terra e no mundo espiritual. Este
Senhor so Os Verdadeiros Pais. A histria da salvao da
humanidade iniciada pelos Verdadeiros Pais tem contribudo
grandemente para o desenvolvimento da histria da salvao
humana. Atravs desta providncia fundamental, um mundo
ideal eterno poder ser estabelecido tambm aqui, no mundo
espiritual.
       Uma vez que Os Verdadeiros Pais esto agora na Terra,
Eles so os Verdadeiros Pais no apenas do mundo fsico, mas
tambm do mundo espiritual. So os Senhores do eterno mundo
espiritual e os Senhores do Reino dos Cus ideal. Portanto, as
pessoas espirituais dos diversos nveis vivem com a esperana
do dia em que Os Verdadeiros Pais viro para o mundo
espiritual e construiro o mundo ideal aqui. As pessoas
espirituais de alto nvel, que vivem em um ambiente
correspondente, sabem do mundo de esperana que est por vir,
mas as pessoas espirituais de baixo nvel no tm conscincia do
quo terrvel  o mundo em que vivem atualmente. Para eles,
nada h para esperar; no h esperana. Existe apenas dor e
sofrimento contnuo. Portanto, quanto maior o nmero de
pessoas que forem para o inferno, mais complicado ficar o
mundo espiritual e mais rduo e difcil ser o trabalho que Os
Verdadeiros Pais tero que realizar depois que vierem para o
mundo espiritual. Atualmente, porque a bno externa tem sido
dada livre e amplamente, o destino daqueles que vm para o



                              81
mundo espiritual depois de receber a bno mudar bastante.
Sejamos os pioneiros que construiro o Reino dos Cus eterno.
Este  o modo como praticaremos nossa piedade filial.
Concluindo: a realizao do fundamento de quatro posies  a
realizao do Reino dos Cus na Terra. E a realizao do Reino
dos Cus  a prtica de nossa devoo filial para com Os Nossos
Verdadeiros Pais.
5.3. O Ideal do Cu -- Um Mundo sem Fronteiras
                              -- 7 de Agosto de 1997

O Cu  um lugar onde se renem as pessoas que receberam o
reconhecimento como filhos de Deus. Eles so os donos do
mundo. O cu ideal  realizado por aqueles que vivem pela
causa dos outros e no pensam ou agem por si mesmos.
      Como se comportam as pessoas no Cu? O
comportamento das pessoas no Cu decorre de suas prprias
atitudes de humildade e de suas prprias vontades, e no da
vontade de outras pessoas. O Cu no  um lugar onde algum
lhe ordena para ir ou vir. No  um lugar onde algum
estabelece uma organizao social. Ao contrrio,  o lugar onde
as pessoas agem por conhecer e sentir Deus at em sua prpria
respirao.
      Existem fronteiras ou cercas no Cu? No. No h classes
no Cu. No existem quaisquer normas ou distines quanto 
aparncia fsica das pessoas, se elas so altas ou baixinhas, ou
menos bonitas que outras. No Cu ningum se importa com a
posio social das pessoas. Aquele que estava na mais alta
posio na Terra e aquele que estava na posio mais baixa, so
unidos pelo amor um ao outro. No Cu no existe a terrvel cena
onde um ser humano se humilha perante um outro, como na
Terra. Aquele que concretiza o ideal do Reino dos Cus  aquele
que conhece os ideais de Deus e realiza a Vontade fundamental
de Deus, vivendo-a. As leis do mundo espiritual so muito
precisas e perfeitas. As avaliaes so muito exatas e inflexveis.



                                82
Assim, as pessoas da Terra devem estar sempre ansiosas para
viver no Reino dos Cus ideal

5.4. O Princpio da Reciprocidade
     e o Ideal do Reino dos Cus

O Princpio da reciprocidade pode ser explicado atravs do
Princpio da ao de dar e receber. O sentido da ao de dar e
receber no se refere ao ato de dar e receber bens. As partes
sujeito e objeto devem saber identificar em quem a ao est
centralizada. Sujeito e objeto no podem cultivar ideais
centralizados em si mesmos. Eles tm que conhecer a direo
correta dada por Deus. Viver o Reino dos Cus  viver
continuamente baseados na ao de dar e receber. Esta atitude
leva o objeto a direcionar-se sempre para o ser que detm a
energia fundamental, o sujeito. No princpio da reciprocidade, a
energia do sujeito  gerada quando o sujeito est voltado para a
causa do objeto. Estas energias so as energias fundamentais
que seguem o princpio da reciprocidade e leva toda a energia a
ser direcionada para Deus. Eu gostaria de dizer que a
concretizao do Cu  o primeiro propsito da existncia do
princpio da reciprocidade.

5.5. O Bem e o Mal Praticados na Terra
     So os Critrios de Reconhecimento no Cu

H muitas portas pelas quais teremos que passar para entrar no
Reino dos Cus. O Cu  o celeiro onde voc junta todos os
frutos de sua vida. Aqui, eles medem a qualidade e o peso de sua
bagagem e vem quanto reconhecimento voc merece. Em
outras palavras, eles comparam o peso do bem e do mal que
voc fez em sua vida na Terra. Como foi sua vida na Terra? Ela
foi direcionada para Deus, ou apenas para voc mesmo? Quais
foram suas vises do mundo e do seu pas? O que voc deixou



                              83
como legado na Terra? Todos estes fatos so levadas em
considerao.
      Existem tantas avaliaes desse tipo que chega-se 
avaliao de sua vida nos mnimos detalhes. Voc se sentir
como a gua retirada de um rio que finalmente chega  mesa de
jantar depois de ser esterilizada e filtrada dezenas de vezes. Mas
a situao no  como em um interrogatrio, onde um policial,
aps lhe fazer vrias perguntas, lhe encaminha para um
determinado porto. Em minha experincia pessoal eu me senti
como se atrado por um m. Eu me senti como se estivesse
sendo impelido para atravessar diversas portas e eu tinha
conscincia de que no poderia escapar de sequer uma delas.
Quando voc chega a uma porta e  rejeitado devido a seus
pecados, a angstia e o sofrimento que voc sente 
indescritvel.  por demais vergonhoso e pavoroso. H muitos
nveis de ambientes e de vida por detrs daquelas portas.
Existem muitos mais lugares do que simplesmente o Cu, o
Paraso e o Inferno a que nos referimos na Terra.
      De que modo poderemos ser aceitos, cruzar todas aquelas
portas e ir para o Cu? Todos os seres humanos algum dia
devero cruzar todas as portas e ir finalmente para o Cu.
Assim, se houver alguma porta que voc no pde atravessar
devido aos seus pecados, voc ficar um certo tempo naquele
nvel e ambiente a fim de pagar indenizao de acordo com o
perodo de tempo (condio da bno especial de Deus)
baseado nas realizaes dos seus descendentes na Terra: orao,
oferta, servios pblicos, e assim por diante. Quando a
indenizao estiver paga, voc ascender at uma outra porta.
Contudo, devido ao egosmo e  ignorncia dos descendentes na
Terra, as pessoas podero ficar um tempo quase infinito presas
num determinado estgio. As pessoas espirituais esto
aguardando com grande esperana a vinda dos Verdadeiros Pais
para o mundo espiritual. Quando isto ocorrer, elas estabelecero
novos padres para atravessar outras portas e ascender para



                               84
outros nveis. Eu estou realmente preocupado com esta situao,
pois sei que tudo isso representar muito mais trabalho para Os
Verdadeiros Pais.

5.6. Energia Primria Universal, Ao de Dar e Receber,
     e o Princpio da Reciprocidade do Ponto de Vista das
     Caractersticas Duais de Deus -- 4 de Agosto de 1997

Dizer que os seres criados possuem caractersticas duais
significa dizer que eles so expresses das caractersticas duais
de Deus; que Deus manifestou neles as Suas caractersticas
duais. Os fatores que possibilitaram o fenmeno da criao
foram a Energia Primria Universal, que consiste na forma
externa (na matria prima) de Deus, e a Ao de Dar e Receber,
que consiste no modus operandi do prprio Deus. Em outros
termos: a ao existente em Deus  o fator que estabelece a
relao harmoniosa entre as caractersticas duais de Deus. E
quanto ao princpio da Reciprocidade? O princpio da
reciprocidade  o nome que se d  relao (ao de dar e
receber) estabelecida entre um sujeito e um objeto, os elementos
duais da natureza de Deus e de todos os entes do cosmos. A
EPU manifesta os seres criados de caractersticas duais e
impulsiona a relao entre eles (ao de dar e receber). A partir
desse impulso inicial, a prpria ao de dar e receber gera a
energia necessria para que o ser dual exista, se multiplique e se
perpetue.
      O Princpio Divino diz que estes fatos resultam da
mxima Energia Fundamental. Assim, um ser consiste de
caractersticas duais, Energia Primria Universal e ao de dar e
receber. Mas a origem e a natureza desses trs fenmenos  a
mesma: a Energia Fundamental de Deus. A fora fundamental
para as mudanas das estaes no  gerada pelos seres
humanos. A origem de todas as formas de energias existentes e
atuantes no mundo criado provm de um nico tipo e de uma



                               85
nica fonte: a Energia Fundamental de Deus. Verdadeiramente,
no podemos entender o que  a energia, nem qual a fonte da
energia que possibilita a existncia do Deus eterno. Assim,
humildemente, diremos simplesmente que Energia Fundamental
 a energia de Deus, meu Pai, o criador do universo e da
humanidade.
      Deus  o Senhor Absoluto do mundo espiritual, que 
ilimitado e eterno. O mundo espiritual no pode ser entendido
pela nossa razo e nem o podemos tocar ou experimentar com
nossos sentidos fsicos. No  possvel definir ou descrever
Deus, no importa quanto tempo voc estude. Deus  aquele que
no pode ser visto, explicado ou definido por nenhum dos
nossos sentidos ou emoes. Eu, Sang Hun Lee, sempre apreciei
as razes lgicas e as anlises experimentais. Todavia, Deus  o
Senhor da luz eterna que no pode ser dividido nem analisado.
Deus  aquele que dirige a Providncia e guia as pessoas
profundamente com Sua luz resplandecente.
      Oh, meu Deus! Eu pensei que poderia estudar e entender a
natureza de Deus quando viesse para o mundo espiritual. No
entanto, desde que estou aqui, eu simplesmente estou cheio de
admirao por ver esta enorme extenso do universo, e minhas
expectativas de que poderia analisar o mundo espiritual parecem
estpidas agora. Meu Deus, por favor, perdoe este filho. O
Senhor  Aquele que no pode ser comparado com nenhuma
outra realidade em lugar algum. Sua existncia e Seu valor so
nicos, incomparveis!  Pai Celestial! No h outra forma de
expressar meus sentimentos a no ser chamando o Seu nome
com profunda admirao Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Oh,
meu Deus! Por favor, perdoe-me. Aqui eu aprendi que aquele
que acredita poder estudar e analisar a Deus  a pessoa mais
tola. Uma pessoa sbia, somente pode admiriar-se e dizer: Oh,
Meu Pai Celestial! Nada mais. Aqui percebe-se que a fonte
fundamental de toda a energia que constitui e move o universo 




                              86
a expresso da Energia Primria do Pai Celestial. Exatamente
como est afirmado no Princpio Divino.

5.8. O Porqu da Estrutura Dual dos Seres Humanos
                            -- 4 de Agosto de 1997

Analisando a estrutura do ser humano, nota-se que este no foi
criado como uma existncia individual, para viver sozinho. Um
homem ou uma mulher foram criados um para o outro, o sujeito
para o objeto e este para o sujeito. Quando um sujeito e um
objeto estabelecem a ao de dar e receber plenamente, os dois
se tornam apenas um, este  o fundamento atravs do qual Deus
pode agir e existir neles, que se tornam o objeto da alegria de
Deus. A mente da maioria das pessoas est preenchida por
pensamentos egostas. Elas simplesmente almejam viver
voltadas para si mesmas e defendendo seus prprios interesses.
No entanto, viver como indivduos solitrios no est de acordo
com a Vontade original de Deus. Uma pessoa leva uma vida de
solteiro, no  nem jamais se tornar um filho de Deus, mas ser
uma daquelas pessoas que vivem profundamente envergonhadas
no mundo espiritual. Se os seres humanos tivessem sido criados
para viver como indivduos solitrios, a Criao de Deus,
mesmo expressando a mais alta beleza e inteligncia, tornar-se-
ia um completo fracasso. Na verdade, o universo como o
conhecemos sequer existiria.

5.9. Viver para os Outros: A Finalidade
     da Existncia Humana

Uma vez que o ser humano  a ltima e a suprema criao de
Deus, este deve possuir o elemento mais desejvel por Deus,
isto , o corao de amor e zelo para com o cnjuge. Portanto,
de acordo com a estrutura dual da humanidade, um homem e
uma mulher so partes complementares um do outro, ambos



                              87
necessitam de sua contraparte complementar a fim de refletirem
a imagem divina. A natureza original dos seres humanos os
induzem  procura espontnea de sua parte complementar;
ambos, homem e mulher, foram criados com um corao inato
para amar e tornarem-se um com sua parte complementar.
Todos os seres humanos foram criados por Deus com a
tendncia inata de viver para os outros. Se um homem ou uma
mulher opem-se a esta tendncia original, isto representar um
crime contra Deus, e ele ou ela no ter lar no mundo espiritual.
Uma vez que ningum pode viver para sempre na Terra, ambos
vagaro perdidos pelo mundo espiritual. Por esta razo,
devemos apreciar o valor da vida que Deus nos deu e viver para
servir a Deus e aos outros.

5.10. O Ser Humano como Centro do Amor
                   -- 4 de Agosto de 1997

Uma vez que o homem possui uma estrutura dual, ele pode
tornar-se o centro do amor e pode estar diante de Deus como um
ser completo, aperfeioado. Em outras palavras, Deus criou o
homem com a mais alta inteligncia, distinguindo-o do restante
da Criao. Por esta razo, o homem deveria desenvolver um
modo de vida superior ao modo de vida de todos os outros seres
da Criao. Todavia, devido  queda, o homem no pde
realizar este propsito. Portanto, tem que assumir sua
responsabilidade como verdadeiro filho de Deus, seguindo as
orientaes divinas para retornar  sua posio original. Por que
isto  assim? Porque Deus  o criador do homem e de toda a
Criao, os quais constituem Seus objetos de alegria. Assim, o
valor de um objeto de alegria somente se concretiza quando tal
objeto cumpre a finalidade para a qual foi criado, que  retornar
beleza e alegria para o sujeito que o criou -- Deus.




                               88
5.11. O Ser Humano como Mediador do Amor

Deus criou e dotou o homem com o valor do amor. Valor que os
demais seres da Criao no possui. O amor no pode ser gerado
por um ser individualizado. O amor somente pode emergir
quando um sujeito e um objeto se unem, tornam-se um. Desse
modo, o ser humano, que  o mdium do amor, torna-se o centro
do amor, retornando alegria suprema a Deus e se qualificando
como verdadeiro filho. Assim, o homem deve tornar-se o
mdium do amor, ofertando amor supremo a Deus e alegrando
Seu corao. O homem deve alcanar o padro de valor
originalmente recebido de Deus no ato da Criao. O homem
deveria despender seu esforo mximo a fim de transformar seu
modo de viver, sua vida, numa fonte de felicidade para Deus.
Para alcanar este nvel de vida, devemos amar nosso cnjuge,
tornarmo-nos filhos e filhas de Deus retornando alegria e glria
a Ele. Esta  a perfeio do homem.

5.12. O Amor Verdadeiro  o Amor Original
                    -- 7 de Agosto de 1997

O amor verdadeiro  o amor original que foi perdido no Jardim
do den por Ado e Eva, e o qual buscamos reencontrar a fim
de viver com Deus. O amor  verdadeiro somente quando seu
padro de valor estiver centralizado em Deus. No existe amor
verdadeiro sem Deus. Devido  queda, Ado e Eva no
ofertaram o primeiro fruto de seu amor para Deus. Desde ento,
Deus e o ser humano tm vivido como Pai e filhos de tristeza.
Uma vez que Satans roubou o primeiro fruto do amor, Deus
tem trabalhado para reav-lo. No entanto, j que incontveis
sementes pecaminosas foram plantadas na Terra, Deus est
trabalhando para separar os gros a fim de arrancar e destruir o
fruto do pecado e trazer os gros puros de volta para Si.




                              89
      Para trazer de volta a Si o primeiro fruto do amor roubado
por Satans, Deus precisa de uma estratgia. Tal estratgia, a
Providncia da Restaurao e o mecanismo utilizado por Deus
so as condies de indenizao. Uma vez que os Verdadeiros
Pais vieram para a Terra, as frmulas que Deus tem empregado
ao longo da histria tm produzido seus resultados finais. Isto
tem sido assim porque o propsito ltimo da Providncia da
Restaurao de Deus  resgatar Seus filhos perdidos. A
humanidade deve realizar o amor verdadeiro original e retornar
este amor verdadeiro a Deus. Somente aqueles que foram
selecionados por Deus para atingir o renascimento do padro
dos Verdadeiros Pais atravs da Bno, podero emergir como
verdadeiros filhos de Deus. Aqueles que no passaram pela
cerimnia da Bno, no so qualificados como primeiros
frutos.
      Para que possam ser guiados por Deus, pelo amor
verdadeiro original, o casal que recebeu a Bno dos
Verdadeiros Pais deve se amar, multiplicar filhos e estabelecer o
fundamento de quatro posies. A presena do amor verdadeiro
no casal resulta na unidade plena entre os cnjuges e entre os
pais e os filhos, levando-os a amarem-se uns aos outros
centralizados em Deus.

5.13. Luz -- A Imagem do Amor Verdadeiro

No mundo espiritual, o amor verdadeiro pode ser visto como
uma luz perfeita e radiante e essa luz resplandecente pode
irradiar dos filhos e dos pais. A fonte original que alimenta essa
luz  a verdadeira encarnao do amor verdadeiro que Deus nos
deu. Se o esposo e a esposa no se tornarem um, e os filhos
igualmente no se tornarem um, a luz do amor verdadeiro no
pode ser completamente irradiada deles. Ns, normalmente,
somos concebidos do amor verdadeiro como um amor gape,
que damos e recebemos eternamente. No entanto, a plenitude do



                               90
amor verdadeiro flui de ns quando estabelecemos um perfeito
fundamento de quatro posies centralizado em Deus. Portanto,
aqueles que no renascerem atravs da Bno, no podero
unir-se  corrente do completo amor verdadeiro. Eles no
possuem o bilhete para entrar no Reino dos Cus no mundo
espiritual. Portanto, todos devero participar da Bno do
Sagrado Matrimnio e alinhar-se com a linha da Bno.

5.14. O Amor Original
      -- 7 de Agosto de 1997

Deus expressou certa ocasio que  muito bonito observar Ado
e Eva se amando. Deus sentiu-Se alegre e extasiado ao v-los.
Originalmente, Deus desejou que eles se amassem sempre
assim. No entanto, por causa da queda, Deus perdeu todo o amor
de Seus filhos. Desse modo, a humanidade tem a
responsabilidade de consolar o corao pesaroso de Deus e de
alegrar a Deus novamente. Eu falei sobre o amor original
quando discuti sobre o amor verdadeiro. Agora, irei definir os
modos de expresso do amor original. So trs os modos de
expresso do amor original: a) o amor do esposo e da esposa
centralizado em Deus, b) o amor dos filhos centralizado em
Deus e c) o amor verdadeiro (de toda a famlia) centralizado em
Deus.

5.15. A Aparncia do Casal Original na Presena de Deus

Qual  a aparncia de um casal que estabeleceu o amor original,
quando vm para o mundo espiritual e ficam diante de Deus?
Eles vm para o mundo espiritual como noivo e noiva, e entram
no salo do matrimnio usando as roupas mais belas da Terra. 
uma imagem celestial. A ocasio em que Deus recebe o noivo e
a noiva  de um valor e de uma beleza extrema. A cena me
reporta  imagem de um anjo do cu descendo para a Terra. O



                               91
bom homem e a boa mulher caminham em direo a Deus e
oferecem uma inclinao completa, enquanto recebem a luz
resplandecente de Deus embalados por uma suave e belssima
msica. Dentro do brilho radiante daquela luz, o esposo e a
esposa se abraam. A viso do casal se amando, envolto e
irradiando intensa luz, transmite-nos o sentimento de um mundo
de unidade e pleno de luz. Na essncia daquela luz, Deus os
envolve e Se alegra participando de seu amor.
       A noiva que vem para o mundo espiritual antes de seu
noivo, igualmente encaminha-se para Deus e, n'Ele, aguarda a
vinda de seu noivo. Esta  a descrio da ocasio em que o Dr.
Sang Hun Lee estava indo em direo a Deus. Estas cenas me
fizeram pensar que este era o tipo do amor original que Deus
desejou estabelecer no Jardim do den.

5.16. O Princpio da Reciprocidade
      na Viso Amor Original -- l8 de Agosto de 1997

O amor original  o amor que Deus queria estabelecer no jardim
do den. De que modo este amor se relaciona com o princpio
da reciprocidade? A essncia do Princpio do relacionamento
consiste no ato recproco de dar e receber voltado para o servio
aos outros. O que eu quero dizer com a expresso o princpio da
reciprocidade na viso do amor original, relaciona-se ao fato de
que o Reino dos Cus  um mundo constitudo por bons homens
e boas mulheres, vivendo em unidade e harmonia, voltados para
a causa dos outros.

5.17. A Vida Conjugal Original
      na Viso do Princpio da Reciprocidade

O que  a vida de um casal no mundo espiritual, na viso do
princpio da reciprocidade? Vamos falar por meio de um
exemplo: quando um casal est sentado  mesa de refeies, se o



                               92
esposo pensar em um tipo especfico de prato, a esposa capta o
seu pensamento e o seu desejo , se desejar satisfazer o desejo
de seu esposo, no momento em que ela pensar e desejar, aquele
tipo de alimento aparece subitamente na mesa, diante de seu
esposo. Do mesmo modo, quando o esposo sente gratido por
sua esposa, naquele exato momento ela capta seu sentimento de
gratido e sorri para ele. Assim  a realidade no mundo
espiritual. Tudo pode ser realizado por um simples pensamento.
No h tempo ou espao no mundo espiritual.
       Por outro lado, eu tive a oportunidade de ver algumas
pessoas comendo no inferno. Naquele nvel de vida, ningum
pode captar os pensamentos uns dos outros. Ao contrrio, o
inferno  semelhante a uma priso onde as pessoas, famintas,
brigam constantemente para adquirir alimentos. No Reino dos
Cus, os casais conhecem os pensamentos, as palavras e as
aes uns dos outros com um simples olhar. Uma vez que todos
vibram em unssono com um mesmo corao, eles podem captar
o desejo uns dos outros e responderem instantaneamente como
se atrados por um im. Por conseguinte, as pessoas do Reino
dos Cus so sempre muito humildes umas com as outras, e
expressam sempre uma atitude recproca de respeito um pelo
outro com um sorriso caloroso e pacfico.
       O mundo do amor original  o mundo dos casais que
vivem com o corao repleto do desejo de dar e receber
centralizado em Deus, e que danam de xtase na luz de Deus,
do mesmo modo que uma pessoa desfruta dos mornos raios do
sol da primavera. Todos os casais na Terra sonham com o ideal
do amor original. Por isso, eu desejo que vocs vivam uma vida
aceitvel por Deus.




                              93
                                                    Captulo 6
                                           O HOMEM
                                       E O UNIVERSO

6.1. O Domnio do Universo e o Valor do Ser Humano
     -- o Homem como Agente Supremo da Criao
                              -- 8 de Agosto de 1997

Deus, que criou o cu e a Terra, criou a humanidade como o
primeiro agente acima do mundo inteiro da criao. No entanto,
por causa da Queda da humanidade, parece que o valor de todas
as coisas e o valor da humanidade foi invertido. Por esta razo, a
humanidade perdeu o valor da existncia como filhos de Deus.
Deus sente muita tristeza por isso, pois construiu o mundo para
que Seus filhos crescessem e se multiplicassem com paz e
alegria. Contudo, o primeiro agente da criao do cu e da Terra
-- o homem divino -- jamais viveu na Terra. A tarefa do
homem atual  restaurar-se da posio decada em que se
encontra e retornar a Deus, entrando nos trilhos originais da
verdade do amor. A nica maneira do homem tornar-se o
proprietrio legtimo de todas as coisas,  posicionando-se no
padro do valor da Bno, renascendo atravs dos Verdadeiros
Pais. Deus, originalmente, abenoou o homem para que ele
fizesse o que desejasse no Jardim do den. Isto , Deus
concedeu a ele a qualificao de regente da criao. Atravs do
renascimento, o homem pode reaver novamente seu papel como
o primeiro agente no Jardim, e obter o padro de valor como o
regente amoroso do Universo. Que nvel de padro de valor a
humanidade poder atingir? O nvel de filhos de Deus e
senhores do mundo inteiro da Criao. Deus criou todas as


                               94
coisas para a humanidade. Portanto, Deus sentir alegria apenas
quando a humanidade se alegrar junto com Ele, na posio de
regente de todas as coisas.

6.2. A Harmonia entre o Homem e o Universo

Voc no acha que deveria existir uma relao recproca entre o
homem e o universo, uma vez que este  o objeto de sua alegria?
Vejamos como a harmonia de todas as coisas e os seres
humanos, os primeiros agentes do Universo, aparece no mundo
espiritual. Quando um casal abraa a natureza, gramas, flores e
pssaros  sua volta, cada um desses seres da natureza
harmoniza-se com aquele casal, como se fossem uma unidade.
Uma folha de grama tocada com amor irradia lindas cores,
"danando" levemente com tal estmulo. Os pssaros se renem
e entoam seus lindos cantos. At a brisa que sopra se harmoniza
com aquele casal, acariciando-o como um suave toque de seda.
Tudo em volta daquele casal irradia beleza. Quando o casal faz
amor imerso em tal atmosfera, Deus responde com um jato de
raios de luz brilhante. Podemos imaginar tal cena como em um
filme, onde o rei e a rainha no castelo, cobertos por belssimas e
suaves vestes nupciais, amam-se enquanto ouvem a doce
melodia de uma harpa. Todavia, mesmo tal cena, no pode ser
comparada com o amor verdadeiro do Cu. O homem recebeu
um tesouro abundante de Deus: o direito de ser o regente de
todas as coisas. No entanto, por causa da Queda, ele no pode
sentir ou ver tal tesouro. Porm, se obtivermos o padro de valor
de um homem perfeito, poderemos restaurar todos os
relacionamentos. Por isso, o homem tem que tomar
conhecimento de seu valor como o senhor original do universo
inteiro e retornar gratido e glria a Deus.

6.3. O Domnio do Universo e o Amor de Deus
                      -- 8 de Agosto de 1997



                               95
6.3.1. Ns Somos Filhos de Deus

Deus criou a humanidade como Seus filhos. Deus no pode
deixar de ter um corao sofrido em relao a seus filhos,
enquanto estes no retornarem para o seio de Deus e, ao
contrrio, continuarem vagando distantes d'Ele. Por esta razo,
h perodos em que Deus inverte a regncia, tornando-se Ele
mesmo O regente indireto do universo. Fazendo isto, Deus
sente-Se confortado, e pode apreciar pacientemente as coisas da
criao. No entanto, Deus somente sentir alegria quando Seus
filhos ocuparem a posio de regentes primrios de todas as
coisas. Isto  assim porque todas as coisas desejam estar sob o
domnio dos seres humanos.

6.3.2. Ns Somos as Fontes da Alegria de Deus

Quando Deus sente a harmonia do ambiente, enquanto o casal
est diante D'ele, retornando alegria e glria a Ele, Deus deseja
abeno-los, e repete que o mundo da criao  todo deles.
Nesse instante, um fulgurante jato de luz envolve todas as
coisas, reafirmando que o regente primrio de tal mundo
maravilhoso  a humanidade. Ento, Deus abenoa o casal para
usufruir da criao conforme desejar. Quando um bom homem e
uma boa mulher, que receberam esta Bno, caminha no
mundo espiritual, cada folha de grama vibra e dana com
alegria. E o casal sente o amor de Deus, dentro da beleza e
xtase daquela atmosfera, onde os pssaros se alegram com o
prprio som de seus gorjeios, brisas sopram e entoam suaves
melodias e uma doce fragrncia enche o ar. Assim, uma vez que
o mundo da criao  a expresso do amor devotado de Deus,
que Ele nos d por Sua graa, devemos retornar amor para Deus,
com alegria, como os regentes primrios do mundo da criao.




                               96
6.3.3. Ns Somos os Herdeiros de Deus
       -- O Valor Divino do Homem Perfeito
                      -- 8 de Agosto de 1997

Quando o homem cresce de maneira correta, sendo
completamente aceito por Deus como Seu filho, ele se torna um
filho perfeito de Deus e herda tudo. Assim, o homem que 
reconhecido como o regente do mundo da criao, pode
posicionar-se como objeto da alegria eterna de Deus. O homem
que possui o padro de corao que pode conhecer o
pensamento de Deus, pode viver e alegrar-se com Deus. Tal
homem obteve o padro de valor de Deus.
      Por esta razo, verdadeiramente, o homem pode alcanar a
posio e o valor de Deus, e este  o ltimo desejo de Deus para
o homem. Deus quer que o homem esteja em uma posio
perfeita, onde possa abeno-lo com as palavras: Tudo isso 
seu. Voc fez tudo. Nessa posio sempre viveremos dentro do
esplendor de Deus.

6.4. Caim e Abel  Luz do Princpio da Reciprocidade
                              -- 9 de Agosto de 1997

O princpio da reciprocidade j foi mencionado aqui muitas
vezes. Agora, eu irei falar sobre como o relacionamento tipo
Caim e Abel funciona no mundo espiritual, em relao ao
princpio da reciprocidade. Deus iria dar para Caim exatamente
o mesmo amor que deu para Abel, se quando Caim e Abel
estabelecessem uma perfeita relao de reciprocidade, na qual
Caim deveria respeitar e amar a Abel. No entanto, ao invs de
respeitar e amar Abel, Caim foi arrogante, citando suas
qualificaes e seus direitos como irmo mais velho. Isto feriu o
corao de Abel e estimulou a ira dele contra Caim. O
comportamento arrogante de Caim resultou em uma histria de



                               97
tristeza dentro da providncia de Deus. Deus teve que repetir,
indenizar, diversas etapas da histria providencial da restaurao
devido a tais erros. Ao longo da histria da salvao Deus tem
empurrado o homem para o estabelecimento das condies para
receber o Messias e poder ficar na posio em que Deus possa
reconhec-lo como um homem livre do pecado. Ento, de
acordo com o princpio da peciprocidade, pelo qual sujeito e
objeto tornam-se um com o amor que brota do corao de
desejar dar e doarem-se completamente um pelo outro, a
restaurao do relacionamento original de Caim e Abel ser
restaurada, tornando-se como se o homem jamais tivesse cado.
Caim no mais sentir dio de Abel ao ponto de querer mat-lo.
Ao contrrio, a fora do desejo de respeitar e ajudarem-se um ao
outro predominar.

6.5. A Relao Caim/Abel no Mundo espiritual

O relacionamento de Caim e Abel existe claramente no mundo
espiritual. Existem relacionamentos do tipo Caim e Abel entre
ancios e jovens, pessoas de alto nvel e pessoas de menor nvel,
pessoas que recebem mais amor e esto mais prximas de Deus,
e pessoas que recebem menos amor e esto mais distantes de
Deus, etc. Por exemplo: no relacionamento entre a pessoa mais
velha e a pessoa mais jovem, ao invs de a pessoa mais velha
ignorar os sentimentos dos jovens e dar ordens gritando, ela,
com um corao caloroso, pergunta: o que voc est fazendo
agora? Ento, a pessoa mais jovem sorri e responde: como posso
ajud-lo? Em tal atmosfera, os coraes de ambos estabelecem
uma ao de dar e receber. Outrossim, quando uma pessoa mais
jovem deseja fazer uma pergunta a uma pessoa mais velha, ao
invs de dirigir-se  pessoa mais velha desrespeitosamente, ela
dir: Eu estou muito curioso sobre tal assunto. O senhor poderia
ajudar-me a entend-lo? E a pessoa mais velha responde com




                               98
autoridade e sabedoria, mas sempre com o amor de um
verdadeiro irmo mais velho.
       Deus no criou o princpio da reciprocidade entre sujeito e
objeto apenas para a humanidade. Deus dotou cada criatura com
o corao de amor que deseja dar e doar-se pela causa do outro.
Uma vez que tal relacionamento de corao foi quebrado, o
relacionamento de Caim e Abel tornou-se um relacionamento de
distncia e egosmo. Devido a essa situao, os relacionamentos
na Terra tornaram-se complicados, e a situao no mundo
espiritual tornou-se ainda mais complicada. O ideal do Reino
dos Cus deve ser realizado primeiro na Terra, e sob este
fundamento, o mundo espiritual ir se tornar perfeitamente
organizado. Eu desejo que vocs vivam suas vidas na Terra,
reorganizando, repensando e reestabelecendo o princpio
original da reciprocidade.

6.6. Cu e Inferno no Mundo da Eternidade
                     -- 9 de Agosto de 1997

O Reino dos Cus  o lugar onde as pessoas livres do
individualismo e do pensamento auto-centralizado, se
aproximam e vivem em plena harmonia. Em outras palavras: o
Reino dos Cus pode ser definido como um mundo onde as
pessoas vivem juntas e glorificam juntos, com o corao repleto
de boa vontade para viver pela causa dos outros, e boa vontade
para dar e doarem-se infinitamente.
      Por sua vez, o inferno  um lugar onde as pessoas
individualistas, apegadas ao "eu",  "minha" situao e s
"minhas posses", vivem juntas em total desarmonia. O inferno 
o lugar para onde as pessoas com tais pensamentos iro quando
vierem para o mundo espiritual.
      Geralmente, as pessoas que vivem na Terra perseguem
prazeres fsicos como seus ideais de vida. Esta  a razo porque
a vida no mundo fsico, dos que no conhecem Deus, pode



                               99
tornar-se facilmente uma preparao para o inferno. O mundo da
eternidade  inevitvel para todos. Por esta razo, considerando
o mundo eterno, temos que viver nossa curta vida fsica com
exames dirios. A lei do mundo eterno no aceita desculpas.
No existe lugar para explicaes pessoais. Esta  a mensagem
que o Dr. Sang Hun Lee verdadeiramente quer comunicar a este
mundo, a fim de ajudar as pessoas da Terra, e que este possa ser
meu melhor presente. Tudo que quero dizer, outra vez e outra
vez, : pela causa da eternidade, no viva sua vida
imprudentemente. Este  o caminho da verdadeira piedade filial
para com Os Verdadeiros Pais.

6.7. A Vida no Reino dos Cus
        -- 9 de Agosto de 1997

O Reino dos Cus  o lugar em que nos tornamos um com o
amor dos outros, centralizados em Deus. Neste mundo, cada
pessoa respeita a personalidade do outro,  sempre humilde,
sempre caloroso e sempre alegre. Sua estatura fsica, sua beleza,
sua posio, sua riqueza, sua educao, absolutamente no tem
importncia neste lugar. Neste mundo, no h dificuldades nem
inveja, somente felicidade eterna.

6.8. A Vida no Mundo Espiritual Unificado
                  -- 21 de Agosto de l997

Falarei agora sobre a esfera do mundo espiritual unificado, o
ambiente em que vivem os membros da Igreja da Unificao no
mundo espiritual. Aqui  o cu real. Aqui  o den real. Aqui
todos so felizes. Aqui  pleno de esperana. Aqui  realmente o
jardim do amor. Aqui o entusiasmo  real. Aqui  o lugar onde
realmente o boto do amor pode desabrochar em flor. Aqui  o
lugar sagrado de uma beleza que no pode ser adequadamente
expressada. Aqui Heung Jin Nim  sempre o primeiro a fazer



                              100
seu trabalho, silenciosamente, humildemente e com grande
capricho. Ele sempre pergunta para Deus sobre os trabalhos que
pretende realizar, e procura saber Sua opinio. Ele anda por cada
nvel, ouvindo a situao das pessoas e confortando-os como
pode. O missionrio Chong Goo Park sempre atende a Heung
Jin Nim e vai com ele a todos os lugares. s vezes, o
missionrio Park impede Heung Jin Nim de ir a lugares muito
difceis, e cuida pessoalmente das coisas no lugar de Heung Jin
Nim.
      Aqui, Dae Mo Nim sempre ora, como sempre fez em sua
vida terrena. Ela no se afasta do lugar onde vive Heung Jin
Nim e sempre ora. Dae mo Nim vive com uma s mente e um s
desejo: que  vida longa para Os Verdadeiros Pais. Choong Mo
Nim chama Dae mo Nim de Me maior e sempre a segue,
tentando aprender dela at mesmo as coisas mais pequenas.
Uma vez eu testemunhei uma cena muito interessante. O casal
Dae Mo Nim e o casal Choong Mo Nim estavam juntos e
conversando entre si. Ento, o esposo de Dae Mo Nim disse:
Vamos nos alegrar juntos. Eu sinto que somos meio distantes
porque somos muito srios e muito formais um com o outro.
Ento, Dae Mo Nim disse: Como podem os cunhados se
alegrarem juntos? No devem os cunhados serem formais e
srios uns com os outros? Depois disso, a atmosfera voltou a ser
sria outra vez. Choong Mo Nim est sempre sria e formal, e
sempre tenta aprender com afinco.
      O presidente Hyo Won Eu sempre est ensinando o
Princpio Divino. Ele fala sempre do Princpio Divino mesmo
quando conversa tranqilamente com os membros. As
conferncias do Princpio Divino  o seu alimento, nesta
atmosfera de tranqilidade, ou nos momentos difceis. Muitos
dos nossos membros (da Igreja da Unificao) esto aqui, mas
isto no quer dizer que todos so felizes. Eles carregam a lista de
seus pecados (em si mesmos) como se estivessem carregando
uma placa de publicidade no peito. Portanto, at que paguem



                               101
toda a indenizao pelos seus pecados, enfrentaro muitos
embaraos e muita dor.
      Mesmo no Cu, existem diferentes nveis. Eu no vou
falar muito sobre isto. Em resumo: a vida celestial  a extenso
da vida terrena. Entrar no mundo espiritual  como entrar num
armazm carregando os frutos de sua vida terrena. Porm, mais
precioso que possuir gros  a atitude de viver para o beneficio
dos outros. Todos ns aprendemos sobre a ao de dar e receber
no Princpio Divino, e a base dessa atitude  a vida em benefcio
dos outros. Portanto, se vivermos para o benefcio dos outros ao
invs de vivermos para o nosso prprio benefcio, tudo estar
bem.




                              102
                                                    Captulo 7
                      ENCONTROS NO
               MUNDO ESPIRITUAL-- I

7.1. ENCONTROS COM LDERES RELIGIOSOS

7.1.1. Encontro com Jesus -- 10 de Agosto de 1997

Todos vocs tm conhecimento de que Jesus est vivendo no
Paraso. Ento, como Jesus vive? Ele vive como se fosse a nica
pessoa que existisse no cosmos. O que significa isto? Significa
que ele se sente extremamente solitrio. Existem muitos cristos
ao redor de Jesus. Alguns esto usando cruzes, outros esto
segurando rosrios. Contudo, mesmo que os cristos pensem
que esto servindo a Jesus, cumprindo a maior meta de suas
vidas terrenas, Jesus se sente solitrio. E por que isto? Se, como
os cristos acreditam, Jesus  o Senhor da Glria, por que ele
est no Paraso?  porque Jesus ainda est orando e trabalhando
para o cumprimento absoluto da Providncia de Deus na Terra.
Como a maioria dos cristos no entendem realmente o corao
de Jesus, ele vive numa posio solitria, com a qual ns
devemos nos simpatizar. Assim, mesmo o Paraso no  um
lugar perfeito. Os cristos que esto no Paraso suplicam para
Jesus lev-los at a porta do Reino dos Cus, dizendo:  Nosso
Senhor! Ns queremos ir com voc! Porm, todas as vezes que
eles fazem isto, Jesus sente uma grande dor em seu corao. E
responde: Eu estou aqui porque sou Filho de Deus, mas minha
misso como Cristo continua, e eu estou feliz de estar neste
lugar.
        Quando os cristos estaro prontos para mudarem-se do
Paraso para o Reino dos Cus? At quando Jesus ficar ali? Ele
esperar at que Os Verdadeiros Pais venham liber-lo. Naquele


                               103
momento, as pessoas no Paraso estaro preparadas para receber
muitas bnos. Geralmente, eu vejo Jesus caminhando com
Deus, mas muitos cristos no percebem que Jesus est com
Deus. Esta  uma das diferenas entre o Paraso e o Reino dos
Cus, onde todos entenderiam Jesus e Deus.

7.1.2. Encontro com a Virgem Maria -- 10 de Agosto de 1997

A Virgem Maria foi uma grande mulher e  muito respeitada
como a me de Jesus, aqui no mundo espiritual. Mesmo estando
sempre com Jesus no Paraso, ela ostenta humilhao e um
sentimento de indignidade diante dele. Ela vive com a
conscincia pesada porque no cumpriu toda sua
responsabilidade para com Jesus na Terra. Mesmo no sendo
uma freira, ela agora vive como uma freira. Portanto, a relao
entre Jesus e sua me no  fcil. No obstante, no existe
nenhum tipo de censura entre eles, e ambos tm uma relao de
muito amor e zelo um pelo outro.

7.1.3. Encontro com Jos -- 10 de Agosto de 1997

Jos, o esposo da Virgem Maria, vive no mesmo nvel que
Maria, mas ele tambm vive muito solitrio e distante de Maria.
Mesmo tendo sido casados na Terra, agora eles vivem como
estranhos e nem mesmo se encontram. Jos sente que seria
muito difcil para ele se encontrasse Jesus. Mesmo a Virgem
Maria sente receio de encontrar Jesus. Alm disso, eles parecem
muito preocupados acerca do que as pessoas pensam deles. Jos
est arrependido de sua vida terrena e sente muito por Jesus.
Como a maioria das pessoas que vivem prximas deles sabem
acerca do relacionamento de Jos e Maria na Terra, eles sentem-
se pressionados e tensos. Assim, ns podemos ver que o Paraso
no  um lugar feliz e deslumbrante; mas um lugar de esperana
e desejo.



                             104
7.1.4. Encontro com Ado -- 14 de Agosto de 1998

Ado, o primeiro ancestral e o primeiro av,  um homem
elegante e de boa aparncia, com uma personalidade calorosa e
sempre procura nos deixar confortvel. Eu estava curioso de
saber em qual nvel do mundo espiritual ele estava vivendo. Se
eu disser todos os detalhes, levaria muito tempo e eu sentiria
muito pela Sra. Lee.
       Ado permaneceu muito distante de Deus para aparecer
diante Dele. Contudo, como seu perodo de indenizao
terminou, agora ele est vivendo num bom mundo espiritual
perto de Deus. Ado sempre est com medo de vir na presena
de Deus, sendo cauteloso.
       Ado disse que sua vida naquele lugar era muito melhor
que o Jardim do den. As coisas so abundantes e ele podia
encontrar muitas pessoas. Quando ele vivia no Jardim do den,
era solitrio e temeroso de encontrar Deus. De acordo com
Ado, ele no sabia que deveria fazer Eva feliz. Ele s pensava
que ele devia ficar com Eva no Jardim do den. Em outras
palavras, ele no era maduro o suficiente para relacionar com
Eva como um homem. Ele no tinha idade suficiente para
entender que Eva deveria ser sua esposa. Quando as coisas
saram erradas para Eva, ele finalmente entendeu, mas parecia
que era muito tarde para que ele fizesse algo a respeito.
       Como Ado falhou em cumprir sua responsabilidade
como o primeiro ancestral humano, ele sofreu muito,
trabalhando duramente por muitos milhares de anos. Portanto,
como um pecador, ele sentiu uma tremenda culpa diante de
Deus. Mesmo estando agora vivendo ao lado de Deus, ele ainda
 bastante cauteloso perante Ele.

7.1.5. Encontro com Eva -- 19 de Agosto de 1998




                             105
Pode parecer muito cruel dizer que Eva  a maior pecadora na
histria humana, mas  verdade que ela cometeu um erro muito
srio. Eva est vivendo agora com Ado perto de Deus. Ela 
sempre muito afetuosa e atenciosa mas tambm bem teimosa.
Para mim, ela no  das mais bonitas, mas  de fato muito
simptica. Sempre que tentei me aproximar para falar-lhe, ela
virava seu rosto para o lado. Quando eu tinha outra chance de
falar com ela, novamente virava seu rosto ou inclinava a cabea
para no me olhar nos olhos. Portanto, levei muito tempo para
ter uma oportunidade de falar com ela.
       Estvamos conversando um com o outro, quando ela
descobriu que eu estava muito prximo de Deus e decidiu ter
uma conversa aberta e honesta comigo. Ela comeou, dizendo:
"Pode no ser necessrio falar sobre meu pecado no passado,
mas eu gostaria de ser honesta com voc. Ado e eu sempre
vivamos prximos um do outro, comendo juntos, dormindo
juntos, etc. Ns ramos muito jovens naquele tempo e no
sabamos que deveramos nos tornar esposo e esposa. Ado
sempre gostou de se divertir, correndo e caminhando pelos
campos e florestas. Eu tambm gostava de brincar, mas preferia
estar num lugar sossegado, gastando meu tempo com a criao.
Ainda que Ado e eu ficssemos algum tempo juntos, como
estvamos sempre ocupados, brincando separadamente, no
tivemos oportunidade de expressar nosso amor um pelo outro,
como um homem e uma mulher. Quem abriu meus olhos para o
sexo oposto foi Lcifer.
       Lcifer sempre estava ao meu lado. Ele era sempre muito
generoso e disposto a me ensinar tudo. s vezes ele trazia coisas
que eu gostava de comer. Durante esse perodo de convivncia
com Lcifer, eu desenvolvi meu sentimento para o sexo oposto.
Lcifer tambm se apaixonou por mim. Quando meu
relacionamento com Lcifer cresceu, Ado ficou sabendo. Mas
no interferiu em nosso relacionamento nem expressou seu amor
por mim. Ele simplesmente me deixou sozinha. Ento meu amor



                              106
por Lcifer se tornou mais ardente. Lcifer me tratava muito
bem e eu simplesmente no conseguia me afastar dele. Isto
durou um bom tempo. Lcifer tinha tanto temor quanto eu.
Sempre que Ado me via, ele se afastava de mim. Aos poucos
em entendi que meu comportamento estava errado. Um dia
Deus nos golpeou com uma terrvel repreenso. Ele disse que
ns estvamos longe de estar qualificados para estar em Sua
presena.
      Ento eu procurei Ado com um corao sincero. Eu
agarrei-me a ele desesperadamente, clamando para que me
ajudasse. Mais tarde, como Lcifer havia me ensinado, eu e
Ado dormimos juntos. Quando eu tinha relao sexual com
Ado, no sentia a mesma paixo que sentia por Lcifer. Ento,
comecei a sentir saudades de Lcifer cada vez mais.
Estranhamente, Ado e eu comeamos a nos distanciar. Sempre
que Lcifer me olhava e me tentava, ele me parecia irresistvel.
Eu estava atrada pelo carinho de Lcifer e podia satisfazer meu
ardente desejo fsico atravs dele. Com o passar do tempo, eu j
no podia suportar os olhos de Deus em mim. Estava apavorada
com a Sua ira contra mim. Ento, fui at Ado. Mesmo no
tendo relaes fsicas com ele eu pude sentir um pouco de paz.
Sem saber porque, sempre que ia para perto de Lcifer, eu era
tomada por um insuportvel pavor. Com o passar do tempo, eu
entendi que o que fiz com Lcifer estava errado e me senti
muito culpada diante de Ado. Ele me confortava, mas meu
corao estava sempre atormentado. Esta tem sido a histria da
minha vida. Eu sinto muito por Ado. Sinto-me uma terrvel
pecadora que no pode nem mesmo pedir perdo e salvao para
Deus. Como o perodo de indenizao terminou, eu fui elevada
para este lugar, mas sinto-me a pior pecadora".
      Depois de ouvir tudo isso, eu queria entender porque Deus
chamou esta pecadora, Eva, to rapidamente para junto D'Ele.
Geralmente, ns pensamos que Ado e Eva, como os primeiros
ancestrais humanos, so pecadores imperdoveis e aqueles que



                              107
causaram a maior dor para o corao de Deus. Por isso, eu
estava curioso para saber por que eles estavam naquele lugar no
mundo espiritual.
       Sabemos que a histria humana  a histria providencial
da restaurao atravs da indenizao. Assim, o dia de glria em
que o inferno ser libertado chegar o mais cedo possvel. Sem a
indenizao, os seres humanos jamais podero ser libertados da
dor e do sofrimento na Terra. Assim, a humanidade, como
descendentes de Ado e Eva na Terra que estabeleceram a
condio de indenizao a seu favor, a famlia de Ado pde
finalmente ser libertada. Atravs da libertao da famlia de
Ado, o fundamento para o perdo de todos os pecados e todos
os crimes tambm foi estabelecido. Chegar o dia em que os
portes do inferno sero totalmente abertos e o dia eterno da
libertao chegar.

7.1.6. Encontro com No -- 19 de Agosto de 1997

Eu encontrei No, o Pai da F, aquele que construiu a arca do
dilvio no topo de uma montanha. Ele reside no mais alto nvel
do mundo espiritual intermedirio, e est sempre orando,
venerando e oferecendo condies especiais com ofertas e
sacrifcios para Deus, com todo o seu corao, mente e esprito.
No ainda trabalha arduamente e veste-se da mesma maneira
que um fazendeiro plantador de arroz. Durante a minha visita,
vi-o preparar um altar para fazer ofertas para Deus. Usando seu
grande talento (que utilizou para construir a arca), ele checa
minuciosamente todos os detalhes das ofertas para ter certeza de
que tudo est perfeito. Ele d o melhor de si em tudo em que
est envolvido. Ele faz isto aonde quer que v, e no que quer que
faa. No somente para ele mesmo, mas tambm para os outros.
Ele tambm encoraja os outros a orar e a fazer condies
especiais. Sua expresso facial mostra que ele  muito generoso,
e tem um corao puro e bondoso, agindo sempre sem pensar



                              108
em seus prprios interesses. Eu perguntei a ele: "Voc nunca
trocou o corao (enfureceu-se) enquanto construa aquela
gigantesca arca durante 120 anos no alto de uma montanha?" E
No respondeu: "Eu estava construindo aquela arca de acordo
com a direo de Deus. Portanto, no podia mudar minha mente.
Se eu mudasse minha mente, poderia sentir dvidas se aquela
direo teria mesmo vindo de Deus. Eu no me recordo como
foi aquele perodo de 120 anos, porque eu estava totalmente
determinado a construir a arca. Realmente, foi divertido fazer
aquilo. Meus filhos e minha esposa tambm me ajudaram, mas o
apoio deles no foi de 100 %. As pessoas normalmente
acreditam no que  visvel. Assim, eles freqentemente
abandonavam a Deus, que  invisvel. Muitas vezes eles me
aborreceram enquanto eu estava concentrado na construo da
arca. Eles diziam: Como poderemos viver em paz, sabendo que
todos morrero no diluvio? Como Deus pode achar que
poderemos viver em paz? Vamos perguntar isto para Deus e
quando Ele nos der uma resposta clara, continuaremos a
construo da arca. Se Deus destruir toda a humanidade, no
existir descendncia. Deus no pode ser to cruel ao ponto de
fazer uma coisa dessas contra a humanidade. Eles sempre
falavam coisas como essas. Todas as tentaes vieram sobre
mim, mas eu no dei ateno a elas, focalizei todo minha
ateno na construo da arca. Ainda assim, estou muito grato
porque minha esposa e meus filhos no me abandonaram.
Enquanto vivamos na Terra, nossa maior alegria foi servir a
Deus com todo nosso corao e obedincia s Suas palavras. Por
isso, vivemos hoje em um lugar maravilhoso como esse. Eu
ainda estou ensinando s pessoas como servir a Deus da maneira
correta. Este, para mim,  o tempo mais precioso. Talvez parea
desagradvel, mas eu gostaria de saber como voc veio a ser to
cheio de graa no amor de Deus? Como voc atendeu a Deus
quando vivia na Terra?




                             109
      No no sabia muito sobre Os Verdadeiros Pais. E eu falei
sobre Eles por algum tempo. Aps alguns instantes imerso em
profundos pensamentos, ele me disse: Voc parece ter nascido
no tempo certo. Ao dizer isto, ele parecia expressar um corao
de amor diminudo. Quando eu lhe disse que todos poderiam
estar bem prximos de Deus, ele respondeu: "Eu estou muito
grato por estar onde estou. As pessoas vo para o nvel que
corresponde ao mrito que receberam por servir a Deus na
Terra".
      No expressou o desejo de aprender mais sobre Os
Verdadeiros Pais. E eu me prontifiquei a ensinar-lhe mais sobre
Os Verdadeiros Pais.
      Uma outra coisa em que eu estava interessado era a poca
do julgamento pelo dilvio. E No respondeu: "Um dia, Deus
me deu uma ordem urgente: No! No! Corra e entre na arca
junto com os outros. Trs dias depois, comeou a chover. A
partir daquele momento, todos os membros da minha famlia
passaram a acreditar em mim. Enquanto estivemos confinados
por trs dias, todos, inclusive os animais, ficaram inquietos,
desejando sair da arca. Naqueles momentos eu dependia
unicamente de Deus e orava constantemente. O tema central das
minhas oraes era: Por favor, Deus, construa sua nao atravs
do julgamento pelo dilvio. Todos os membros da minha famlia
prestavam ateno em cada um de meus movimentos e em cada
uma das minhas palavras. O dilvio continuou por 40 dias e 40
noites. Era realmente uma assustadora tempestade. Devido 
pesada chuva, o mundo inteiro estava escuro. A chuva escorria
pelos vales criando cachoeiras, arrastando galhos de rvores
quebrados. Os relmpagos e troves no cessavam. Consciente
de que aquilo era realmente uma punio de Deus, eu apenas
orava continuamente. Tudo em que eu pensava era sobre quando
a indignao de Deus acabaria. Quarenta dias mais tarde, depois
que a chuva parou, Deus disse que a minha f havia acalmado
sua indignao. Depois, eu vi um raio de luz entrar pela janela



                             110
da arca, e a tempestade comeou a parar. Depois disso, todos os
membros da minha famlia seguiram minhas direes;
dependiam de mim. Havia uma unidade plena em famlia. Foi
um momento muito feliz de nossa vida juntos.
      Depois de ouvir tudo isso, eu perguntei a No se ele o
poderia me dizer alguma coisa sobre o erro cometido por Cam.
E ele respondeu: "Naquele ano, todos ns havamos trabalhado
muito duro. A colheita de uvas foi um sucesso. Desde que todos
demos o melhor de ns, tudo era abundante e nossos coraes
estavam em paz. ramos simplesmente felizes. Um dia, eu
tomei um copo de vinho depois de ter trabalhado muito e
aconteceu de eu adormecer profundamente por causa da fadiga.
Eu deveria estar com muito calor devido ao vinho que tomara, e
sem me dar conta, eu devo ter tirado minha roupa, ficando nu.
Normalmente, meu segundo filho era muito obediente. Como eu
adormeci, ele queria certificar-se de que eu estava confortvel.
Vindo ao meu quarto e notando que estava dormindo nu, ele
dever ter ficado surpreso. Os demais membros da minha famlia
que haviam retornado do trabalho, vendo-me naquela condio,
fizeram um tremendo alvoroo. Especialmente minha esposa
ficou muito brava comigo, dizendo que eu no sabia nem cuidar
de mim mesmo como uma pessoa que servia a Deus. O fato de
eu ter agido daquela maneira representou um grande pecado
perante Deus. Embora eu tivesse atendido a Deus por toda a
minha vida, por ter sido salvo do Julgamento pelo dilvio, eu
esquecera a humildade e me tornara arrogante. Por isto, Deus
nos censurou e nos puniu. Para Deus a humildade vem sempre
primeiro". No me disse que sempre que pensava naquele erro,
sentia arrependimento e no podia levantar a cabea diante de
Deus.
      No atendeu a Deus durante toda a sua vida. Deste modo,
ele pensou que Deus poderia perdoar o erro de seu filho, mas
Deus no o fez. Ns sabemos pelo Princpio Divino que Deus
no o perdoou por causa da Queda do homem e da Providncia



                              111
da salvao. Se Deus o perdoasse, isto poderia ser outra
condio para a invaso de Satans. Por isso Deus no podia
perdoar o ato de Cam. Esta  a lei do mundo espiritual. No h
exceo nas leis Celestiais. Portanto, aqueles que querem ser
tratados generosamente perante Deus, devem viver uma vida
que os permitam passar pela lei espiritual no mundo espiritual.
Somente assim voc poder ser reconhecido e relacionar-se com
Deus. Eu espero sinceramente que as pessoas da Terra possam
vencer por todos os testes de Deus a fim de que estabeleam
todas as condies para estarem na presena de Deus.

7.1.7. Encontro com Abrao e Isaac
            -- 20 de Agosto de 1997

Eu penso que fui apresentado a Abrao e a Isaac antes mesmo
de encontr-los. Eu j tinha ouvido, aqui no mundo espiritual,
que Abrao tem se encontrado com importantes personagens na
Providncia de Deus. E eles vieram me encontrar, e disseram
que nunca haviam recebido a visita de algum to importante
como eu. Abrao  uma pessoa simptica e generosa. Quando eu
disse que gostaria de visitar sua casa, ele respondeu que as
pessoas  sua volta esto preparadas para servir a Deus, e
inclinam-se para Deus todos os dias, de manh e de noite, de
acordo com a lei do Cu.
       Em nossa conversa, eu expressei meu interesse em saber
mais sobre o sacrifcio de Isaac. E ele me entendeu e concordou
comigo. E comeou a contar-me a histria do sacrifcio: "Como
por muito tempo eu no conseguia ter filhos, fiz esforos
especiais para servir a Deus. No havia nada que eu pudesse
rejeitar ou negar para Deus. Alm disso, meu desejo era
depender de Deus em tudo e viver com Ele. Certo dia, aps eu
ter estabelecido uma condio especial, Deus me deu um filho.
Eu j estava com 100 anos de idade. A preciosidade deste filho
para mim era indescritvel. Eu estava to envolvido e eufrico



                             112
por receb-lo que quase esqueci de fazer minhas ofertas para
Deus, ainda mais agora, que aquele filho era uma bno, um
presente de Deus para mim.
       Enquanto meu filho crescia, ele mostrava-se interessado
em tudo que eu, seu pai, estava fazendo. Ele me amava muito.
Talvez, porque ele era o filho que me fora dado depois de eu
fazer tantas condies para Deus. Um dia, Issac me disse: Pai,
porque no h gua no altar hoje? Deus poder ficar bravo por
causa disto. Eu trarei um pouco de gua para Ele. Deste modo,
ele crescia em sade e sabedoria. Num outro dia, Deus me
chamou e disse: Abrao, Eu gostaria que voc Me fizesse uma
oferta que exigir grande sacrifcio de sua parte. Ser uma oferta
difcil para voc fazer. Ainda assim voc a faria para mim? Eu
respondi: Eu farei o que o Senhor me pedir. Por favor, v em
frente e diga-me o que devo fazer. Ento Deus disse: Abrao, Eu
gostaria de receber como oferta o seu precioso filho, Isaac. Eu
pensei que no havia escutado direito e perguntei a Ele
novamente: o que o Senhor disse? E Deus repetiu: Eu disse para
voc ofertar o seu filho Isaac. Ouvindo aquilo, eu no pude
suportar a dor. Se era dia ou noite, eu no sei. Tudo parecia
totalmente escuro para mim. Por vrios dias, eu fiquei
atormentado. Ento, Isaac veio at mim e me perguntou sobre o
que estava acontecendo e insistia para eu lhe contar: Pai, tem
alguma coisa errada? E eu lhe respondi: Deus me pediu para
fazer uma oferta. Isaac ficou surpreso e perguntou admirado:
Pai, porque voc est demorando tanto tempo para executar a
ordem de Deus? Por favor, faa isto rapidamente. Com este
empurro, eu tomei coragem e disse: Eu no posso fazer a oferta
aqui, mas num lugar longe daqui, numa montanha. Isaac disse:
Esta  mais uma razo para que voc se apresse. Vamos partir
imediatamente. Por causa de sua presso, eu no pude resistir
muito tempo. Vrios dias aps termos partido, quando chegamos
at a montanha ele me perguntou: Pai, qual vai ser o objeto da
oferta desta vez? Eu no pude responder-lhe. Assim que a



                               113
madeira estava empilhada, chamei por Isaac e o abracei. Ento
Isaac disse: Pai, Deus pediu para que voc me ofertasse para
Ele, no foi? Eu soube disso quando vi seu rosto melanclico e
triste. E ele continuou, dizendo: Eu estou muito grato por Deus
ter me escolhido como o objeto desta oferta, Pai. Porque voc
est preocupado?  muito bom tornar-se o objeto de uma oferta
para Deus.  uma beno. Aps dizer isto, ele se deitou na pilha
de lenha sem hesitar. Olhando para o cu, comecei a orar
seriamente cheio de sentimentos confusos em meu corao, com
temor de Deus e com muita piedade do meu filho. E orei: Pai, eu
estou ofertando meu filho para o Senhor. Com esta orao, eu
ergui a espada para golpear o meu filho. Com a espada ainda no
ar, eu ouvi uma voz do cu: Abrao, Eu sei que voc me
respeita. Pare. No faa nada ao seu filho. Ento, Isaac, que
estava deitado sobre a lenha, sentou-se e me puxou,
perguntando: Porque voc parou? Por favor, continue a fazer a
oferta. Eu chorava copiosamente. Isaac, sem comprender, disse:
Pai, se voc jurar falsamente diante de Deus, eu no poderei
olhar mais o seu rosto. Ento, Isaac ouviu a voz de Deus,
chamando-o: Isaac! Somente depois de ouvir a voz de Deus,
Isaac concordou comigo. Assim, atravs desta oferta, embora eu
tivesse falhado em fazer a primeira oferta de acordo com a
direo de Deus, Ele nos perdoou, os dois, pai e filho. Nesse
momento, Isaac brincou: "Talvez Deus tenha notado que eu era
muito jovem para ser um objeto de oferta".
       Isaac  baixo e est sempre junto de seu pai. Ele 
simptico e tem um corao muito humilde e generoso. Abrao
e Isaac so to unidos um ao outro que seu relacionamento
despertou amor diminudo em meu corao. A oferta de Isaac
por Abrao nos ensinou muitas lies.


7.1.8. Encontro com Judas Iscariotes
             -- 20 de Agosto de 1997



                              114
Judas Iscariotes sempre foge quando me v. Eu fui visit-lo
inmeras vezes, mas ele no queria me ver. Ento, um dia eu
deixei a seguinte mensagem num pedao de papel: "Seu pecado
no passado no devia ser escondido, mas mostrado para que
fosse perdoado". Depois disto, eu o visitei por muitas outras
vezes at que ele concordou em me receber e, inclinando sua
cabea como um pecador, ele me perguntou: "Porque voc veio
me visitar, eu que sou um grande pecador?" Eu no respondi
imediatamente. Depois de algum tempo, Judas continuou: "Um
criminoso histrico como eu no pode ir at Deus ou ao Senhor
Jesus. Assim, j que eu estou arrependido do meu pecado e
vivendo aqui desta forma, por favor, no venha mais me visitar.
      Depois de ouvi-lo dizer isto, eu falei: Quanta dor deve
estar sentindo o seu corao. Pode no ser um grande conforto
para voc, mas eu pensei que deveria aliviar seu corao sofrido.
Ele respondeu: "At hoje nunca existiu uma nica pessoa que
tentasse confortar um pecador como eu. Mas no importa, nada
nem ningum poder me confortar. Portanto, peo-lhe
novamente que no venha mais me visitar".
      Diante dessa sua postura, eu no pude nem mesmo
apresentar o Princpio Divino ou o Pensamento Unificado para
Judas. O ambiente onde ele vive  cercado de barras, como uma
priso, e no pude ver ningum ao redor dele. As pessoas na
Terra normalmente pensam que o inferno  um lugar onde
existem muitas pessoas chorando e gritando, cheios de um
insuportvel mau cheiro. Na verdade, o inferno  apenas um
lugar de angstia e solido. Depois da visita a Judas, eu retornei
 minha casa pensando em deixar passar algum tempo e fazer-
lhe uma nova visita para tentar ajud-lo quando estivesse mais
calmo.

7.1.9. Encontro com Joo Batista
          -- 20 de Agosto de 1997



                               115
Joo Batista  um homem de baixa estatura, mas tem jeito de ser
muito inteligente. Quando eu perguntei a Jesus como Joo
Batista estava, Jesus me pediu que no dissesse a Joo que eu o
havia encontrado. E acrescentou que, provavelmente, Joo
Batista no iria querer me ver e que eu no deveria insistir. O
lugar onde est Joo Batista era bem distante de onde estava
Jesus. Quando fui visit-lo, um gigante carregando uma espada
me parou, dizendo que nem todos tinham permisso para ver o
seu mestre. Ento, ele me pediu para escrever o meu nome no
livro de visitas. Assim que eu entrei na casa, depois de assinar o
meu nome no livro, Joo Batista me recebeu, fazendo inclinao
e dizendo: "Como pode o mensageiro de Deus vir a um lugar to
humilde quanto o meu". E se abaixou, ajoelhando-se diante de
mim. E mesmo antes de eu lhe fazer qualquer pergunta, ele
comeou a falar: "Na Terra, eu era respeitado e seguido por
muitas pessoas, mas agora, meu lugar sagrado  to humilde que
eu no posso sequer ver O meu Senhor. Pior ainda, mesmo que
eu quisesse atender ao meu Senhor, Ele no viria at aqui. Eu
estava to acostumado a ser servido que no prestei ateno 
vida de Jesus. Eu pensava e via Jesus, no com os olhos de
Deus, mas com olhos humanos. Eu no achei que isto era um
pecado to grande. Agora, como no sei o que fazer para ser
perdoado, vivo angustiado e frustrado. Diga-me: j que voc
veio at aqui como um mensageiro de Deus, no poderia me
ajudar?" Ao invs de responder, eu lhe perguntei porque o
homem gigante com a espada estava guardando o porto, Joo
respondeu que se sentia sempre muito inseguro e com medo de
que algum viesse at ele para agredi-lo. Por isso, selecionava
os que podiam entrar. E ouvindo isso, eu falei: Voc precisa se
arrepender continuamente at o dia em que os portes do inferno
sejam abertos. Em seguida, eu falei dos Verdadeiros Pais para
ele. Ento, ele me perguntou quando seria o dia da libertao.
Eu respondi: brevemente. Depois da visita a Joo Batista,



                               116
enquanto voltava para casa, meu corao doa por saber que
existem muitas pessoas na Terra hoje que, diante dos
Verdadeiros Pais, vivero como Joo Batista vive hoje no
mundo espiritual.

7.1.10. Encontro com Buda -- 11 de Agosto de 1997

Buda  o personagem mais famoso e o mais respeitado pelos
budistas. Eu vou contar-lhes a histria de meu encontro com
Buda. Ele estava sentado ao p de uma montanha alta e
suspirava profundamente. Quando eu lhe perguntei porque ele
suspirava tanto e tinha tanta inquietude, ele respondeu: "Voc
no veio aqui para me visitar e sim para me analisar. Como voc
est vivendo no Amor de Deus, voc deve saber toda a minha
situao. Ento, porque voc me pergunta? Todo dia 8 de abril,
os budistas celebram meu aniversrio com um festival, mas em
meu corao eu s penso em esconder-me. Eu sinto muitssimo
e me arrependo, pois quando vivi na Terra no ensinei s
pessoas a crer e a servir a Deus, porque eu tambm neguei a
Deus e aos Seus ensinamentos. Hoje, meus ensinamentos esto
guiando muitas pessoas para o caminho errado. O que eu posso
fazer?"
      Buda pronunciou estas palavras entre profundos suspiros.
Seu rosto no tem brilho e ele gosta de caminhar sozinho pelos
picos das montanhas. Ele evita encontrar pessoas e gosta de ir
para onde no haja ningum. Est sempre repetindo suas oraes
e vive oferecendo veneraes completas para Deus com absoluta
sinceridade. Mesmo que alguns budistas acreditem nele e o
sigam, ele no aparece em lugares onde estejam reunidas muitas
pessoas. Finalmente, o lugar onde Buda vive parece ser o mais
alto estgio do mundo espiritual intermedirio. Eu irei
continuamente compartilhar com Buda as conferncias do
Princpio Divino e do Pensamento da Unificao.




                             117
       O carter dele  pacfico e humilde. Ele no anda
orgulhosamente com a cabea erguida, mas tomba a cabea
formando um ngulo de 45 graus e sempre fala com um
semblante benevolente. Quando ele estava ouvindo conferncia,
continuamente agradecia pela minha conferncia. Quando eu lhe
pedi para fazer a promessa de ouvir a prxima conferncia, ele
no prometeu facilmente. Depois de alguns momentos de
silncio, fez uma expresso facial como se fosse dizer: Se voc
tiver um tempo extra, por favor venha. Ele  uma pessoa muito
humilde e benevolente.
       Como Buda pode encontrar-se com Deus? Ouvindo essas
palavras, alguns budistas talvez acreditem que ele foi o maior
lder religioso na Terra e por isso deveria ser tratado com mais
dignidade. Contudo, mesmo sendo um fato e uma histria
incmoda para os budistas, Buda no pode encontrar-Se com
Deus diretamente. Entretanto, algumas vezes, ele pode receber a
orientao de Deus atravs de um mensageiro. Quando ele
recebe uma direo de Deus, como um servo diante do rei, ele se
inclina completamente diante de Deus e fica de joelhos para
receb-la. Depois, inclina-se novamente por ter recebido aquela
orientao, exatamente como faria um servo que recebesse uma
ordem de Deus.
       Os budistas, s vezes, presenciam cenas como esta, mas
no sabem o que est acontecendo. Alm disso, a orientao de
Deus no vem com muita freqncia. O contedo das
orientaes de Deus parecem confortar Buda, j que ele sabe
que ter que esperar silenciosamente por um longo tempo at
que possa ir para os domnios do Amor de Deus. Foi uma grande
surpresa para mim ver Deus caminhando com Jesus, e no com
Buda diretamente. Por que isto? Porque Jesus  Filho de Deus,
Buda no. Ele ainda est nos domnios da Queda, sem as
condies fundamentais para estar diante de Deus. De qualquer
maneira, Deus o perdoa e o consola.




                              118
7.1.11. Encontro com Confcio -- 11 de Agosto de 1997

Confcio foi o grande "rei" do confucionismo na Terra. Mas, no
mundo espiritual ele est no mesmo nvel que Buda, o mais alto
nvel do mundo espiritual intermedirio. Mesmo no mais frio
inverno, ele ainda usa a clssica tnica oriental e o chapu
chins, e fica em profunda meditao sentado no gelo por vrias
horas. Portanto, sem marcar uma entrevista com ele, no seria
fcil encontr-lo. Mesmo assim, fui visit-lo sem marcar
entrevista. Ao chegar, eu o saudei, dizendo: Estou aqui para
encontrar o professor Confcio. E ele respondeu: "No 
indelicado voc vir aqui sem marcar um encontro?" Ento, eu
me apresentei para ele e disse: Quando eu vivia na Terra, achava
que o confucionismo era o mais valioso pensamento. Depois,
conheci o Pensamento da Unificao e vivi de acordo com a
nova viso de vida dos ensinamentos do Reverendo Moon.
Quando eu terminei minha apresentao, ele disse: "Como voc
pode pronunciar o nome de seu grande lder diretamente? Voc
deveria dizer o nome dele respeitosamente, da mesma forma
como se escreve: Moon, Sun Myung". Aps ensinar-me essa
boa maneira, Confcio me perguntou se eu no gostaria de
trocar de assento, uma vez que parecia estar desconfortvel:
"Por favor, mude para o meu assento". Suas palavras e sua
conduta foram muito cordiais. Logo, no era fcil compartilhar
minha opinio com ele. Todas as vezes que eu o visitei, ele
estava usando roupas bem humildes. Parecia um Buda de pedra.
Como ele no falava rpido, eu demorava muito tempo para
ouvir suas palavras. Sua expresso facial tambm no mudava.
Parecia severo. Ele gostou muito das conferncias de Princpio
Divino e do Pensamento da Unificao, e, cordialmente, me
pediu para voltar outras vezes. Contudo, como ele estava
preocupado que seu pedido me causasse dificuldades, olhava de
relance a expresso do meu rosto. Como o seu carter era muito
reservado, era muito difcil saber sua condio interior.



                              119
      Eu estava curioso para saber como o amor de Deus era
levado para o lugar onde Confcio vivia. No caso de Buda, o
amor de Deus era levado atravs de outra pessoa, mas com
Confcio era diferente. Assim, eu vi Deus chamar Confcio e
dizer-lhe que ele deveria ensinar sobre Deus atravs do seu
pensamento. Em resposta, ele fez uma inclinao completa para
Deus. Demorou muito tempo para fazer uma respeitosa
inclinao completa. Eu fiquei pensando: Por que Deus trata
Buda e Confcio de formas to diferentes? Entendi que Buda
negou a Deus e postou-se no lugar de Deus, mas Confcio
simplesmente ensinou boas normas de etiquetas e bons
costumes. Ele no agiu como se fosse Deus. Existem muitas
pessoas cordiais ao redor de Confcio. Elas usam as vestes
confucianas tradicionais, como o sobretudo e o chapu chins.
No foi fcil chegar at Confcio. Quando fui encontr-lo, tive
que passar por muitas portas, como se estivesse passando por
doze portes.

7.1.12. Encontro com Maom -- 12 de Agosto de 1997

Maom est um pouco mais distante de Deus e do Esprito
Santo. Se eu estivesse no mundo fsico, saberia definir o tipo de
lugar em que ele vive, mas no mundo espiritual  muito difcil
definir tal lugar. Quando fui encontr-lo, enfrentei muitas
dificuldades. Foi difcil at mesmo encontrar o caminho para
chegar at ele. Assim como na Terra, ele no quer pessoas
olhando diretamente para ele. Desse modo, no mundo espiritual
ele no gosta de ser encontrado. O lugar do encontro no era
muito brilhante. Assim que me viu, perguntou-me: "Qual  a
finalidade de sua visita?" Depois de apresentar-me, falei
respeitosamente: Como voc foi uma pessoa nobre na Terra,
com quem muitas pessoas queriam encontrar-se, eu tambm
desejei lhe visitar. Depois de pensar por um instante, ele
comeou a falar: "Minha vida na Terra no foi perfeita, eu



                              120
cometi muitos erros e Deus me fez ver isto enviando-me a este
lugar. Eu me arrependo profundamente por ter sido um motivo
de preocupao para Deus. Mas apesar disso, Deus me deu uma
graa especial, permitindo-me ficar neste lugar. Assim, eu estou
muito grato". E continuou: "Eu pensei que o meu pensamento
era o mais sistemtico e o ensinamento mais correto sobre Deus.
Sinto-me muito envergonhado por isso. Eu no posso erguer
minha cabea diante de Deus. Entretanto, como voc veio at
aqui, pode dizer abertamente o que veio dizer". Depois dessa
primeira vez, eu o encontrei por mais quatro vezes. A razo pelo
qual eu me encontrei com ele tantas vezes  porque eu queria
entender suas idias claramente. Durante o segundo encontro, eu
expliquei uma parte do Pensamento Unificado e apresentei o
Verdadeiro Pai. Ele teve uma compreenso surpreendente e
rpida. Ele j conhece o Verdadeiro Pai muito bem. E disse que
espera ansioso por um encontro com o Rev. Moon no mundo
espiritual.
       Quando eu perguntei por que ele estava esperando o
Verdadeiro Pai, ele disse que j sabia que o Verdadeiro Pai ir
estabelecer a lei do mundo espiritual e libertar as pessoas do
inferno. Perguntei, ento, como soube disso, e ele respondeu que
foi atravs de sua participao em diversos seminrios que
foram dados no mundo espiritual.
       Maom estava usando um roupo que cobria todo seu
corpo da cabea aos ps. Ele ainda conserva o aspecto de um
lder religioso e se mantm com dignidade. A maioria das
pessoas ao redor dele vestiam-se da mesma forma, ao estilo
rabe. As pessoas que vivem nesta regio "rabe", evitam
encontrar-se com pessoas de outras regies. Quando procurei
saber o motivo, eles no me deram nenhuma resposta. E eu
deduzi que eles se sentiam desconfortveis com a minha
presena.
       Maom parecia estar agradecido a mim e ao mesmo
tempo, envergonhado. Sempre que eu o encontrei, ele parecia



                              121
envergonhado. Enquanto estive com ele, nunca vi Deus chamar
Maom ou pedir alguma coisa para ele. Mesmo sabendo que
Maom reconheceu o amor de Deus e sentiu pesar por Deus, no
o vi fazer nenhuma venerao ou ter uma atitude de devoo,
como fizeram Buda e Confcio. De qualquer maneira, eu no sei
se ele venera ou louva a Deus quando eu no estou aqui. Ele no
parece sentir-se solitrio, como Buda e tambm no ostenta um
semblante meigo como o de Confcio. E eu pensei: Por que um
homem to importante quanto o lder do Islamismo est em uma
situao destas no mundo espiritual? Tenho pensado
profundamente sobre isto, e cheguei  seguinte concluso: O
homem foi criado para viver a bondade, amando como Deus
ama. Contudo, parece que os sucessores de Maom, abusaram
de sua autoridade autocrtica, perseguindo e eliminando todas as
opinies contrrias ao Islamismo, ao invs de agir com bondade
e amor. A mente que serve a Deus deve fluir naturalmente da
mente original. A f forjada pela fora e por mtodos cruis 
uma pseudo-f, uma f aparente e formal. Alm disso, os
mtodos violentos contrariam e sufocam a natureza humana
original. Tais mtodos esto muito longe do caminho original de
Deus. Portanto, aqueles que praticaram e praticam tais mtodos,
tm que assumir responsabilidade por suas atitudes no mundo
espiritual. Maom est procurando pelo verdadeiro Deus, mas
est numa situao difcil. Ele somente resolver este problema
e ficar diante de Deus, quando obtiver a cooperao das pessoas
da Terra. Todavia, se as pessoas de sua f, os islamitas,
receberem a cerimnia da Bno dos Verdadeiros Pais e
orarem por ele, isto o ajudar, e certamente ele apreciar muito.


7.1.13. Encontro com Emmanuel Swedenborg
                     -- 13 de Agosto de 1997




                              122
Swedenborg era uma das pessoas que eu mais desejava conhecer
em minha vida terrena. Para encontr-lo, eu esperei pela
Vontade de Deus. Perguntando-Lhe: O que Deus pensa disso?
Deus respondeu-me que, mesmo que pensemos que a
capacidade humana  ilimitada, o poder do Esprito Santo 
infinito. Swedenborg era um dos que creram que o poder de
Deus era mais precioso que todas as foras e aptides humanas.
       Ele est vivendo num lugar muito bom, perto do Paraso.
Antes de encontr-lo, eu dei uma olhada pela vizinhana dele.
Um de seus discpulos saiu ao meu encontro e disse: "Meu
professor lhe d as boas vindas. Siga-me, ele agora est
esperando por voc". O discpulo disse ainda que Swedenborg
havia acabado de receber uma orientao de um mensageiro de
Deus, que o visitara naquele mesmo dia.
       Quando eu entrei em sua sala, Swedenborg me saudou
com um brilhante sorriso no rosto. Experimentei um sentimento
muito confortvel. Sentei-me silenciosamente e me preparei
para apresentar-me. Porm, antes de me apresentar, ele disse:
"Voc  aquele que recebeu o amor de Deus e a graa especial e
viveu sua vida apoiando um precioso professor. Portanto, voc
poderia me dar uma conferncia sobre o pensamento de seu
mestre?" Satisfeito, eu expus uma breve introduo sobre o
Princpio Divino e o Pensamento Unificado. Ele tambm me
pediu para apresentar-lhe o Verdadeiro Pai, o homem que havia
apresentado to preciosos ensinamentos. Quando eu respondi
que ele, talvez, j conhecesse o Verdadeiro Pai, ele disse: "Seu
mestre  aquele que  iluminado como o Sol e a Lua. Sendo
assim, como voc apoiou e aprendeu de to grande mestre, que
no pode ser avaliado pelo pensamento humano, eu tenho muito
a aprender com voc". Ele me pediu com uma atitude muito
humilde. E eu lhe prometi muitas outras oportunidades para
conversarmos.
       Swedenborg tinha um pensamento bem sistemtico e
lgico. Assim, eu me perguntei: porque esta pessoa estava



                              123
apenas prxima do Paraso, se havia experimentado o amor de
Deus e estava servindo a Deus. Ele estava num lugar onde podia
estar com Deus bem de perto e podia esperar pela Graa de
Deus. Observei tambm que, porque Swedenborg vive
comunicando-se com Deus desde o tempo em que veio para o
mundo espiritual, seus olhos espirituais brilhavam muito. As
pessoas que o atendem tambm tm rostos muito brilhantes e
grande humildade. Todavia, porque no conhecem o
pensamento dos Verdadeiros Pais e nem possuem a Beno,
decidi que, antes de O Verdadeiro Pai vir para o mundo
espiritual, eu deveria testemunhar Os Verdadeiros Pais para eles
e ensinar-lhes o Princpio Divino o mais depressa possvel.

7.1.14. Encontro com Sundar Singh
            -- 13 de Agosto de 1997

Sundar Singh  uma daquelas pessoas que, pelo modo como
viveram na Terra, podem ter um alto nvel no mundo espiritual.
Eu posso comparar Swedenborg com Sundar Singh. O lugar
onde vive Sundar est localizado no mundo espiritual
intermedirio, que est abaixo do Paraso. Antes de encontr-lo
eu atravessei um corredor com vrias pinturas expostas por todo
lado. Tive que desviar por entre aquelas pinturas como se
estivesse praticando uma dana feminina. Os arredores da casa
tinham estilo budista. Quando entrei na casa para encontrar
Sundar Singh, um mordomo me guiou, espalhando sal no meu
caminho. Sundar Singh no saiu de seu quarto, ao invs disso,
uma outra pessoa abriu a porta para mim. Quando ele me viu,
disse: "Como pode uma pessoa to preciosa como voc vir nos
visitar aqui?" Eu me apresentei detalhadamente e lhe disse que
havia vindo at ali para apresentar-lhe o Princpio Divino, o
Pensamento Unificado e Os Verdadeiros Pais. Ele ento me
disse: "Voc  muito bondoso comigo, mas eu no tenho
nenhum merecimento ou qualificao, e tenho minha



                              124
conscincia muito pesada". Quando lhe perguntei porque
pensava assim, ele respondeu que, enquanto esteve no mundo
fsico, recebeu no somente o Esprito Santo, mas tambm
espritos de outros nveis inferiores. Assim, sentia muita
vergonha diante de Deus. E acrescentou que, iria fazer uma
oferta e depois poderia ouvir minha conferncia. Sundar Singh
me pareceu muito humilde e silencioso, mas falou com muita
lgica e clareza. Contudo, eu no me senti  vontade para dizer-
lhe que Deus poderia no gostar da decorao em volta daquela
casa, mas acho que depois de ouvir as conferncias de Princpio
Divino, suas idias mudaro.
       O mundo espiritual constitui-se de vrios nveis, e as
pessoas que esto mais prximas de Deus sentem-se mais
confortveis, enquanto que aquelas que no conhecem Deus e
esto distantes Dele, vivem discutindo entre si e com muita
angstia. Embora eu deseje restaurar as pessoas desta regio, eu
no seria capaz de realizar esta tarefa, nem mesmo se desse
dzias de conferncias de Princpio Divino. Eu sinto muitssimo
pelos Verdadeiros Pais.

7.1.15. Encontro com Scrates

Muitas pessoas talvez pensem em Scrates quando se encontram
em situaes de confuso em suas mentes. O homem est
sempre buscando a Deus de acordo com sua natureza original
adquirida com o nascimento. Antes de os homens reconhecerem
racionalmente o fato de que foram criados por Deus, eles j
esto em uma relao de corao com Deus, que  o
relacionamento de pais e filhos. Entretanto, a mente original do
homem, que deseja estar com Deus, necessariamente, ir
procurar e encontrar Deus. Contudo, se voc estiver preso
demasiadamente a seu prprio pensamento, voc ir perder a
Deus. Eu penso que Scrates  uma dessas pessoas.




                              125
      Para poder encontrar esta pessoa, fiz grandes sacrifcios.
Contudo, no foi fcil encontr-lo. O lugar onde ele vive  o
nvel mais baixo do mundo espiritual intermedirio. A razo
porque foi difcil encontr-lo, era que ele no estava querendo
me encontrar. Quando estive l pela terceira vez, ele concordou
de encontrar-se comigo, com uma expresso abatida e escura no
rosto. A razo porque ele no queria me encontrar era porque ele
no queria discutir com pessoas que tinham uma filosofia
diferente da dele. Ele queria manter o fruto de seu prprio
pensamento continuamente, e especialmente ele no sentia
necessidade de ouvir outro tipo de pensamento. Ele era muito
arrogante e no gosta mesmo de conversar. Ele estava relutante
em ouvir minha conversa.
      Contudo, eu comecei a falar sobre o Pensamento da
Unificao passo a passo. Enquanto eu estava dando as
conferncias, ele repentinamente me perguntou, "De quem so
essas idias? So suas?  o seu pensamento? Se forem seus,
deve ter pensado muito sobre eles." Ento, eu comecei a falar
dos Verdadeiros Pais, mas ele no tinha ouvido falar sobre o
Verdadeiro Pai. Depois de ter falado por muito tempo, parecia
que ele havia aberto sua mente um pouquinho. Atravs dele, eu
pude entender que o pensamento filosfico pode ser um
obstculo ante Deus. Porque ele se encheu com o seu
pensamento e lgica, parece que vai levar muito tempo para que
mude seu modo de pensar.
      Quando eu voltei na vez seguinte e perguntei se ele queria
ouvir minha conferencia, ele disse: "Como sua conferncia no
 necessria para mim, se voc voltar aqui novamente eu mau
poderei lhe receber." Quando ele tem algum problema, no
gosta de ver nenhuma outra pessoa at que este esteja resolvido.
Portanto, sua redondeza  montona e um pouco distante das
pessoas. Ele no tentou ter interesse na harmonia da natureza, no
desabrochar das flores silvestres, no fato de que a vida e a morte
dos homens derivam do poder de Deus, ou da existncia de



                               126
Deus. Por causa disto, parecia que levaria muito tempo para
remover seu egosmo. Contudo, eu no o deixei de lado, porque
nosso pensamento est num nvel superior ao de qualquer outro.
(A senhora Kim perguntou ao Dr. Lee se Scrates acreditava na
existncia de Deus e se tinha algum conhecimento sobre o
Verdadeiro Pai. O Dr. Lee respondeu: "Mesmo pensando que
conhece sobre Deus ele no sabe nada sobre o Verdadeiro Pai e
tambm no quer saber do Verdadeiro Pai por causa de sua
prpria filosofia.").




                             127
                                                   Captulo 8
                     ENCONTROS NO
             MUNDO ESPIRITUAL-- II
8.1. Encontros com Lderes Comunistas
                 -- 19 de Maio de 1998

8.1.1. Encontro com Karl Marx

Karl Marx viveu sua vida terrena como um lder de pessoas ms.
Porque ele foi to cruel? Sua rebeldia derivou de seu
ressentimento pela falta de reconhecimento ao que ele
considerava "suas grandes e maravilhosas idias". Ele nunca
abriu sua mente para discusses devido ao horroroso orgulho e
arrogncia que sentia com relao s suas idias. Como no foi
reconhecido, ele se revoltou contra Deus e contra o sistema
social de sua poca, e seu pensamento forneceu s massas
furiosas, a base para a revoluo violenta. Eu estava muito
curioso para saber onde uma pessoa to cruel, intoxicada com
suas prprias idias durante sua vida terrena, estaria vivendo no
mundo espiritual. No foi fcil encontr-lo em minhas primeiras
tentativas. Ento, deduzi que as pessoas deste mesmo nvel
deveriam estar agrupadas. Assim, perguntei em vrios lugares,
onde as pessoas revolucionrias poderiam ser encontradas.
       Quando, finalmente os encontrei, a primeira coisa que
entendi foi que as pessoas que trabalharam para fazer revolues
na Terra, ainda permanecem intoxicadas, impregnadas com o
mesmo sentimento no mundo espiritual. Nos arredores do local
onde Karl Marx vive, vi muitos edifcios velhos semelhantes aos
campos de concentrao para prisioneiros de guerra. Nestes
edifcios, haviam muitas pessoas que mais pareciam
remanescentes de um exrcito derrotado. Estas pessoas estavam


                              128
exaustas, deitadas no cho sem nada para fazer. Entre eles, havia
tambm muitos invlidos, caminhado com o apoio de muletas.
Seus rostos pareciam sem vida, refletindo a miservel realidade
da guerra. Todos pareciam estar seguindo um guia, mas no
estavam indo a lugar nenhum. De repente, ouvi algum gritar
em voz alta postado em um lugar mais alto: "Meus camaradas,
cidados! Vamos comear novamente! No podemos ser
derrotados aqui. Vamos encorajar um ao outro e lutarmos uma
vez mais! A vitria  nossa". O homem que estava gritando tais
palavras era o prprio Karl Marx!
       Eu esperei para encontr-lo ao final da audincia.
Desconsiderando as dificuldades do povo, ele continuamente
insistiu que sua teoria iria trazer a vitria. Aps seu discurso,
pedi-lhe um momento para que pudssemos conversar apesar de
sua atarefada agenda. Quando pedi, ele me indagou: "Qual linha
de pensamento voc representa?". Ento me apresentei dizendo:
"Meu nome  Sang Hun Lee, e esquematizei a Crtica e
Contraproposta para o Comunismo." Ele respondeu-me: "Eu
no tenho nada a ver com a Crtica e Contraproposta ao
Comunismo. Eu no tenho tempo para conversar com voc, pois
estou muito ocupado." Quando ele disse isto respondi: "No
importa o quanto voc esteja ocupado, voc no pode me tratar
assim. Eu esperei por voc at o final de sua conferncia."
Abaixando o olhar, ele me pediu para sentar ao lado. Ele no me
deixaria dizer nem ao menos uma palavra. Felizmente eu estava
com desejo de ouvi-lo explicar sua teorias. Ele foi um grande
terico. Ele falou sobre sua teoria sem nem mesmo parar para
respirar. Por insistir fortemente em sua prpria opinio, no
pude abrir as portas para um dilogo. Esperei pacientemente.
Quando ento ele deu a entender que estava pronto a finalizar a
conversa, levantei-me e disse que era minha vez. Eu disse: "Eu
Sang Hun Lee, sou uma pessoa que gosta de ouvir aos outros,
mas uma vez que o senhor j terminou de falar, gostaria de
expor minha opinio. Ento, falei-lhe sobre o contedo da



                              129
Crtica e Contraproposta ao Comunismo. Expliquei por que a
teoria comunista falhou. "Mesmo pensando que sua teoria 
fabulosa, continuei, "por no explicar nada quanto a Deus, que 
uma realidade na vida humana tanto na Terra como no cu, o
comunismo no poderia deixar de falhar. Voc conhece Deus?
Sem conhecer Deus, voc no pode ensinar acerca do propsito
fundamental da vida humana. Sem conhecer Deus, no h paz
nem vida eterna para os seres humanos. H apenas guerra. No
so estas pessoas que viveram intoxicadas por suas prprias
idias? Vamos observ-los! Porque todos eles vivem como se
fossem derrotados, fracassados? "Por favor, siga-me. Vamos ao
lugar onde vivo e olhar ao redor dele. Vamos continuar
conversando pelo caminho. Gostaria de convid-lo a visitar
minha casa. Por favor, vamos?" Quando disse isto, pareceu-me
que feri seu orgulho. Ento, falei polidamente: "Gostaria de
convid-lo como hspede em minha casa. Gostaria de trat-lo
com grande respeito." Ele pareceu sentir certa obrigao em
acompanhar-me.
      Enquanto estvamos caminhando, Marx me perguntou:
"Porque voc veio aqui? Por que voc veio at a mim e deu-me
uma conferncia to entusistica?" Eu respondi: Voc
descobrir quando chegar em minha casa. Quando chegamos,
ele olhou ao redor e viu o belo e fantstico ambiente em que
vivo. Ento, ele me pareceu estar muito triste. Guiei-o a vrios
lugares e mostrei-o um lugar em especial. Mostrei-lhe uma bela
vista de um casal amando-se um ao outro. Marx no se sentiu
surpreso, nem mesmo embaraado, ao contrrio, ele estava
atrado por isto, ele parecia estar sendo puxado por eles por
atrao magntica. Alm do mais, a expresso facial brilhante e
pacfica das pessoas nas ruas, parecia despertar nele o desejo de
mudar.
      Ele pediu-me se haveria mais lugares que eu poderia
mostrar-lhe. Eu respondi: "Como voc pode ver tudo num s
dia? Eu o levarei  outros lugares da prxima vez." Ele



                              130
perguntou-me at mesmo se ele poderia viver l. Sua atitude
havia mudado muito aps ter visto aquele mundo. Eu cheguei a
pensar que havia uma grande chance de falar a ele sobre Deus.
Quando eu disse: "Apenas pessoas que adoram e veneram a
Deus podem viver aqui, e ele disse: "Vamos at Deus."
Respondi: "Deus no est aqui. Ele disse: "Ento irei at Deus e
farei algumas perguntas? O que devo fazer para adorar a Deus?
Se Deus me der alguma orientao, eu farei exatamente o que
Ele disser." Desde que a mente de Karl Marx abriu-se um
pouco, eu comecei a dar-lhe uma conferncia de Princpio
Divino, apontando os erros de seu pensamento. Enquanto eu
dava a conferncia a ele, podia ver sua expresso facial
angustiada pela diferena entre o que eu estava ensinando e o
pensamento dele. Entretanto, dei a conferncia sem
interrupes. Desta forma, dei conferncias  ele muitas vezes.
Um dia, durante minha conferncia, sugeri que poderamos ter
mais conferncias na casa dele. Ele respondeu-me que precisaria
de mais tempo at poder convidar-me para sua casa. Entretanto,
ao final da conferncia, ele disse: "Devido a conferncia de hoje
ter sido mais interessante do que a conferncia de ontem, e
como parece a de amanh ser mais interessante do que a de
hoje, e a de depois de amanh mais interessante do que a de
amanh, ento o convidarei para visitar minha casa ao final de
todas as conferncias. Em resposta disse-lhe: "Por levar muito
tempo at terminar todas as conferncias, vamos parar esta
agora mesmo. Ento, quando sua mente realmente desejar ouvir
as conferncias novamente, recomearemos." Minha inteno
era ministrar as conferncias na casa de Marx. Quando ento
sugeri que, pelo fato da casa dele ser muito pequena, que as
conferncias fossem ministradas no grande ptio ao lado de fora,
seu semblante se tornou calmo e ele disse: "Eu sei o motivo.
Voc quer me dar uma conferncia entusistica l. Enfim,
vamos fazer a conferncia l."




                              131
      Um dia, durante minha conferncia, alguns jovens
estranhos entraram no local e vieram perguntar  Marx porque
ele ouvia as conferncias sozinho. Eles disseram que tambm
desejavam ouvir. Pensei que seria uma tima chance de
convid-los  entrar no recinto. Ento, surgiram pessoas de
vrios lugares at que algo estranho aconteceu. O semblante de
Marx se tornou vermelho como sangue e ento ele comeou a
chorar, tendo sua cabea abaixada diante de todo o auditrio.
Ele continuou chorando e ento falou: "Meus amigos que aqui
esto reunidos! Por favor, ouam a conferncia deste professor."
Ele orientou todas as pessoas para um local aberto. Desta forma,
em ptio bem aberto, pude dar vrias conferncias de Princpio
Divino e Crtica e Contraproposta ao Comunismo para muitas
pessoas. Atravs de minhas conferncias, de 70 a 80% dos
seguidores de Marx, tornaram-se favorveis ao Princpio. Marx
estava desapontado quanto a isto.
      Neste momento, ele estava muito prximo a mim, mas ele
no atingiu o ponto de poder aceitar os Verdadeiros Pais.
Entretanto, estando ele a ouvir minhas conferncias, cuidadosa e
positivamente, creio que ele ir aceitar os Verdadeiros Pais em
breve. Eu explicarei a ele que o pensamento messinico dos
Verdadeiros Pais  a complementao de todos os sistemas de
pensamento da histria humana.

8.1.2. Encontro com Lnin

Como a figura lder da revoluo comunista, Lnin foi um
contribuinte para os pases comunistas, ele  uma das pessoas
mais baixa perante Deus, onde ele vive no mundo espiritual.
Estive em sua casa antes. Fui l para discutir com ele acerca da
Crtica e Contraproposta ao Comunismo. Quando entrei em sua
casa, havia muitos guardas de segurana e eles me revistaram.
Foi difcil entrar em sua casa. Me apresentei orgulhosamente
como um emissrio de Deus. O procedimento para conseguir



                              132
uma audincia foi complicado e devido o propsito da visita no
ser familiar, no foi fcil conseguir entrar. Por no poder esperar
muito, disse-lhes novamente que era um emissrio de Deus, que
trazia um convite para o mestre deles. Disse-lhes: "Atenderei
muito bem vosso mestre, por favor deixem-me entrar."
Finalmente pude atravessar.
      Lnin no era grande nem alto, e sua face era a de um
homem elegante, e transmitia a impresso de fora. Ele
perguntou-me o que pretendia fazer vindo encontr-lo. Respondi
que, originalmente, tinha grande interesse em seu pensamento.
Assim, desejava encontr-lo para ouvir sua teoria pessoalmente.
Lnin no revelou facilmente sua mente e seu pensamento. Ele
disse: "No sou to benevolente a ponto de falar sobre meu
pensamento desprotegidamente com uma pessoa que para mim 
um estranho." Ele tentou verificar minha identidade. Quando me
apresentei como um fsico, ele respondeu-me: "Porque um
doutor como voc se importaria com a disposio de um
revolucionrio? Sua mente no estava aberta o suficiente para
permitir discutirmos nossos pensamentos um com o outro. Ento
disse-lhe: "Porque o senhor  uma pessoa muito valorosa e
importante, estou agradecido por poder encontr-lo. Gostaria de
convid-lo para visitar minha casa." Ele expressou sua profunda
apreciao s minhas palavras e ento disse-lhe que viria ao dia
seguinte para busc-lo.
      No dia seguinte, no entrei na casa dele. Ao invs disso,
enviei uma pessoa para cham-lo. Ento algo estranho
aconteceu. Lnin havia desaparecido apesar de ter claramente
prometido encontrar-me. Perguntei na recepo quando ele iria
retornar, mas ningum soube informar. Meu plano tinha sido em
vo. Todas as casas ao redor eram trancafiadas, muito escuras e
em runas. Elas eram muito prximas umas das outras. Porque
ele no desejava me encontrar? Considerei vrias razes. Nos
prximos dois dias, explorei a regio ao redor da casa de Lnin.
Enquanto caminhava, refletia e tentava receber algum tipo de



                               133
inspirao. Depois de alguns dias, descobri uma casa nova
dentre as muitas casas da vizinhana de Lnin. Era maior do que
a prpria casa de Lnin. Ento, Lnin e um grupo de pessoas
saram desta casa. Entretanto, ao me verem pude sentir que para
eles isto era uma situao desconfortvel e at mesmo estranha.
Lnin no demonstrava mais sua audcia ou fora. Parecia estar
tenso ou amedrontado com alguma coisa. Qual seria a razo
disto? Tentei imaginar algo que explicasse esta reao. Todos
que o acompanhavam foram em direes diferentes da casa de
Lnin. Segui-os  distncia e, em determinados momentos, at
mesmo bem prximo do grupo. Fazendo isto, pude perceber que
Lnin demonstrava ter sido oprimido por algum. O grupo ento
se separou e cada um passou a caminhar separadamente. Eu no
queria perd-los. Assim, segui-os cuidadosamente. Chegaram
ento  um ponto intermedirio e comearam a caminhar juntos
novamente. Eu estava curioso por saber para onde eles
caminhavam. Ao chegarem a um pequeno crrego sentaram-se
lado a lado. Para ouvir o que estavam dizendo, segui rumo 
margem e fingi estar lavando meus ps. Ento pude ouvir o que
estavam falando. Ouvi a voz de Lnin, dizendo: "Meus
camaradas! Devemos lutar aqui e conquistar a vitria. Caso
contrrio, todos seremos expulsos. Uma situao perigosa est
por vir." Ouvi ento, a voz de um jovem: "Mesmo pensando que
estamos unidos, por no sermos numerosos, penso que ser
difcil vencermos." Depois de tais palavras, o grupo permaneceu
em silncio por um instante at a voz de Lnin ser ouvida
novamente: "Se nossa identidade for conhecida pelos outros,
estaremos em perigo. Assim, vamos nos mudar para outro lugar!
Se formos para uma casa pequena poderemos estar mais
seguros." Eu estava curioso para entender porque eles estavam
l, porque tinham que estar conversando em segredo. Minha
questo foi respondida logo em seguida. Eles achavam que se
fizessem reunio em suas casas, estariam sendo vigiados pelos
guardas. A partir daquele dilogo, percebi que eles acreditavam



                             134
que, por estarem em constante vigilncia em sua residncia, no
poderiam divulgar nenhum plano secreto.
      Lnin, por ter acreditado em uma teoria errada, mesmo
que muitos pensem que ele foi um grande lder de uma nao, os
resultados de sua vida foram miserveis. Por isto, ele no podia
pronunciar sequer uma palavra com liberdade e sem medo, e
tambm no possua um bom local para viver. Se ele tivesse
vivido uma vida correta na Terra, ele poderia caminhar confiante
e com sua cabea erguida no mundo eterno. Entretanto, tem que
viver uma vida limitada, sempre vigiando sua costas com medo
da traio. A situao de Lnin fornece uma lio real para as
pessoas na Terra. Como devemos nos preparar na Terra para
viver nossa vida eterna? Naquele dia, retornei  minha casa
orando para poder encontrar Lnin novamente num futuro
prximo.

8.1.3. Encontro com Stlin

Quando Deus criou o mundo, limitou a capacidade e a razo da
mente humana. Mas Stlin viveu na Terra como uma autoridade
absoluta; como se fosse o prprio Deus. Ele desejava ultrapassar
sua limitada condio de criatura de Deus. No foi difcil
encontr-lo. A princpio, pensei que ele deveria viver prximo a
Karl Marx. Nos arredores da casa de Stlin, existe um local onde
muitas pessoas se renem regularmente. Stlin participa de todas
as reunies e orgulhosamente, ainda tenta impor sua autoridade,
assim como fazia na Terra. As casas ao redor da casa de Stlin
parecem pequenas casas feitas de barro, rodeadas por cercas,
exatamente como as que podemos ver na Coria do Norte. L, as
pessoas levam uma vida miservel. Todos eles viveram na Terra
servindo a Stlin como se ele fosse Deus. Ao redor do local,
havia apenas reas vazias e desoladas. Naquele ambiente existe
uma horrvel atmosfera de perigo iminente, como se algum
fosse lhe atacar a qualquer momento. O tempo todo me senti



                              135
como se estivesse sendo vigiado. Como Stlin era tratado? J
que ele foi tratado como um rei enquanto viveu na Terra, estaria
o povo servindo-o do mesmo modo aqui no mundo espiritual?
Depois de observar as silenciosas redondezas por alguns dias, vi
uma pessoa abrir a porta de sua casa e chamar pelo nome de
algum para entrar. Ela estava chamando Stlin. Eu estava
ansioso para saber porque Stlin estava se escondendo e
entrando secretamente naquela casa. Continuei observando e vi
tambm um homem e uma mulher entrarem, ambos olhando ao
redor amedrontados. Fiquei espreitando por um longo tempo,
mas ningum saiu da casa. Ento, decidi trocar minhas roupas
por trapos velhos e me aproximar da casa. Imaginei que eles
poderiam me descobrir ali e planejei implorar por comida. Feito
isso, me aproximei da porta e ouvi uma voz dizendo: "Eu no
posso mais suportar sangue sendo derramado, meus camaradas.
Vamos retornar para nossas famlias e vivermos
confortavelmente." Continuei esperando e ouvindo. Ento,
ouviu-se a voz de Stlin: "Antes de vir para c eu lutei muitas
vezes pela minha nao e pelos meus camaradas. Se olharmos
por este prisma, como poderemos ser derrotados. Os senhores
no esto compreendendo nossa situao. Se estivermos unidos,
poderemos conquistar a vitria." Ento ouvi uma mulher gritar
em voz alta: "Caro rei Stlin! O senhor no nos deu nada a no
ser sofrimento e lgrimas. No podemos servi-lo nem segui-lo
mais." Depois de falar, a mulher comeou a chorar. Pensei: se a
maioria das pessoas que estavam ali eram pessoas que
protestavam contra a autocracia de Stlin, por que estavam ali?
Se os seguidores de Stlin o prendessem, no teriam meios de
serem salvas. Eles porm, estavam se encontrando secretamente,
evitando que fossem vistos. Mas, o que Stlin estava fazendo?
Porque ele agia secretamente? Era muito difcil descobrir sua
identidade apenas observando o grupo.
        Certo dia, tentei entrar em sua casa usando uma mscara.
Na entrada, falei: Vim aqui para encontrar o grande mestre



                              136
Stlin. Ento, um jovem veio at a entrada e perguntou: "De
onde voc vem e quem  voc? Respondi: Ouvi dizer que o
mestre Stlin est aqui. Assim, vim aqui para receber seus
ensinamentos. Pediram-me para esperar por alguns momentos.
Passados alguns instantes, Stlin no apareceu. Em seu lugar,
um outro jovem veio ao meu encontro e disse-me: "Nosso
mestre no vai a lugares onde as pessoas no o veneram como
um rei." Porm, enquanto eu estava parado em frente ao porto,
Stlin repentinamente, apareceu atrs de mim. Ao tentar me
virar para v-lo, outros jovens apareceram repentinamente e me
agarraram, gritando: "Como ousa vir aqui?" Rapidamente, disse-
lhes: Vim aqui para encontrar meu respeitvel mestre. O que h
de errado nisto?" Eles, ento, exigiram que eu me identificasse.
Foi ento que eu gritei com forte confiana em Deus: Sou Sang
Hun Lee! Sou um emissrio enviado por Deus. Deus me enviou
aqui! Aps ouvir isto, Stlin disse: "Onde est Deus? Se voc
me disser onde Ele est aqui eu O visitarei." Respondi-lhe: Deus
no tem tempo para visitar uma famlia individual. E Stlin
respondeu: "Eu tambm no tenho tempo livre. Estou muito
ocupado." Percebendo que o jovem no queria me soltar, falei
educadamente: Eu no poderia aprender a teoria de seu mestre
aqui mesmo? Ouvindo isto, eles logo me soltaram. E Stlin me
perguntou o que eu queria saber. Como sempre tive muito
interesse em seu pensamento, respondi: Desejo aprender seu
pensamento. Ele disse: "Est bem. Comearemos amanh." Eu,
entretanto, me opus, alegando que, uma vez que eu estava ali,
gostaria de aprender alguma coisa naquele dia mesmo. Ento,
ele sugeriu que nos encontrssemos em outro local, porque ali
no era um lugar prprio para discusses tericas. Finalmente,
prometi encontrar-me com ele no dia seguinte e parti.
Entretanto, ao tentar me retirar, fui arrastado outra vez para
dentro. O jovem que antes me segurara, agarrou-me e me
ameaou dizendo que se eu retornasse, teria srios problemas.
No me assustei.



                              137
        No dia seguinte, voltei e encontrei Stlin num lugar
escuro e tenebroso, distante de sua casa. Ele era a nica pessoa
que estava l. Quando perguntei porque ele estava sozinho,
apesar de ser um grande homem, no recebi nenhuma resposta.
Ele apenas me levou a um quarto pequeno e silencioso. Este
quarto, era um local secreto usado por Stlin. Ele, ento, me
perguntou se eu realmente desejava aprender sua teoria.
Respondi afirmativamente, mas ele me disse que no estava se
sentindo bem, e no poderia dar a conferncia com entusiasmo.
Ele me explicou que vivia isolado porque se falasse em pblico
sobre suas teorias, seria expulso daquele lugar. Ele disse: "Muito
poucas pessoas aqui sabem quem sou eu. Estou muito surpreso
ao ver que voc me conhece." Respondi-lhe: Eu o conheo
porque sou um mensageiro de Deus, e tenho meios de saber tais
coisas. Quando falei isto, ele me disse que, se eu pudesse
providenciar um lugar para que se escondesse, seguiria minhas
orientaes. De imediato, percebi que aquela era uma chance
divina de abrir a mente de Stlin. Sugeri que ele viesse at a
minha casa para me falar sobre suas teorias. Ao ouvir isto, seu
rosto se encheu de pavor. Seus olhos e sua atitude me fizeram
entender que ele estava com medo de ser torturado por mim.
Apesar disto, ele me pediu que lhe mostrasse o caminho da
salvao e que me seguiria. Eu respondi que iria ajud-lo.
Naquele mesmo dia, levei Stlin at o lugar onde vivo e mostrei-
lhe todas as redondezas. Ele viu todas as belezas e maravilhas de
uma vida pacfica e confortvel. Bela msica, danas de alegria,
a beleza de todas as coisas da criao e o esplendor de Deus. A
certa altura, ele me perguntou que tipo de pessoas eram aquelas
que viviam ali. Respondi-lhe que ali viviam apenas as pessoas
que serviram e obedeceram a Deus. E, como Karl Marx, ele
tambm perguntou: "Onde est Deus? Por favor, leve-me at
Ele. Eu O servirei e O obedecerei." Eu lhe disse que isto
somente seria possvel atravs do estudo do Pensamento da
Unificao. Somente depois de conhecer o Princpio Divino, ele



                               138
receberia a permisso para encontrar Deus. E ele me pediu para
comear seu estudo do Pensamento da Unificao com urgncia.
Ento, expliquei-lhe sobre o Pensamento da Unificao, o
Pensamento dos Verdadeiros Pais e a Crtica e Contraproposta
ao Comunismo, apontando detalhadamente os erros do
Comunismo. Aps ouvir minhas conferncias, ele me perguntou
onde eu havia aprendido tudo aquilo. Respondi-lhe que
aprendera dos Verdadeiros Pais, enquanto vivia no mundo
fsico. Ento ele disse: "Seu pai  um grande homem; um grande
revolucionrio." Respondi-lhe que meu pai era de fato um
revolucionrio, porm um revolucionrio do verdadeiro amor e
o Salvador de toda a humanidade. E Stlin disse: "Quando eu
estava no mundo fsico, eu tambm era tratado desta mesma
forma; como um salvador." Eu aproveitei e disse: Ento, porque
voc vive esta vida de prisioneiro agora? Ele me explicou que
vivia escondido porque as pessoas no o tratavam bem no lugar
onde morava.
        Stlin ainda no reconheceu que sua teoria est errada.
Parece que levar ainda algum tempo para que eu possa
persuadi-lo. Ele precisa de tempo para receber Os Verdadeiros
Pais. No entanto, enquanto ele der ateno s minhas
conferncias, haver esperana tambm para ele.
        (O Dr. Lee, dirige-se aos Verdadeiros Pais): Verdadeiro
Pai e Verdadeira Me! Por favor, aguardem o dia da vitria. Eu,
Sang Hun Lee, chegarei ao inimigo dos Verdadeiros Pais.

8.1.4. Encontro com Kim Il Sung
          -- 21 de Agosto de 1997

Para encontrar Kim Il Sung, tive de procur-lo por muitos
lugares. Cheguei at a perguntar para Deus sobre seu paradeiro,
mas Deus no me respondeu. Eu perguntei a muitas pessoas por
onde passei, mas ningum sabia. Ento, finalmente, decidi ir aos
nveis mais baixos para procur-lo. Quando desci at um nvel



                              139
muito baixo, eu realmente senti que l era o inferno. Procurando,
vi um homem gigantesco com o corpo ferido a bala, apoiado
contra uma porta, sem condies de entrar. O homem estava ali,
parado como um espetculo cadavrico. Eu me aproximei e lhe
perguntei: Por acaso, seria voc o Primeiro Ministro Kim Il
Sung? Gemendo e se lamentando, sem nem mesmo conseguir
manter sua cabea erguida, o homem me perguntou quem eu
era. Eu lhe disse que era Sang Hun Lee e mencionei o nome do
Verdadeiro Pai.
         O homem sangrava por todo o corpo, mas mesmo assim,
fez um enorme esforo para se ajoelhar. E disse:
Eu cometi muitos pecados e fiz muitas coisas erradas contra ele
(O Verdadeiro Pai). Agora, estou pagando por tudo aquilo que
fiz.
       Ento, vendo que estava na porta, eu lhe perguntei: Porque
voc no entra, ao invs de ficar aqui na entrada? E ele me
disse: Eu desejaria muito fazer isto, mas sempre que entro, as
pessoas me atiram pedras, facas, armas e todo tipo de coisas.
Criam um motim to grande que no eu posso agentar. Eles
gritam e dizem: V embora, seu FDP! Por isso, eu no posso
ficar l dentro. Porque voc est me procurando? Voc acha que
meu filho Jung Il sabe sobre a minha situao miservel? A
Coria do Norte vai perecer. Eu sabia disso, mas no podia fazer
nada. Eu s esperava que Jung Il atendesse ao Verdadeiro Pai e
ouvisse seus conselhos para dirigir aquele pas. Na Terra, eu
nunca imaginei que o povo da Coria do Norte me odiava tanto
assim. Aqui, eles atiram pedras e me xingam terrivelmente. Eu
realmente no sabia que meu pecado era to grande. Aqui,
ningum me recebe bem em parte alguma. Voc poderia me
salvar?
       E Kim Il Sung suplicou que eu o ajudasse. Eu lhe dei
algumas palavras do Princpio Divino e do Pensamento da
Unificao, mas realmente, eu no podia suportar aquela cena
horripilante. Ento, eu decidi entrar por aquela porta que parecia



                               140
um ptio aberto de uma jaula. Quando me viram, todas as
pessoas que estavam ali levantaram-se e me perguntaram: Quem
 voc? Como pode vir aqui to imponentemente? Eu lhes
respondi que era um mensageiro de Deus e pedi um pouquinho
de tempo para conversar. Enquanto em caminhava entre eles,
ouvia-os dizendo sarcasticamente: Tudo bem. Ns temos tempo
suficiente. D-nos uma conferncia. Ento, eu expliquei para
eles que Deus  o Ser central do amor e dei uma conferncia
sobre as caractersticas duais de Deus. Tambm apelei para eles,
com lgrimas, durante quase uma hora, para que vivessem em
beneficio dos outros, amando e ajudando uns aos outros,
perdoando as falhas uns dos outros. Tambm lhes disse que
deveriam perseverar e esperar at o dia da libertao do inferno.
Depois de tudo, voltei-me para Kim Il Sung e pedi-lhe que se
deitasse a fim de que fosse tratado de suas feridas. Ento, as
pessoas que estavam  nossa volta comearam a ajudar,
limpando suas feridas, e a atmosfera do ambiente mudou,
tornou-se calma e serena. Na despedida, eu perguntei se poderia
voltar novamente para dar mais conferncias. Algumas pessoas
concordaram, mas outras disseram para que eu os deixasse em
paz, e que no queriam ser incomodados. Quando me despedi,
Kim Il Sung sentou-se ansiosamente. Ele no pde erguer a
cabea e nem mesmo olhar para mim quando eu estava indo
embora. No caminho de volta, eu pensava em como a vida na
Terra  temporria e enganosa. Quem poderia imaginar que
certas coisas pudessem estar acontecendo a Kim Il Sung e a
todas aquelas pessoas? As pessoas na Terra no podem ver o
mundo espiritual. Portanto, agarram-se egosticamente somente
ao que podem ver e assim vivem suas vidas. Este modo de vida,
conduz  punio do inferno, uma vida que s pode esperar,  o
inferno miservel. Que modo de vida miservel! Eu estou
transmitindo estas mensagens com a esperana de fortalecer os
nossos membros (da Igreja da Unificao), a fim de que
continuem trilhando o caminho da indenizao e da vida



                              141
pblica, pois somente assim, eles podero ser elevados
diretamente ao "Seio" de Deus.

8.1.5. Perguntas da Senhora Young Soon Kim

P: No mundo fsico, o senhor dirigia um carro. E no mundo
espiritual? O senhor caminha a p para dar testemunho?
R:  difcil entender a vida no mundo espiritual estando ainda
no mundo fsico. Mesmo que eu tente lhe explicar, voc talvez
no consiga entender. Entretanto, tentarei. Quando voc
caminha na Terra para ir a algum lugar tem que caminhar
constantemente, mas no mundo espiritual, como os lugares
mudam de acordo com o pensamento, o caminhar tem um
sentido diferente. Qualquer pessoa pode dirigir um carro a
qualquer lugar e a qualquer hora que deseje. Isto  um pouco
difcil de explicar. Mesmo sabendo que voc deseja maiores
detalhes, vou parar por aqui.
P: Stlin matou mais pessoas que Hitler. No entanto, Stlin vive
apenas uma vida de recluso. Por qu?
R: Senhora Kim, se uma pessoa peca e vive escondida como um
prisioneiro, ela vive feliz? Esta pode ser uma vida at mesmo de
maior sofrimento. Quando algum vive escondido, a vida dele 
cheia de medos.

8.2. ENCONTROS COM OS GRANDES
     CRIMINOSOS DAS GUERRAS MUNDIAIS

8.2.1. Encontro com Hitler -- 20 de Maio de l998

Hitler matou milhes de judeus com grande crueldade. De todos
os assassinos da histria, Hitler foi o que infligiu a matana mais
cruel. Assim, pensei que ele deveria viver entre algum grupo de
pessoas igualmente ms. Eu estava muito ocupado, procurando
as pessoas que desejava encontrar. Certo dia, durante as minhas



                               142
buscas, escutei casualmente um grupo de judeus que gritavam:
"Vamos mat-lo!" Quando me voltei e olhei, vi uma enorme
massa de pessoas, todas gritando  mesma voz: "Vamos mat-
lo! Vamos mat-lo!" A multido de pessoas era to imensa que
eu mal podia ver seu fim. Ademais, tambm no conseguia
saber quem era a pessoa que o grupo parecia perseguir e matar.
A gritaria da multido prosseguia. Entre esta, havia muitas
pessoas cobertas de sangue, algumas caam e eram arrastadas
pelas outras. Era uma cena trgica que recordava um campo de
batalha. Por mais que tentasse, eu no conseguia ver o objeto
daquela ira assassina. Continuei procurando, tentando encontrar
tal pessoa to desafortunada. Em meu corao, eu me sentia
como se estivesse cavando explosivos em um campo minado.
Perguntei para algum: Ei! O que est acontecendo? E pude ver
algum n em cima de rvore. Como eu estava no meio da
multido, no podia discernir bem de quem se tratava. Na
multido, ningum parecia considerar aquela pessoa como um
ser humano. E gritavam: "Voc deve sofrer mais do que nos fez
sofrer! Voc est envergonhado? Mulheres! Ergam-se e toquem
os testculos desse sujeito. Vejam quo atrativas so as pelotas
dele! Ele matou milhares de pessoas como se fossem animais.
Toquem nas letras escritas em seu peito. Que dizem as letras?
Voc  o rei dos nazistas? Por que voc exerceu a autoridade de
um rei tirano sobre ns, agora ns o julgaremos como um povo
que julga seu rei perverso". Enquanto uns diziam estas palavras,
outros gritavam contra ele todo tipo de maldies e linguagem
ultrajante. E prosseguiam: "Arranquem seus olhos! Arranquem
sua pele! Queimem seus cabelos! E diziam tudo isso e muito
mais. Assistindo quela cena, eu pensei: No importa quo
miservel seja a vida de um homem na Terra, nenhuma situao
poderia ser to horrvel quanto quela daquele homem. Uma tal
cena jamais poderia acontecer na Terra.
        Entendi que, se eu tentasse ajud-lo, seus atormentadores
me teriam agredido. Mas, vendo semelhante cena trgica, me



                              143
doa o corao seguir adiante sem poder fazer nada. Depois que
retornei para casa, no podia suportar a dor em meu corao. A
quem devo pedir que se arrependa primeiro? A quem devo
abraar? A quem devo ensinar sobre Deus e sobre Os
Verdadeiros Pais? Eu no podia responder a estas perguntas.
Ento, orei a Deus, chorando: "Pai Celestial! Que posso fazer
pelas pobres pessoas que esto sofrendo semelhante dor?" Orei
sinceramente por uma resposta de Deus. Nesse instante, escutei
a voz de Deus: "Sang Hun. Ah! Eu entendo o que voc sente.
Sem dvida, essas pessoas esto sofrendo de um doloroso
ressentimento. Mas, at que sua angstia se dissipe, voc ter
que esperar. Se voc lhes pedir para perdoarem Hitler agora,
eles se voltaro contra voc. Assim, por favor, aguarde um
pouco mais. Hitler tem que pagar indenizao pelo mal que
cometeu durante sua vida terrena. Quando algum comete um
pecado, deve pagar indenizao. Sempre que voc passar por
aquele lugar, seu corao sofrer. Nesse momento, ore por ele,
para confort-lo. Quanto ressentimento, dor e angstia sentem
aquelas pessoas que o perseguem?  medida que o tempo
passar, eles iro se tranqilizando". Estas foram as palavras de
Deus para mim.
        Depois disso, preparei vrias conferncias para
compartilhar com Hitler. Mas, cada vez que ia quele lugar,
presenciava os mesmos horrveis tumultos contra Hitler. Quando
um grupo ficava rouco de tanto xing-lo, era substitudo por um
outro grupo que repetia tudo. Um dia, me imiscu na multido e
conheci uma jovem mulher. Ela era formosa e muito bonita.
Quando lhe perguntei como fora morta, virou o rosto e me pediu
para no tocar no assunto. Quando pensei no assunto com o
corao que Deus havia expressado, pude sentir quo
injustamente ela foi tratada. E disse-lhe: Quanta dor voc deve
ter em seu corao! Eu posso entender o seu corao sofrido.
Minhas palavras comoveram-na e ela disse que foi assassinada
do mesmo modo que estvamos vendo aquela pessoa, Hitler,



                              144
prestes a ser assassinado. E compreendi que ela estava nua
quando foi assassinada, e os soldados puderam ver tudo o que
quiseram. Puseram-na na cmara de gs e sempre que
desejavam v-la nua, abriam a porta e a olhavam at faz-la
sentir-se inexprimivelmente miservel. Ento, finalmente,
lanaram o gs letal que a matou.
        Aquele Hitler n  o objeto de todo esse ressentimento.
Ainda que esteja completamente exausto com a perseguio e a
gritaria vingativa,  obrigado a continuar ouvindo tudo aquilo
continuamente. Vocs, no mundo fsico, sequer podem imaginar
o quanto miservel ele .
        Conheci uma outra pessoa cujas mos e ps estavam
acorrentados. Tentei consol-la, dizendo: Quanto sofrimento,
quanta dor voc est sentindo! E esta outra pessoa me disse,
referindo-se a Hitler: "Ele nos aprisionou e nos fez viver de
acordo com sua vontade. Nos transformou em escravos porque
ele considerou nosso povo seu inimigo e no conseguimos
sobreviver. Nem mesmo ns podemos imaginar sua crueldade.
Agora, nosso povo se vingar. Vamos juntar todos os cadeados
com que fomos aprisionados e jog-los todos sobre ele. Essa
ser sua gigantesca tumba de sepultamento. Creio que algum dia
esse nosso desejo se concretizar. Todos ns queremos moe-lo,
misturar seu corpo com gua e beb-lo. E mesmo depois de
fazermos isso, nosso dio contra ele ainda permanecer". Nestes
termos, aquele homem expressou todo o ressentimento que as
vtimas de Hitler sentem contra ele no mundo espiritual.
Como posso descrever em palavras estas cenas trgicas e
miserveis?  um sofrimento constante, uma aguda e contnua
dor que se repete interminavelmente. Sem dvida, tenho que
amar estas pobres pessoas. Por isso, esperarei um pouco mais e
voltarei a visit-los novamente. Para encontrar-me com Hitler,
tenho que esperar at a situao em torno dele se tranqilize.
Esperarei em orao e meditao da palavra de Deus. Espero
poder encontr-lo o mais breve possvel.



                             145
8.2.2. Encontro com Mussolini

As pessoas necessitam de muitas coisas essenciais para manter
suas vidas, tais como: habitao, alimentos, vestimentas, etc.
Mussolini acreditava que as armas eram a coisa mais importante
que uma pessoa podia ter na vida. Estava absolutamente
convencido de que uma nao detentora de um grande arsenal
blico podia devorar todos os pases ao seu redor e obter vitria
em todas as situaes. O aspecto mais perverso de seu
pensamento, foi acreditar que o assassinato no era um crime,
um pecado. Acreditava que era perfeitamente justificvel
assassinar as pessoas que se punham contra ele porque isto no
era diferente daquilo que acontecia no mundo animal. Os seres
humanos para ele no passavam de meros animais. Eu estava
muito curioso para encontrar Mussolini e saber como pensa e
vive no mundo espiritual.
        Se a vida de Stlin pode ser definida como a continuao
de uma existncia de recluso, pode-se descrever o modo de
vida de Mussolini como o de algum que vive uma existncia
nmade e solitria, podendo estar hoje em um lugar, amanh em
outro. Ele no possui nenhuma residncia fixa e prpria, e vive
vagando de um lugar para outro como um cigano. Talvez, vocs
se perguntem como cheguei a encontrar Mussolini, se ele no
tem paradeiro em lugar nenhum, mas vive como um mendigo;
sempre como uma carga para os outros. Assim, conheci
Mussolini enquanto visitava uma outra pessoa. Naquela regio,
as pessoas me disseram: "Aquele homem l no tem moradia".
Vive sempre a vagar de um lugar para outro. Podia ficar
conosco se quisesse, mas parece que tem sempre a necessidade
de ir embora". Ouvindo isto, fiquei curioso para saber quem era
aquele homem que vivia desse modo. Um dia, vendo-o, decidi
segu-lo enquanto caminhava, esperando descobrir sua
identidade. Tive cuidado para que no percebesse que o estava
seguindo. Durante a caminhada, ele se deteve em trs ou quatro



                              146
lugares, mas nunca iniciou uma conversa sria e duradoura com
algum. Simplesmente, trocava umas poucas palavras e seguia
adiante. Ento, um dia, decidi aproximar-me, agarrei-o e disse:
Irmo, conversemos um pouco! Ele ficou muito surpreso e
exigiu que queria saber quem eu era. Disse-lhe que se ele no
tinha residncia, podamos ir  minha casa, onde ningum nos
perturbaria. L, ouviramos apenas uma msica suave e
veramos muitos lugares onde podamos ter uma conversa
agradvel. Ele retrucou que gostava de andar de um lugar para
outro, pois aquilo ia bem com seu carter e no queria se
estabelecer em lugar nenhum. Ento, perguntei-lhe se podamos
ao menos ser amigos. O homem interessou-se por mim, assim
que eu lhe disse que tambm no tinha residncia fixa. Tinha um
lugar para ficar, mas no me sentia  vontade ali, por isso
viveria viajando como ele. E sugeri que viajssemos juntos,
como amigos, j que uma viajem a dois, seguramente era melhor
do que apenas um. Ouvindo isto, ele meneou a cabea meio
desconcertado. Eu decidi que viajaria com ele at que
descobrisse sua identidade.
         No sei quantos dias passamos viajando juntos. At que
um dia, ele quis saber o que eu fazia no mundo fsico. Eu disse
que, inicialmente, fui doutor em Medicina. E aproveitando a
chance, retornei a mesma pergunta para ele. E ele comeou a
falar. "Eu fui o maior lder de uma nao. Sempre fui muito
interessado em assuntos internacionais, at que, a partir de um
certo momento, comecei a ter um sentimento de crescente
ambio. Imediatamente, desejei tornar-me uma figura de nvel
mundial com grande poder. Assim, implantei a centralizao
totalitria da economia e a construo de um arsenal blico. O
que sou hoje,  o resultado da minha sede de poder durante a
minha vida na Terra. Meu nome  Mussolini. Eu sou um
delinqente monstruoso. Porque sou um criminoso, aonde quer
que eu v, estou sempre com medo de que algum me
reconhea. Por isso, estou sempre me escondendo. Meu corao



                             147
est bastante aliviado agora que me abri com voc. Por que voc
est me seguindo?" Respondi apenas que gostaria de voltar a
encontr-lo, pois teria muito mais para lhe dizer. E perguntei se
ele gostaria de ouvir uma conferncia. E ele me respondeu que
sim, mas tinha medo de ficar em um mesmo lugar por um
perodo muito longo, pois as pessoas poderiam descobrir sua
identidade. "Se isso acontece, as pessoas me expulsam e me
amaldioam", completou ele. E eu continuei: Se algum comete
um crime,  natural que seja punido. Tambm entendo que tal
pessoa tem que entender a gravidade do crime que praticou a
fim de jamais voltar a praticar outro crime. Se fez algo mal,
suponho que ter que enfrentar as conseqncias de seus atos.
Quanto tempo voc pretende viver se escondendo? Falei tudo
isso de modo que ele pudesse me entender. O resultado de
minhas palavras revelou que o lado bom do carter de
Mussolini, acima do que eu esperava, pesou mais que seu
temperamento de ladro e criminoso. Assim, quando apontei os
erros que ele cometera em sua vida, ele demonstrou gratido e,
com gentileza, pediu-me para ouvir minhas conferncias.
Contudo, uma vez que ele no dispunha de uma casa onde
pudssemos dar as conferncias, perguntei onde queria que eu
realizasse as conferncias. E ele respondeu que seguiria a
indicao de seu "maestro". Decidi, ento, colocar minha casa 
sua disposio. Sem dvida, parece que Mussolini levou uma
vida muito variada e promscua com as mulheres. Quando, j em
minha residncia, viu meu dormitrio, quis saber como  que eu,
com uma casa to bonita e luxuosa, tinha apenas uma mulher.
Eu realmente no sabia por onde comear com tal pessoa.
Assim, mesmo, nos instalamos em minha casa.
        Iniciei as conferncias, explicando a motivao da queda.
Interessado, ele fez muitas perguntas. Queria saber onde eu
aprendera tudo aquilo e baseado em que eu acreditava na queda,
e assim sucessivamente. Metodicamente, eu o levei, passo a
passo, a ouvir as conferncias do Pensamento da Unificao,



                              148
explicando tudo com muitos detalhes. Finalmente, ele se rendeu,
profundamente impressionado com o impacto das conferncias.
Ele me fez vrias outras perguntas, tais como: "Quem lhe
ensinou tudo isso? Quem props essas idias?" Como existia
entre ns uma grande distncia de corao, era muito difcil para
eu explicar-lhe tudo o que queria saber. Assim, disse-lhe
simplesmente que havia aprendido todas aquelas idias com o
Reverendo Sun Myung Moon, que era para mim, o Verdadeiro
Pai da humanidade. Ento, Mussolini comentou que as teorias
do Reverendo Moon eram muito profundas e lgicas, mas seria
muito difcil algum conseguir viver de acordo com elas.
        Por fim, Mussolini necessitava de um lugar onde pudesse
ficar. E eu lhe perguntei por quanto tempo ele ainda iria viver
perambulando por a. Ele me disse que ainda no havia se
decidido por lugar algum em particular e que decidiria quando
encontrasse um lugar que considerasse apropriado. Compreendi
que tal situao de indeciso era a vontade de Deus. At hoje,
ele no entendeu a lei da indenizao, nem a raz do mal, o que
pode levar ainda um longo tempo. Por enquanto, tudo o que eu
podia fazer era louvar Os Verdadeiros Pais e orar para que Deus
o ajudasse.

8.2.3. Encontro com Tojo -- 21 de Maio de l998

A maioria dos japoneses compartilham a crena nacional de
confiar em um deus em todas as situaes de suas vidas. A
maioria dos lares pratica algum tipo de crena ou f. Tojo, no;
ele insistiu ao longo de toda sua vida que o deus de seu prprio
ego era superior a todos os deuses, incluindo-se a o Verdadeiro
Deus. A incrvel e exacerbada arrogncia e prepotncia de Tojo
eram muito maiores que qualquer crena que ele pudesse ter em
um ser divino. Ele simplesmente afirmava: No existe nenhum
Deus. Deus est morto. Portanto, sigam-me!




                              149
Conhecendo as idias atestas de Tojo, era natural que eu tivesse
a curiosidade de saber qual a situao e a posio dele no mundo
espiritual. A princpio, no consegui encontr-lo. Em seguida,
recomecei a procur-lo devido  orientao dos Verdadeiros
Pais. Os pensamentos e a curiosidade dos Verdadeiros Pais se
converteram em minha motivao para procur-lo.
        Em minhas buscas, entrei em uma regio onde no havia
montanhas nem rios. Quando comecei a investigar a rea, no
pude evitar de perguntar a mim mesmo se era possvel que
alguma pessoa pudesse viver ali. Ento, em um certo lugar,
comecei a ouvir um som estranho, como se algum estivesse
gemendo com profunda dor. O som provinha de uma habitao
semelhante a uma casa. Mas no era uma casa, e sim algo
parecido com as choupanas que os povos nmades constroem
nas zonas tropicais e que logo desfazem quando decidem mudar-
se. Aproximei-me para olhar melhor e comecei a enxergar sinais
de vida humana naquelas choupanas. Notei que haviam muitas
outras choupanas semelhantes espalhadas pelos arredores.
Cuidadosamente, abri a porta, um simples pedao de uma casca
de rvore. L dentro, descobri que alguns poucos homens
usavam aquele lugar como moradia. Um deles me pareceu muito
doente. Perguntei aos demais se aquele homem estava com dor
de cabea, mas eles no sabiam. Ento, eu, Sang Hun Lee, fiz
uma orao por todos eles. Depois, pus a mo sobre o que estava
doente e comecei a orar para que fosse curado, com as seguintes
palavras: "Oro em nome daquele que veio como o mensageiro
de Deus. Permita que seja aplacada a dor deste homem que
sofre". To logo terminei a orao, o homem parou de gemer e
sentou-se. E me perguntou: "Quem  voc que pode me salvar
do meu sofrimento?" Antes de responder, pedi-lhe que se
identificasse. Ele inclinou a cabea e me disse que, j que eu o
havia livrado de seu sofrimento, ele me considerava seu
"mestre" e seu Deus. Por isso, me diria o que eu quisesse saber.
E comeou: "Meu nome  Tojo. Enquanto eu estava na terra,



                              150
neguei a existncia de Deus, pretendo eu mesmo ser um deus.
Porm, quando meu corpo fsico faleceu e eu vim parar neste
lugar, descobri que no havia nenhum lugar para mim. Tentei
viver nas florestas, no fundo das guas... Estive em muitos
outros lugares, mas no encontrei ningum que suportasse
minha presena. Por fim, me estabeleci aqui nesta regio estril.
Aqui existem to poucas pessoas que mesmo quando grito de
dor ningum pode me ouvir. Senhor, voc  o meu deus. Por
favor, salve-me! Depois de ouvi-lo, disse-lhe que eu era um
enviado de Deus e que meu propsito ao vir quele lugar foi
trazer-lhe a salvao. Enquanto eu falava, seu corpo tombou e
ele se inclinou outra vez e me agradeceu profusamente.
Prossegui: A razo pela qual comecei a procur-lo foi porque o
Reverendo Sun Myung Moon, que  o Verdadeiro Pai da
Humanidade, e que vive ainda na Terra, me pediu para vir
descobrir como voc est vivendo aqui e rapidamente levar esta
informao para as pessoas da Terra. Recebi a permisso de
Deus e vim o mais rpido que pude. E Tojo me disse: "O
Verdadeiro Pai  seu pai? Por que ele desejou me encontrar?"
Ento, expliquei-lhe sobre Os Verdadeiros Pais, dizendo que o
Verdadeiro Pai no apenas  o meu pai fsico, mas tambm o
Messias, o Senhor do Segundo Advento, que vem como o Pai de
toda a humanidade. E Tojo acrescentou que, se O Verdadeiro
Pai  o pai de toda a humanidade, poderia ser tambm o pai de
algum como ele. Estas palavras era o que eu estava esperando.
E eu disse: Sim.  isso mesmo. Se voc simplesmente ouvir as
palavras do Messias e cr, ento voc tambm passa a ser seu
filho. Ouvindo isso, Tojo comeou a agradecer: Obrigado,
obrigado, obrigado... Foi ento que perguntei se ele gostaria de
ouvir uma conferncia. E ele concordou, dizendo que estava
disposto a ouvir o que eu tinha para dizer, uma vez que eu era a
pessoa que o libertou de seu sofrimento. Logo em seguida,
transmiti para ele todo o contedo das conferncias de trs dias
de uma nica vez. Primeiro, falei sobre o contedo da



                              151
Finalidade da Vinda do Messias e expliquei sobre a realidade da
existncia de Deus. Em seguida, falei sobre o contedo do
Pensamento da Unificao e sobre a teoria da vitria sobre o
comunismo. Tojo parecia totalmente cativado por aquelas
palavras e logo comeou a chorar. E, chorando, falou: "Eu,
Tojo, mereo ser castigado diante de todas as pessoas do mundo,
porque eu fui to arrogante que me pus no lugar de Deus". E
admitiu que era um pecador entre os pecadores e me pediu que o
salvasse e lhe dissesse o que precisava fazer. E eu lhe disse que,
algum dia, no futuro, o Messias tambm vir para este mundo e
que at este dia chegar, ele deveria unir-se a mim para
semearmos suas palavras. E Tojo pareceu surpreso: "Se
fizermos isso, eu s lhe trarei danos e problemas, pois se voc
estiver junto a mim, as pessoas lhe agrediro tambm". E
perguntou se havia outro modo de salvar-se. Disse-lhe: Esta  a
nica maneira, pois devemos esperar o Messias com um corao
de expiao. Ento, lhe pedi que aguardasse, orasse, oferecesse
expresses de sua devoo e que me ajudasse em meu trabalho.
Depois disso, me despedi e parti.

8.2.4. Perguntas Dirigidas ao Dr. Lee

P: Dr. Lee, em que lngua o senhor conversou com todas essas
pessoas, uma vez que Confcio falava chins, Buda falava o
snscrito, Jesus falava aramaico, Marx e Hitler falavam alemo
e Mussolini falava italiano?
R: Quando me encontro com algum no mundo espiritual, posso
transmitir minhas idias e captar as idias daquela pessoa
instantaneamente [como por telepatia, ou como uma linguagem
emocional]. Assim, l no existe a necessidade dos idiomas.
Quando olho para uma pessoa, meus pensamentos lhe so
transmitidos. Quando uma pessoa olha para mim, seus
pensamentos me so transmitidos.




                               152
                                                   Captulo 8
                           ENCONTROS NO
                    MUNDO ESPIRITUAL --III
9.1. Encontros com Lderes Cristos Coreanos

9.1.1. Encontro com Kim Hwal-Lan

Kim Hwal-lan foi uma mulher muito famosa na Terra que
notabilizou devido ao fato de haver se graduado nas instituies
acadmicas mais prestigiadas da Coria. Levou uma vida de f
baseada em fortes convices sobre Deus e era admirada por
muitas pessoas e considerada membro da elite social coreana. A
minha pergunta era saber se um membro da mais alta elite social
na Terra, conservava sua posio de elite no mundo espiritual.
Pouco tempo depois de chagar ao mundo espiritual, a fim de
obter uma resposta, visitei um grupo de cristos. As pessoas do
grupo continuavam esperando seriamente que o Messias
voltasse das nuvens, e haviam criado uma imagem do Messias
elevado sobre nuvens. Todos estavam orando e expressando seu
achego pelo Senhor. Vi tambm uma pintura de Jesus, mas o
prprio Jesus no estava entre as pessoas daquele grupo de
cristos. Existem muitos grupos como este formados por cristos
que se renem entre si no mundo espiritual.
      Visitei aqueles grupos porque buscava uma pessoa em
particular. Especialmente pela dor que tal pessoa havia causado
aos membros da Igreja da Unificao e aos 36 casais
abenoados. Eu realmente estava curioso para conhecer as
conseqncias de seus juzos errneos sobre Deus. Um dia, por
fim, a encontrei. Era uma mulher pertencente a um grupo de
cristos bastante seleto constitudo por membros da alta classe


                              153
social. A mulher falava energicamente. Eu entrei e escutei o que
ela dizia. Falava ela que, uma vez que o Senhor disse que
voltaria, mas ainda no voltara, era a responsabilidade das
mulheres realizar viglias  luz de velas e orar at o dia de sua
vinda. "No devemos ser negligentes como aquela noiva que
esperava pelo noivo, mas esqueceu do leo de sua lmpada".
Dizia ela. Depois disso, pediu aos seus ouvintes que se unissem
em orao at o dia do retorno do Senhor Jesus.
      Eu, Sang Hun Lee, estava de p na parte de trs da
multido e aplaudi fortemente. Fiz isto porque queria que ela me
notasse a fim de que tivesse a oportunidade de encontrar-me
com ela. Enquanto aplaudia, todas as pessoas se voltaram para
olhar para mim. De repente, Kim Hwal-lan apareceu diante de
mim e me saudou muito gentilmente. E eu me apresentei como
um mensageiro de Deus. E ela falou: "Voc parece uma pessoa
respeitvel, mas... Por que brinca conosco? Um mensageiro de
Deus? Muitas pessoas tinham sua ateno voltada para mim. Eu
prossegui com a conversa de modo a declarar a Segunda Vinda
do Messias, e falei: Senhora Kim, o Messias j voltou h muito
tempo. Seu ensinamento sobre a parbola da noiva negligente
est equivocado. Eu estou certo de que Jesus tambm sabe que o
Messias j veio h muito tempo e est trabalhando duro para
trazer a paz mundial, a salvao da humanidade e para o
estabelecimento do Reino dos Cus. E ela respondeu: "Isso  o
que dizem os hereges". Continuei muito srio: Ento, faamos o
seguinte: a senhora me deixar falar um pouco sobre o que diz
ser idias dos hereges, e se a senhora puder demonstrar que o
que vou dizer est errado, eu, com muito prazer, passarei a
aprender com a senhora.
      Observei que a maioria das pessoas do grupo eram
mulheres e estavam de acordo quanto a ouvir o que eu tinha para
dizer. Eu percebi que esta era minha oportunidade. E falei sobre
o Messias, sua misso e propsito da Segunda vinda. Utilizei um
pormenorizado mapa histrico para demonstrar os perodos



                              154
histricos providenciais (os paralelos histricos) e comparei-os
com a poca atual para que todos pudessem deduzir por si
mesmos acerca do tempo da Segunda Vinda. Falei tambm
sobre a crucificao de Jesus e como o Senhor do Segundo
Advento dever dar continuidade ao trabalho de Jesus. Ento,
perguntei  multido e, particularmente, a Kim Hwal-lan: E
ento, acham que eu sou um falso mensageiro de Deus? Esto
erradas as coisas que eu falei? Elas no esto de acordo com o
pensamento bblico? Existem ainda muitas coisas que, se vocs
quiserem, posso lhes falar em outra ocasio. Ento, Kim Hwal-
lan ergueu a mo e me fez uma pergunta: "Por que voc veio at
aqui? A quem veio procurar?" E eu disse que tinha vindo para
encontrar Kim Hwal-lan. E comecei a falar sobre Os
Verdadeiros Pais. A uma certa altura, perguntei se ela se
recordava do nome Sun Myung Moon. E ela respondeu que no.
Perguntei ento se ela se lembrava de haver ouvido sobre a
Igreja da Unificao. Ela pensou por um momento e disse que se
lembrava de j ter ouvido falar da Igreja da Unificao. E eu
completei: Voc sabe quem  o fundador da Igreja da
Unificao? O Senhor que fundou a Igreja da Unificao  o
Senhor do Segundo Advento e os Verdadeiros Pais, que agora
derrama seu sangue e suor na Terra pela salvao da
humanidade. Foi ento que o rosto de Kim Hwal-lan tornou-se
roxo como uma beterraba. E ela ento falou: "Ento eu sou uma
terrvel pecadora e voc veio me prender como uma criminosa?"
Eu respondi que no tinha autoridade para determinar se o termo
criminosa se aplicaria a ela. Isto  algo que somente Deus e ela
prpria poderia julgar. Enquanto isso, os demais membros da
multido ficaram muito curiosos. A senhora Kim e eu falamos
sobre o Senhor do Segundo Advento, mas as demais pessoas no
tinham meios de saber de quem estvamos falando. E a senhora
Kim sugeriu que nos encontrssemos depois em particular. E eu
lhe disse que havia terminado minha conferncia por aquele dia
e me prontifiquei a retornar no dia seguinte para continuar as



                              155
conferncias sobre o Princpio Divino, se ela quisesse. Isto
pareceu desagrad-la muitssimo, e ela disse que seu grupo iria
se reunir e decidir quando seria um bom momento para que eu
retornasse. Ento, uma mulher do grupo levantou-se e disse: "Eu
quero ouvir o que voc quer dizer agora. Vamos ouvi-lo! E
outros se uniram a ela e, juntos, diziam: Vamos ouvi-lo! Vamos
ouvi-lo! E eu dei conferncias a eles durante trs dias. Todos
choraram, oraram e cantaram muitos hinos. Comeamos
cantando o hino 162 do hinrio cristo-coreano, chamado
Quando o Noivo Chegar, e qual tem um refro Prepara-te!
Prepare-te! Naquele dia todos fizeram um barulho realmente
enorme.
      Muitos membros na Terra, sobretudo aqueles que foram
obrigados a concluir seus estudos na Universidade Ehwa, de
mulheres, tm interesse em saber o que aconteceu depois com
Kim Hwal-lan? Ela se retirou golpeando seu peito com os
punhos e gritando: Senhor, Senhor! O que deve ser feito com
esta pecadora? Senhor, senhor! Por favor, salve-me, eu que sou
uma pecadora".
      Depois daqueles dias, Kim Hwal-lan se encontrou comigo
e, sinceramente, se desculpou por tudo o que fez contra ns na
Terra. Perguntou ainda o que deveria fazer por aqueles que
haviam sofrido como resultado de suas aes. E eu lhe disse que
deveria trabalhar para o Senhor que j veio. Devia encarregar-se
da tarefa de visitar todas as mulheres crists e testemunhar que o
Reverendo Sun Myung Moon  o Senhor do Segundo Advento e
o Verdadeiro Pai da humanidade. Ela sorriu e disse que faria
esse trabalho com o melhor de sua capacidade e com um
corao de arrependimento e expiao. Fiquei feliz por haver
superado essas pessoas, mas tambm senti uma certa amargura
ao pensar nas terrveis marcas que elas deixaram em nossa
histria providencial.

9.1.2. Encontro com a Famlia de Maria Park



                               156
Deus, que governa sobre todas as coisas criadas, disse-me o
seguinte: "Sang Hun, pode parecer para voc que as pessoas
aqui vivem de acordo com suas prprias vontades, mas, somente
quando a direo da vontade delas for sintonizada com a direo
da vontade de Deus  que se poder dizer que elas esto
seguindo um caminho verdadeiro". Eu estava curioso para saber
porque Deus havia falado aquelas palavras para mim, e esperei
que Ele me explicasse. Ento, um certo dia, Deus me disse: "H
um lugar em particular que voc deve ir visitar hoje." Depois,
Ele me enviou uma mulher de baixa estatura vir e me ordenou
que a seguisse. A mulher era uma mensageira de Deus. Uma vez
que ns estvamos indo a um lugar indicado diretamente por
Deus, eu estava curioso para saber aonde estvamos indo.
        A mulher me disse que o lugar para onde Deus me
mandou, no era um lugar agradvel. Depois que havamos
viajado uma certa distncia, a mulher pediu que eu parasse e
esperasse. E ela chamou um homem e o convidou para nos
acompanhar em nossa jornada. Eu senti algo estranho em meu
corao, mas segui em frente.
      Depois de um certo tempo, perguntei para onde estvamos
indo. De repente, vi um grande porto semelhante  porta de
uma priso na Terra. O porto era muito alto e completamente
fechado. Surpreso, perguntei: O que  isto? Depois de esperar
algum tempo, o homem que viajava conosco disse alguma coisa,
e o porto foi aberto. E ns entramos. Eu quase no acreditei no
que via. Dificilmente, eu podia acreditar imaginar que existia tal
coisa. As pessoas daquele lugar eram seres humanos, mas no
tinham forma humana. Havia todo tipo de pessoas ali. Algumas
chorando, outras brigando, pessoas feridas a golpes de espadas,
pessoas com os olhos arrancados, pessoas apanhando com
pedaos de madeira, pessoas com as mos voltadas para as
costas, pessoas com ps colados no ar, pessoas com sangue
jorrando de suas barrigas, pessoas com sangue jorrando de suas
orelhas, pessoas com mos, ps e olhos deformados, etc. O lugar



                               157
estava cheio de pessoas de aparncia difcil de descrever com
palavras.  medida que eles se moviam, cada pessoa repetia o
mesmo movimento. O grupo tinha a aparncia de uma colnia
de pessoas mutiladas. Aquilo era realmente muito estranho e
estarrecedor. Eu estava muito curioso para saber por que Deus
havia me mandado para aquele lugar. Enquanto eu estava l,
com meu corao doendo por aquilo que estava presenciando, a
mulher que tinha ido comigo, me chamou e me disse para olhar
em uma certa direo, e apontou: "L est ela". Aquela  a
pessoa que Deus queria que voc visse". Eu olhei na direo
indicada e vi uma mulher segurando os prprios lbios com as
mos. As mos dela pareciam estar grudadas aos lbios. Ela
tentava comer alguma coisa, mas as mos ficavam na frente da
boca e ela derramava mais comida do que era capaz de colocar
na boca. Eu parei em frente daquela mulher e perguntei: Voc 
Maria Park, no ?. Ela balanou a cabea afirmativamente.
Haviam muitas coisas que eu queria perguntar a ela, mas no
havia como ela me responder, porque no conseguia abrir a
boca. Eu mesmo estava surpreso, uma pergunta ecoava em meu
corao: Pai, o que pode ser feito por esta pessoa? Ento, a
mulher que me acompanhava levou-me a um outro lugar e
apontou um homem que disse ser Lee Kiboong. Olhamos um
para o outro, e eu quase no acreditei no que vi. Lee Kiboong
tinha sangue jorrando do peito. Estvamos to prximos que
podamos reconhecer um ao outro. Depois disso, comecei a
olhar  minha volta, tentando ver o filho de Lee Kiboong, Lee
Kang Suk. Como era possvel que toda uma famlia terminasse
em tal lugar? E eu finalmente encontrei o filho de Lee Kiboong.
Ele estava postado s costas de seu pai com uma faca em sua
mo levantada. Ele estava como que paralisado naquela posio.
Depois disto, a minha acompanhante me olhou e sugeriu que
retornssemos para Deus. E eu ofereci a seguinte orao para
Deus naquele lugar:  Deus, por favor, salve estas pessoas! Por
favor, liberte essas pessoas antes que Os Verdadeiros Pais



                             158
venham para c e os veja na situao em que se encontram.
Entretanto, ningum respondeu  minha orao. Quando eu
estava atravessando o grande porto, eu pensava: O que deve ser
feito sobre este horrvel sinal? Como poderei mostrar isso para
Os Verdadeiros Pais?
      E eu chamei por Deus e Ele respondeu: "Sang Hun, existe
dor no seu corao? Eu no consegui responder. Simplesmente
comecei a chorar diante de Deus. E Deus continuou: "Sang Hun,
isso no foi feito para voc chorar. Eu queria que voc visse
tudo aquilo porque este  um problema sobre o qual voc tem
que assumir responsabilidade. Voc tem que dizer o que viu
para os meus filhos na Terra, a fim de que levem uma vida de
bem. Para as pessoas daquele lugar o caminho da salvao no
ser fcil. Diga aos meus filhos para viverem uma vida boa na
Terra, antes de virem para c. Voc entende o que Eu quero
dizer? Sang Hun, estou perguntando!". Depois disso, Deus ficou
em silncio.

9.1.3. Encontro com o Pr. Park Tae Sun

Quando o Pastor Park Tae Sun vivia na Terra era venerado com
tanta cerimnia que parecia possuir a autoridade de Deus.
Agora, eu vou vou descrever a aparncia e a vida desta pessoa
no mundo espiritual.
        Eu encontrei o Pastor Park vivendo em uma comunidade
de cristos regulares. O padro destes cristos, no entanto, no
era de pessoas de f que viveram atendendo ao Senhor. Ao
contrrio, o padro deles era de pessoas que haviam devotado
pouco esforo em sua f. Por exemplo: quando eles cantavam
hinos ou oravam, no conheciam as palavras muito bem. Eles
eram crentes novios. O Pastor Park estava entre eles. Eu nunca
tinha conversado com esta pessoa. A razo por que eu no
estava com pressa de falar com ele, deveu-se ao fato de ele,
deliberadamente, ter se escondido em uma regio imprpria para



                              159
a posio dele. Com base no que eu tenho visto, posso dizer que
a f dele foi baseada em um corao arrogante e que ele foi
"envenenado" com a importncia de sua misso. Aqui, no
mundo espiritual, ele est vivendo em um lugar considerado
distante de Deus. Ele ainda no entende a sua posio aqui. Por
isso, vive no meio de crentes nefitos e ainda conserva a
autoridade e o domnio do passado. Eu decidi deixar passar mais
algum tempo antes de encontrar-me com ele.
        Minha prxima visita foi ao reino dos cristos, o lugar
onde vivem os pastores e lderes cristos regulares. No reino
cristo que tenho visitado, no notei nada diferente com relao
aos ministros. No encontrei nenhum caso de um lder cristo
que foi um reverendo importante na Terra, ao qual tenha sido
dada uma posio tambm importante aqui. O que eu tenho
percebido  que, mesmo que a pessoa tenha ocupado a posio
de lder religioso na Terra, aqui ela pode no ter esta posio. Eu
ainda no vi os lderes cristos que se opuseram aos Verdadeiros
Pais. Nem no Cu nem no inferno encontrei qualquer sinal
indicando onde esto aqueles ministros. Assim, eu no consegui
encontr-los. Esta  uma tarefa que pretendo realizar no futuro.

9.2. Encontros com Lderes Polticos Coreanos

9.2.1. Syngman Rhee

Eu tambm estava muito curioso para saber como as pessoas
que foram presidentes de um pas estavam vivendo no mundo
espiritual. Aqui, uma pessoa no recebe uma grandiosa
residncia simplesmente porque ela foi presidente de um pas.
Assim,  difcil encontrar essas pessoas, a menos que voc
realmente procure por elas. Eu decidi usar um mtodo incomum
para encontrar o presidente Syngman Rhee. Enquanto meditava,
eu orei: Deus, por favor, leve meu corao para onde vive o
presidente Rhee. Em um momento, eu comecei a ouvir ao longe



                               160
uma linda msica, a qual atraiu minha ateno e eu me dirigi em
direo quela msica. Depois de um certo tempo, a msica
parou. E, sem aquele som, eu me perguntei como iria prosseguir
a minha busca. Por fim, decidi tentar sozinho, mesmo sem a
msica. O lugar onde eu estava era cercado por grandes
montanhas e isto dificultava a visualizao e a localizao do
lugar onde eu estava e tambm das coisas ao redor dele. Decidi
confiar na direo geral que eu tinha seguido para chegar at
aquele lugar e comecei a olhar em volta daquela rea. De vez em
quando, eu via pessoas entrando e saindo de um bosque. Eu no
sabia a quem perguntar. Assim, simplesmente continuei
procurando, explorando a rea. Logo percebi um homem
sentado em uma curva da estrada, aparentemente absorvido em
algum pensamento profundo. Dirigi-me at ele para observ-lo
melhor, mas no era Syngman Rhee. Decidi, ento perguntar a
ele se no teria ouvido falar de algum chamado presidente
Syngman Rhee, ali por perto. Ele me respondeu de uma forma
to estranha que fez com que eu me tornasse cauteloso. Ele
disse: "Eu no sei se ele  presidente ou no, mas algum mora
naquela casa do outro lado da estrada".
      Fui at a casa, pensando que talvez l estivesse a chance
de encontrar o Presidente Rhee. A casa era um pouco melhor
que a maioria das casas do lugar. No entanto, estranhamente,
tudo estava muito quieto e eu no via nenhum sinal de que
algum morasse al. Enquanto eu estava olhando em volta e
dentro da casa, ouvi algum fazer um barulho. Era o presidente
Syngman Rhee. Eu fiquei muito surpreso em ver como ele
estava vestido. Suas roupas estavam muito acabadas, sua
aparncia estava muito suja e no havia ningum junto dele. Eu,
rapidamente, o cumprimentei: O senhor deve ser o presidente
Syngman Rhee. Meu nome  Sang Hun Lee. Ele quis saber
como  que eu sabia aonde encontr-lo. E eu lhe disse que Deus
havia me mandado. E ele me perguntou se alguma vez eu havia
encontrado com Deus. Eu respondi: Sim. Eu j estive com Deus;



                             161
Eu O encontrei. E ele me disse: "Por que, ento, uma pessoa to
grandiosa pde vir aqui?" Eu perguntei a ele por que um ex-
presidente est vivendo uma vida to solitria naquele lugar. E
ele respondeu que nem ele mesmo sabe a razo. Disse ainda que
tinha uma casa grande em um lugar perto dali, mas vivia ali
porque se sentia mais confortvel vivendo isolado, em um lugar
onde no tinha que se encontrar com ningum. Bem, disse eu,
mas este  um lugar onde nem Jesus e nem Deus esto presente.
Voc tem mesmo que viver aqui? Ele respondeu: "Deus e Jesus
me abandonaram, mas eu gostaria de encontr-Los". Eu pensei:
quando este homem, que era responsvel por uma nao inteira,
falhou em cumprir sua responsabilidade, foi desprezado pelo seu
prprio povo, que o mandou desistir de seu cargo e de seu
luxuoso gabinete. Do ponto de vista do mundo espiritual, a vida
de Syngman Rhee aqui nada mais  que o resultado de sua falha
em cumprir sua responsabilidade durante sua gesto como
presidente, ou em sua vida como ser humano. Eu ainda no o
convidei, mas um dia pretendo convid-lo para vir  minha casa,
onde falarei com ele sobre Os Verdadeiros Pais.
      Todas as pessoas que agora vivem em um nvel inferior 
posio que ocupavam no mundo fsico, so pessoas que traram
a Providncia, e eu acho que o lugar em que eles vivem agora,
no  nada menos do que o inferno.

9.3. Perguntas Dirigidas ao Dr. Lee

P: Como  que uma pessoa como a senhora Kim Hwal-lan, que
se ops to ferrenhamente a ns, pode viver no mundo espiritual
em tal tranqilidade?
R: Para uma pessoa que era reconhecida na Terra como uma
intelectual do mais alto nvel, que serviu a Deus e realizou
grandes sacrifcios durante sua vida na Terra, na esperana de
encontrar-se com Jesus, viver agora em um baixo nvel no
mundo espiritual, no qual Jesus no habita, no , certamente,



                             162
uma posio ou uma situao que se possa classificar como
"tranqila".

9.4. Cartas Oferecidas aos Verdadeiros Pais

9.4.1. Carta Oferecida por Jesus ao Verdadeiro Pai
                             -- 22 de Maio de 1998

Jesus, que nasceu em Nazar da Judia, enviou esta carta do
mundo espiritual para o Verdadeiro Pai.
"Pai. Eu sou Jesus. Embora eu no seja merecedor, o senhor me
tem dado muito amor, sacrificando a si prprio por minha causa
e orando por mim to freqentemente. Mesmo sendo esta uma
enorme bno para mim, o senhor ainda me deu mais; deu um
lar para minha esposa muito melhor do que ela merece. Como
posso algum dia agradecer e retribuir tanta bondade?
        Pai! Minha esposa  uma mulher maravilhosa, muito
melhor do que eu merecia. Eu estou encantado. Doravante, eu e
minha esposa iremos realizar Sua vontade e trabalhar para fazer
das nossas vidas uma oferta pura, como uma verdadeira e
maravilhosa famlia. Eu servirei e atenderei a Heung Jin Nim,
oferecendo minhas oraes e meu trabalho rduo para cumprir a
direo dos Verdadeiros Pais e da Providncia da Restaurao.
Pai! Existe um imenso nmero de cristos aqui, mas seus
coraes esto ainda muito fechados. Agora que o senhor
estreitou o espao entre ns e Heung-Jin Nim, que  capaz de
estabelecer, entre os mundos fsico e espiritual o mesmo fluxo
de relaes cooperativas que existe entre as pessoas na Terra,
minha esperana foi reforada. Daqui por diante, iremos
trabalhar ainda mais arduamente com base no fundamento do
passado e nesse novo e grandioso fundamento espiritual.
       O nome Jesus tem sido empregado por muitos como meio
autopromoo e tem sido posto acima de seu nome na Terra, e
eu no tenho palavras para descrever a vergonha que sinto



                             163
diante do senhor por causa disso, Pai.  Pai! Por favor, perdoe
este pecador por ele no ter assumido todas as suas
responsabilidades. Algum dia, suas dores sero diludas. Eu farei
com que os cristos na Terra tenham sonhos sobre a triste
aparncia de Jesus no mundo espiritual. Pai! Agradeo-lhe
verdadeiramente. Eu amo muito a minha esposa. Muito
obrigado. Oro para que os Verdadeiros Pais tenham vida longa e
boa sade".

9.4.2. Carta Oferecida ao Verdadeiro Pai
       por Choong Mo Nim -- Me do Verdadeiro Pai.

Pai, esta  sua me.  Pai, quantas dificuldades voc teve que
enfrentar por todos estes anos? Como resultado de minhas
deficincias, voc no foi conseguiu trilhar um curso suave, e
no teve outra escolha, a no ser viver um modo de vida to
sacrifical que no considerava diferenas entre o dia e a noite.
Pai, para mim foi sempre doloroso saber que voc teve que
sofrer por falta do fundamento de devoo de sua prpria me.
       Pai! Junto com Daemo-Nim, eu estou aprendendo muitas
coisas e ensinando muitas coisas. Sempre que voc sentir
necessidade, eu estarei aqui de boa vontade para atend-lo. Ser
que esse meu desejo  um sinal da minha arrogncia? Ser ainda
muito cedo?
       Pai, eu me tornarei uma me leal, ou uma Choong Mo, de
acordo com o ttulo que voc me concedeu. A minha aparncia,
usando uma toalha na cabea no  muito atrativa, no 
mesmo? Isto faz voc sentir vergonha, no ? Eu pedi a esta
senhora que retire a toalha da cabea, porque eu tenho receio de
que esta aparncia lhe cause algum embarao. Pai, por favor,
espere um pouco e voc ver. Eu verdadeiramente me tornarei
uma me leal. Pai, Me, eu oro e oro para que tenham vida
longa e boa sade (Enquanto a me do Verdadeiro ditava esta
carta, chorava muito. Sempre que ela aparece, chora muito).



                              164
9.4.3. Carta Oferecida ao Verdadeiro Pai
       por Kim Young Soon

Eu, ofereo esta carta ao Pai. Pai, este  KimYoung-Soon. Eu
apresento esta carta ao Senhor. Eu recebi suas instrues atravs
do Reverendo Kwak, e no carro, a caminho de casa, eu senti o
peso da minha misso, porque eu no sabia o que fazer. Ento,
recebi o encorajamento de Deus para "estar contente, pois eu
tinha sido abenoado". Eu senti que tinha que oferecer uma
condio de devoo. Pensei em oferecer 40 dias. Depois, eu
queria oferec-la em 21 dias, e depois em 3 dias. Pensei assim,
porque sei que, quanto mais longo fosse o perodo de devoo,
mais tempo o senhor teria que esperar. No dia seguinte, eu
recebi um telefonema do Reverendo Kwak. Ele me disse que iria
partir para os Estados Unidos em trs dias, e precisava que eu
lhe desse um relatrio dos resultados das suas instrues
anteriores a este perodo. Eu fiquei confuso e orei:  Deus,
ajude-me! Como posso cumprir esta misso em apenas trs dias?
Deus, por favor, por favor, ajude-me. Como posso fazer tudo
isto em apenas trs dias? Ento, de repente, eu ouvi uma voz me
dizendo: Sr. Kim, eu sou Sang Hun Lee. O senhor no conhece
o carter do Verdadeiro Pai? Comecemos esta noite. Eu estou
pronto". Depois, o Dr. Lee me deu a lista de tens para a orao.
Eu lhe disse que nem mesmo sabia quem era Tojo Japo. Mas
ele disse que eu no devia me preocupar, pois ele conhecia
muito bem sobre Tojo Japo. Ele estava muito calmo e
continuou a encorajar-me. O Dr. Lee nunca vem  Terra, se no
for por um propsito pblico. Quando se trata de instrues do
Verdadeiro Pai, ele vem imediatamente. Eu percebi o quanto 
profunda a comunicao de pai e filho que existe entre o Pai e o
Dr. Lee. Eu estou aprendendo e sentindo muitas coisas sobre o
mundo espiritual, que no pode ser visto com os olhos fsicos,
Pai!




                              165
